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domingo, 15 de janeiro de 2012

Montalegre: Pitões-Gafaria-Parada de Outeiro

Juntámo-nos mais uma vez ao Grupo de Viana com um programa muito bom, não tivesse Pitões das Júnias na lista. Seria a 4ª vez por lá mas qualquer convite para regressar a Pitões é praticamente irrecusável, e esta seria a terceira visita dos últimos dois meses e meio.

A ideia era fazer o percurso sabatino com o grupo, saindo de Pitões das Júnias em direção a Sul até quase à margem da Albufeira de Paradela, em Gafaria, seguindo depois até Parada do Outeiro e ficar para domingo para outro passeio ainda por decidir.

Não estava a Mónica tendo sido “substituída” pela nossa hóspede francesa de couchsurfing que se animou a vir caminhar.

As previsões do tempo não eram muito animadoras e mais uma vez confirmaram-se, ora chovia, ora parava e o frio era intenso. Apesar disso as paisagens eram deslumbrantes como sempre por estes lados, algumas pequenas cascatas, um fojo do Lobo, a capela de São João no topo do penedo e a albufeira.

[03]_Cascata_Ribeiro_do_Campesino[06]_Ribeiro_do_Campesino[09]_Fojo
Cascata Ribeiro do Campesino (esq.), Ribeiro do Campesino (centro) e Fojo do Lobo (dir.)
[14]_Formacao_Rochosa[15]_Capela_Sao_Joao[21]_Albufeira_Barragem_Paradela
Rochas (esq.), Capela de São João (centro) e Albufeira da Barragem de Paradela (dir.)

No fim dos 12,5km regressámos de carro a Pitões das Júnias ainda antes das 15:00. Com algumas horas de luz e o tempo a melhorar fui mostrar o Mosteiro de Pitões à Nathalie… mais 5km de passeio.

[05]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias[09]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias[15]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias(1)[16]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias
Mosteiro de Pitões
[18]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias[20]_Mosteiro_de_Pitoes_das_Junias
Mosteiro de Pitões

Ao fim do dia um bom e alegre convívio com lanche ajantarado na casa onde ficámos.

De noite o  tempo voltou a piorar e no dia seguinte começou a nevar bastante, espetáculo bastante bonito mas que, conjugado com o facto de termos todos acordado tarde e ainda termos uma viagem grande até ao Porto, levou a que cancelássemos novo passeio.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Espanha: Cortegada – Margens do Rio Minho e Rio Deva

Este percurso teve de ser feito a passo de corrida, pois os organizadores, caminhantes profissionais (ou lá como se chama a sua modalidade de desporto), achavam que todos tinham a sua pedalada e como tal iriamos acabar a nossa caminhada de 16km à hora do almoço, não levando portanto comida.

A ideia destes era que todos acabassem o passeio às 13:00. Para tal, existiam 3 pontos diferentes de término: aos 9km, aos 13km e no fim dos 16km, e, consoante a velocidade de cada um, os grupos iriam fazer distâncias diferentes. Isto claro que não resultou pois esqueceram-se que os participantes eram portugueses e em vez de partirem os grupos, foram perguntando às pessoas se queriam continuar até ao fim ou desistir em cada um dos pontos mas… desistir nunca :). Em todo o caso não vedaram a participação a ninguém e não deram quaisquer recomendações, de tal modo que na caminhada estava uma senhora bem acima dos 100kg, de cabelos brancos e… de muletas.

À custa disto tiveram de nos aturar até às 15:30, sendo que os participantes, mais preparados que os guias (mesmo sem as recomendações), obrigaram (literalmente) a uma paragem para almoço, enquanto estes resmungavam e passavam fome.

O percurso teve início em Ponferrado, nas margens do Rio Deva, em direcção ao Rio Minho onde seguia grande parte do seu traçado, passando pelos balneários de Cortegada e a antiga aldeia, agora em ruínas, até chegar a Cortegada.

[21]_Margens_Rio_Minho
11:51 Rio Minho: Espelho perfeito. Estará a imagem invertida? Sim? Não? COMENTEM
[32]_Ponte_Nova_de_Filgueira_1990_sobre_o_Rio_Minho[35]_Ponte_Velha_de_Filgueira_1920_sobre_o_Rio_Minho[43]_Aldeia_da_Barca
12:55 Ponte Nova de Filgueira 1990 sobre o Rio Minho (esquerda), 12:55 Ponte Velha de Filgueira 1920  sobre o Rio Minho (centro) e 13:31 Ruínas da antiga aldeia da Barca (direita)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Esposende: Trilho das Azenhas de Antas

Embora não esteja marcado, aquando da sua realização, a organização (Grupo de Montanhismo Viana Trilhos) forneceu um panfleto descritivo do percurso, do qual retirámos o seguinte texto:

Local: Esposende; Dificuldade: Moderada; Extensão: 13,6 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

“Em suave declive nascente/poente, emoldurada pelos Montes da Senhora da Guia, Monte D’Antas e Cividade, tem como vizinha, a nascente, a vila de Forjães, e as freguesias de Vila Chã e Belinho a Sul, tendo a poente o Oceano Atlântico a a Norte o Rio Neiva.
De beleza ímpar tem, ao longo das suas margens, pequenos moinhos, engenhos e azenhas centenárias que convém convencer e preservar, mas, já lá vamos…
O percurso tem início da Capela de Tecla, local de rara beleza. Aí junto, houve um engenho, hoje convertido em habitação.
Continuamos a descer junto junto ao rio até ao Paúle da Tapada e voltamos a nascente, atravessando campos de cultivo entre as freguesias de Antas e Belinho. Vemos já o promontório da Senhora da Guia e da Cividade. No alto deste último, existem vestígios de uma povoação castreja.
Passando através do casario, paredes meias com a freguesia de Belinho, poderemos ver entre outras, a casa “Barão de Maracana”, e um pouco mais à frente tomar café no “Kabul” (assim designado por o seu proprietário ter andado por lá ao serviço do exército português).
Mais acima vamos abandonar o trilho sinalizado, não passando assim pelo meio da Portela (passagem entre dois montes) local em que se encontra a pequena ermida evocativa de S. Cristóvão, optando por fazer um pequeno desvio e visitarmos a casa onde viveu e morreu o poeta António Correia de Oliveira, e junto a pequena capela dedicada e N. Srª do Rosário.
Para chegarmos à Portela atravessaremos uma frondosa mata, contornando o monte da Cividade com a A-28 um pouco mais abaixo.
Do alto da Portela, olhe para o mar!!!
Vamos descer e encontrar do nosso lado esquerdo a Azenha do Arroio (Hiberneira).
Logo depois estamos no Parque de Azevedo.
Aproveite o espaço e as mesas… merende!!! (…)
Após breve trajecto chegamos à parte mais alta da freguesia. Subimos em direcção à Igreja e ao seu magnífico Adro, onde podemos encontrar um dos mais bonitos Cruzeiros Paroquiais do Minho.
Junto à estrada municipal e integrado no complexo paroquial, encontramos a “memória” de uma anta ou dólmen que deu origem ao nome desta terra, mandado erigir pela Junta de Freguesia. Continuamos a nossa caminhada e subimos até ao Monte de Antas, para ver o Menir. Temos então uma magnífica vista sobre a freguesia, com o monte, o vale, a planície, o rio, o céu azul com o mar ao fundo.
Vamos continuar percorrendo parte do interior da aldeia, subimos um pequeno carreiro que ladeia o local onde foi em 1939, foram encontradas várias necrópoles neolíticas e que se podem ver o Instituto de Antropologia do Porto.
Deixamos para trás o casario e entramos na zona de floresta conhecida por Peneirada. Logo no início vamos encontrar uma ruína de dois antigos Moinhos de Vento e que pela sua localização mostram as alterações que sofreu a vegetação.
Continuamos a nossa caminhada por entre pinheiros, sobreiros, carvalhos e eucaliptos. Vamos encontrar destes últimos, junto ao trilho, dois exemplares de porte invulgar pelo seu tamanho e volume.
E, chegamos, finalmente ao Rio Neiva.
Na margem esquerda as ruínas de um engenho, o de Esprade, na margem direita, a Azenha do Grilo, que embora situada na freguesia de S. Romão do Neiva, Viana do Castelo, é propriedade de naturais de Antas e foi explorada por pessoas da nossa terra.
Continuemos, agora a nossa caminhada na margem do Rio Neiva e é ver frondosos carvalhos, freixos, salgueiros, amieiros e toda uma panóplia de árvores, assim como melros d’água, guarda-rios, garças cinzentas, que aqui nidificam. Vá com atenção, as lontras andam por aqui…
Percorrido cerca de 1km, chegamos ao Minante.
Na margem direita, as ruínas de um engenho, na margem esquerda um dos ex-libris da nossa terra: “As Azenhas do Minante”. Verdadeira indústria de outros tempos, concentrava num só pólo, azenha de milho, trigo, serração de madeiras, engenho de linho e alambique.
Vamos passar a A-28 e atravessar o núcleo industrial de Antas. Chegamos à EN13 (Porto/Viana) e voltamos às margens do Neiva. Aí encontramos mais um engenho, o do Liazar. Alguns metros mais e estamos na passagem da antiga Estrada Romana. Num penedo, um antiquíssimo Nicho.
Vamos agora chegar à Carvalha. Encontramos as ruínas de uma antiga ponte e o engenho e azenhas da Carvalha. Subimos, agora, para o denominado Monte da Guilheta, e, sempre, junto ao Rio Neiva, vamos encontrar um magnífico trecho, entre fragas do Monte do Castelo e do Monte da Guilheta.
Lá bem junto ao rio, num local de beleza sem par, vemos na margem direita (Castelo do Neiva), a Azenha do Palhurdo, e, logo depois, na margem esquerda, a Azenha do Sebastião ou Azenha Branca, hoje convertida em turismo de habitação. Na margem direita, junto à levada ou açude, um exemplar único na região: uma pesqueira (armadilha para peixes).
Vamos voltar ao povoado e atravessar o Lugar de Guilheta.
Pouco andamos e chegamos novamente à Capela de Santa Tecla, infelizmente o final deste percurso.”


NeivaMapa do Percurso

Apesar de alguns longos troços por estrada ou estradão e da proximidade à autoestrada, as muitas azenhas e todo o percurso junto do Rio Neiva justificam o passeio.
Infelizmente não vimos lontras mas, o seu rasto (pegadas) foi detectado, tendo também sido visto um pequeno musaranho.

[12]_Sobreiro[44]_Rio_Neiva[51]_Azenha_do_Minante
10:37 Sobreiro (esquerda) 14:11 Rio Neiva (centro) 14:17 Azenha do Minante (direita)

Embora não esteja marcado julgamos que com a ajuda da descrição detalhada aqui disponibilizada, conjuntamente com o mapa, não tem qualquer dificuldade em reproduzir-se o passeio… aconselhamos.

sábado, 10 de maio de 2008

Terras de Bouro: Trilhos Pedestres “Na Senda de Miguel Torga”–PR2 Trilho do Castelo

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Terras de Bouro; Dificuldade: Moderada; Extensão: 16,4 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

O Trilho do Castelo – o Castelo de Bouro ou de Covide – estende-se pelas chãs e cumeadas da memorável e histórica Serra de Santa Isabel.
O seu percurso de 16.376 metros, atinge uma cota altimétrica de 990 metros e percorre-se com dificuldade média, por veredas singulares, ladeadas pelos maciços montanhosos da Amarela e Gerês.
Ao longo do seu traçado apresentam-se, notavelmente, as modalidades de organização de paisagem natural e construída, oriundas da época medieval.
Não é de estranhar o embate natural com que tudo aparece no seu lugar. Aqui o Homem ainda não desfez!
O Trilho do Castelo abrange o território de três freguesias: Santa Isabel, Chamoim e Covide.
O seu traçado apresenta dois pontos de início:
1- Igreja de Santa Isabel do Monte até ao Monte do Castelo;
2- Lugar do Calvário, em Covide, até ao Monte do Castelo;
Desta forma, o pedestrianista ou visitante tem duas opções para calcorrear o Trilho do Castelo: a primeira, mais longa, possibilita um contacto directo com a riqueza arquitectónica rural, com a comunidade e tradição agro-silvo-pastoril da freguesia de Santa Isabel e a segunda, mais curta, poderá contemplar a natureza paisagística e o Castelo de Covide.”

[04]_Trilho_do_Castelo2[11]_Trilho_do_Castelo2[44]_Trilho_do_Castelo2[58]_Trilho_do_Castelo2
09:00 Sobreiro (esquerda), 09:17 Pela serra acima (esquerda centro), 13:19 Cerca (direita centro) e 14:17 Serra de Santa Isabel (direita)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Valença - Trilho do Castelo da Furna

Características do Percurso (adaptado de pedestrianismo.blogspot.com)
Local: Valença; Dificuldade: Moderado; Extensão: 14 Km; Tempo: 4h 30m; Tipo: Circular

O trilho começa junto à Casa da Cultura que alberga um museu rural serrano onde se guardam objectos ligados à agricultura, pastorícia e exploração mineira do volfrâmio. Nas proximidades é possível observar vários sarcófagos (sepulturas escavadas na rocha). O percurso encaminha-se pela encosta da serra de São Lourenço, com passagem pelos vários núcleos de gravuras rupestres, até alcançar os aglomerados de casas graníticas de Melim e Quebrada, já na freguesia de Sanfins. Daqui o trilho segue até à Furna, pelos vastos montes, onde domina a pastorícia de cavalos garranos, semi selvagens e de cabras. Já na Furna é possível observar o imponente aglomerado rochoso e as marcas do que foi um castelo medieval natural. A magnitude do espaço, as inúmeras saliências das formações rochosas, as grutas, os pontos de interesse arqueológico e as múltiplas lendas associadas fazem deste lugar um espaço de singular beleza. Do castelo restam apenas as marcas das traves nas rochas e as memórias históricas do que foi a sede do Julgado de Froião que abarcava Paredes de Coura e a parte norte de Valença, na época Medieval. De regresso ao trilho, pelas encostas da Serra de São Lourenço, é possível observar grande parte das serranias do Minho e do sul da Galiza, sempre acompanhados por grupos de garranos. O percurso desce a serra e é chegando a Taião de Baixo que nos deparamos com o mais significativo Relógio de Sol de Valença, mesmo junto a vários sarcófagos. Um Relógio de Sol muito ligado à vida desta aldeia serrana e onde se davam as horas por um corno de carneiro dai o nome de Horas do Corno. O percurso termina onde mesmo começou, junto ao Museu Rural de Taião.


Subida de 1ª categoria :) 10:43
Como já nos tinham informado, é costume do nosso grupo associar-se, de vez em quando, ao grupo de pedestrianismo de Viana do Castelo. Parecia um batalhão, mais de 30 pessoas a caminhar pelo monte acima. Apesar das muitas referências a garranos por todo o percurso foram poucos os cavalos que vimos, ficando a fauna mais marcada pela praga de processionárias, que tornava quase impossível andar sem calcar um ou outro carreiro delas. Em termos de paisagem é um percurso muito bonito, principalmente o Castelo da Furna, com algumas formações rochosas de forma singular. Como aspecto negativo apresentamos a marcação do percurso depois do castelo, sendo difícil dar com o trilho. Apesar de gostarmos de caminhar acompanhados, consideramos um grupo de 30 pessoas já um bocado grande demais, não dando para conversar com todos. Quanto às horas, o percurso teve início às 10:12, acabando às 16:17. Depois do percurso visitámos Museu Rural de Taião.
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Processionárias 11:08++++++++++++++++++++++++Castelo da Furna 12:04
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Castelo da Furna 12:10+++++++++++++++++++++++Castelo da Furna 13:19+++++++++