Mostrar mensagens com a etiqueta _Bolívia_. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta _Bolívia_. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

AS - 8/13 - Bolívia - La Paz e Sucre

IMG_8609

20060131104946!Flag_of_Bolivia

 

02/09/2012

Não tínhamos grandes planos para a Bolívia uma vez que por lá já tínhamos passado 3 semanas, um ano antes. Em todo o caso havia algumas coisas na lista a visitar e muitas outras que também nos interessam mas hão-de ficar para uma próxima.

Depois de uma longa viagem desde o Peru, durante a qual apenas ao fim de algumas horas de puxar pela memória nos lembrámos do nome e morada do Hostal onde tínhamos ficado, chegámos a La Paz e apanhámos táxi para o mesmo. Fomos jantar no local mais próximo.

03/09/2012

Não que as cidades sejam algo que nos interesse muito mas após termos passado mais de 5 dias por La Paz, era-nos estranho não conhecermos a praça central... nada de especial mas foi o nosso objectivo do dia.

IMG_8602IMG_8604IMG_8609
13:28 Aviso no restaurante onde almoçámos (esq.) e Plaza de Armas: 14:13 Palácio Presidencial (centro) e 14:16 Catedral (dir.)

Pela tarde fomos para o terminal apanhar autocarro desde a sede de poder executivo, legislativo e eleitoral, La Paz até à verdadeira capital Sucre, sede dos órgãos judiciais.

Antes ainda comprámos amendoins com sal, torrões, banana frita... que vício!

04/09/2012

Sucre é chamada a cidade branca e pelo que se pode ver pelos edifícios do centro faz algum sentido.

Chegámos pela manhã e provavelmente de algo comido no dia anterior o Nuno fez da casa de banho do terminal um local várias vezes revisitado... para juntar a isto, cada visita era paga.

Enquanto isso a Mónica revia os planos e decidimos seguir viagem no próprio dia até à fronteira com a Argentina, dando por terminada a passagem pela Bolívia.

Seguindo indicações do posto de turismo e do nosso guia dirigimo-nos rapidamente para o centro afim de ainda conseguir lugar no suposto único transporte até ao parque cretácico Cal Orko. Chegámos a tempo mas no local descobrimos que havia outro transporte 7 vezes mais barato... infelizmente também tínhamos comprado o regresso.

No local, não muito barato, podemos ver à distância uma parede vertical com milhares de pegadas de dinossauros. Trata-se de um parque privado pertencente a uma pedreira/cimenteira que, aquando das suas escavações descobriu as pegadas. Dada a verticalidade da parede esta é muito instável e nem com os esforços de manutenção aplicados se impediu o desmoronamento recente de um grande pedaço, prevendo-se que aconteça o mesmo a todo o restante. Existem também alguns placards com informação sobre a formação da região, umas salas com explicações sobre dinossauros, particularmente dos 4 grupos dos quais foram identificadas pegadas e ainda maquetas à escala 1/10 dos dinossauros (no interior) e à escala real (no exterior)... é interessante mas na nossa opinião não vale o preço, principalmente pois de fora do parque (sem pagar a entrada), já se pode ver a mesma parede. Na visita guiada, felizmente incluída na entrada e sem pedincharem por gorjeta, disseram-nos ser mais bonito ver as pegadas pela tarde e, tendo perdido o primeiro autocarro de regresso, ficámos mais um pouco, a Mónica a planear a Argentina e o Nuno no Wc.

IMG_8620IMG_8628IMG_8655
Exemplos dos 4 grupos de dinossauros com registo de pegadas no local: 09:43 Anquilossauro -Couraçados (esq.), 09:47 Abelissauro - Carnívoros - e Iguanodonte Médio -Herbívoros bípedes (centro) e 09:57 Titanossauro - Grandes Herbívoros Quadrupedes (dir.) 

Antes de voltar demos nova vista de olhos às pegadas e seguimos para a praça.

IMG_8685IMG_8691
Pegadas: 12:22 (esq.) e 12:23 (dir.)

IMG_8664IMG_8704
10:03 Parede onde estão todas as pegadas (esq.) e 12:33 Sauro Bus (dir.)

Aqui passeámos um pouco, almoçamos no mercado (a Mónica tripas estufadas e o Nuno uma canja), fartámo-nos de procurar um mero postal do país para pôr nos correios e infelizmente seguimos indicações de locais, mais uma vez do posto de turismo e nosso guia, e fomos visitar o cemitério. Por muito arranjado que seja não gostamos visitar cemitérios, não tendo sido favorecido pela ocorrência de 2 funerais quando passávamos... nem estivemos 10 minutos.

IMG_8706IMG_8708IMG_8717
13:39 Iglesia de San Francisco (esq.), 13:41 Edifício do Exército (centro) e 15:36 Assembleia (dir.)

IMG_8709IMG_8713
Mercado Municipal: 13:44 Área de confeitaria (esq.) e 14:19 O “restaurante” que escolhemos para almoçar (dir.)

Seguimos em Micro (carrinha de 9 lugares) para o terminal e apanhámos o autocarro para Villazón.

sábado, 25 de junho de 2011

Bolívia – La Paz e regresso a casa…

 Dia 21 _-_24/06/2011

Era a nossa derradeira passagem por La Paz, tendo já voo marcado para a noite. Pela manhã fomos passear pelos mercados de feitiçaria e artesanato e ao museu da coca, tendo ainda presenciado uma parada… da marinha boliviana… que não tem costa.

IMG_8745_MG_6256
Parada Militar no centro de La Paz: note-se à esquerda a Marinha Boliviana (a 3660m de altura e a mais de 300 km em linha recta do oceano mais próximo - Oceano Pacífico) 
IMG_8746IMG_8748IMG_8749
Electricista (esq.), Varandas em madeira trabalhada, junto à entrada do museu da coca (centro) e Mercado de Artesanato (dir.)
IMG_8751IMG_8752IMG_8753
Mercado de Feitiçaria: Banca (esq.) e Feto de Lama (centro e dir.)
IMG_8754IMG_8755IMG_8756
Awayo, pano para carregar tudo em Tapeçaria Tradicional Boliviana

Almoçámos num tasco caseiro e depois, enquanto o Pedro e o António foram comprar lembranças, nós fomos visitar alguns museus, nomeadamente o interessante museu dos instrumentos.

IMG_8759IMG_8767IMG_8776IMG_8770IMG_8771
Iglesia San António (esq.), Chocalho metálica (centro esq.), Chocalho de cascos de Lama (centro), Antara de cerâmica negra com motivos eróticos (centro dir.) e Múmia (dir.)
IMG_8778IMG_8783
Mostruários com instrumentos tradicionais de sopro no Museu dos Instrumentos: Queñas, Zampoñas, Sicus, Jula Julas… (esq.) e Cañas Chapacas, Bajón, Zampoñas e Sicus (dir.)
IMG_8792IMG_8793C
Instrumentos criados por Ernesto Cavour no Museu dos Instrumentos: Estrelita – guitarra de 5 braços (esq.), Charangola, Charansicu, Charango Soncoy e Zampoña Cromática (centro) e Psitacídeo

Regressámos ao hostel para buscar as malas e seguimos de táxi para o aeroporto, voando até Santa Cruz pela Aerosur no Boeing 737-400 Puma CP-2653 .

Já no aeroporto de Santa Cruz, fomos jantar a um restaurante e depois procurar um bancos desocupados para dormir… não conseguimos por isso acabámos por abrir os sacos cama no chão para dormir um pouco.

Dia 22 _-_25/06/2011

Pelas 11:00 seguimos para o aeroporto de Guarulhos em São Paulo no Brasil, no mesmo avião do dia anterior, onde tivemos que correr para conseguir fazer o check in para Portugal, passando por uma grande fila, revisão de malas e interrogatório sobre o que tínhamos feito e por onde tínhamos andado. Por fim lá conseguimos despachar-nos e embarcar num avião moderníssimo da TAP, um Airbus A330-202 de nome Vasco da Gama matrícula CS-TOM, cujas diversões nos fizeram passar rápido as horas de viagem.

IMG_8806IMG_8816
Acampamento no Aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz (esq.) e Aeroporto de Guarulhos, São Paulo,  Boeing 737-400 Puma CP-2653 da Aerosur (dir.)

Por fim chegámos ao Porto onde as famílias dos sobreviventes os aguardavam.

IMG_8820Aeroporto Francisco Sá Carneiro: Gullivers e Liliputianos de volta… mais leves e mais peludos

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bolívia – Copacabana e Isla del Sol

Dia 19 _-_22/06/2011 La Paz – Copacabana

Recém regressados da Selva, apesar da irritante insistência dos taxistas, apanhámos uma combi até ao centro.

Os rapazes foram buscar umas sandes e a Mónica uns amendoins para sair diretos a Copacabana, nas margens do Lago Titicaca. Duas agências de autocarro disputavam os nossos lugares mas como os preços eram os mesmos escolhemos a que saia primeiro.

A meio do trajeto houve que sair do autocarro para cruzar o estreito de Tiquina, pois não havia outra forma de chegar a Copacabana sem passar pelo Peru. O autocarro foi numa jangada e nós num barquinho bem pequenino, bem apertadinhos. Já do outro lado voltámos ao autocarro saindo no centro de Copacabana onde desde logo procuramos lugar onde dormir.

IMG_8577IMG_8575
Cruzando o Estreito de Tiquina
IMG_8581IMG_8585
Jangada com autocarro, cruzando o estreito de Tiquina

Reservámos tour à Isla del Sol para o dia seguinte e fomos ao restaurante comer a afamada truta.

Dia 20 _-_23/06/2011 Isla del Sol

Saímos às 8:30 chegando à Isla del Sol onde um guia nos esperava mas só nos guiaria pelo primeiro ponto de visita.

IMG_8588IMG_8594IMG_8596
Íbis Negro – plegadis ridgwayi (esq.), Galinhola Andina – fulica gigantea (centro) e Bolivianito (dir.)
IMG_8599IMG_8607
Pato (esq.) e Galinhola Andina – fulica gigantea (dir.)
IMG_8612IMG_8620IMG_8628
Lago Titica: A caminho da Isla del Sol

Fomos ao museu do ouro, onde haviam fotos de peças encontradas na ilha, ouro nem vê-lo, e supostas cidades agora submersas.

Depois seguimos a pé até ao Norte da ilha passando pela pedra e mesa sagrada e as labirínticas ruinas de Chincana, onde o guia nos deixou.

_MG_6131_MG_6133IMG_8637
Isla del Sol: Praia de Cha’llapampa
IMG_8643_MG_6169IMG_8665
Ruinas de Chicana: Eucalipto Centenário (esq.), Mestre Bambo Local que, a troco de algo nos previa o futuro sobre a mesa sagrada (centro) e Pedra Sagrada (dir.)
IMG_8679IMG_8681IMG_8683
Ruínas de Chicana

Daqui caminhámos até ao Sul da ilha passando por dois postos de controlo, com passagem paga.

IMG_8692_MG_6201
Isla del Sol
IMG_8700_MG_6208IMG_8708
Isla del Sol

Depois de muitas fotografias o tempo foi passando de tal modo que os últimos quilómetros tiveram de ser feitos em passo de corrida para não perder o barco.

_MG_6234IMG_8717_MG_6244
Isla del Sol (esq.), Igreja de Yumani (centro) e Lama – lama glama (dir.)
IMG_8719IMG_8720IMG_8721
Yumani: Fuente del Inca (esq.), Escalera del Inca (centro), Porto (dir.)

Já no barco estranhámos estarmo-nos a afastar da ilha já que ainda havia um local de visita incluído no tour, pelo que o Nuno foi averiguar junto do piloto que lhe disse que o barco ia direto a Copacabana, sem sequer passar pelas Uros, ilhas Flutuantes.

Depois de alguma conversação, já estávamos longe da ilha para nos levarem ao último ponto mas lá aceitaram levar-nos às ilhas. Não que quiséssemos mesmo ir, porque já conhecíamos quando fomos ao Peru em 2009, mas tínhamos pago por isso e o Pedro e o António não conheciam. Ao aproximar-nos das ilhas começamos a ver que estas eram grupos de garrafões vazios amarrados e tinha apenas uma pequena capa de totora (pasto) por cima a tentar tapar os mesmos… Era tudo artificial… não estávamos em Uros nenhumas…

Ao chegarmos o piloto disse que se pagava a entrada, pagando só quem saísse do barco… era muito pouco mas não nos apetecia nada. Não nos levantámos mas depois do piloto chamar pelo Nuno e fazer ver a todos que só tinha parado ali por nossa causa, ficando todos os turistas a olhar para nós, lá baixamos. Esta funciona como um restaurante cuja especialidade era a truta, que nem sequer era pescada no lago mas criada em tanques plásticos ao lado da ilha.

IMG_8724IMG_8728IMG_8731
Falsas Uros - Pedaços de plástico flutuantes cobertos com junco para disfarçar… mais valia ter estado calado... Tivemos de pagar 1 boliviano para sair do barco e entrar por 5 minutos num monte de plástico flutuante.(esq.), Chegado a Copacabana (centro) e Travessia do Estreito de Tiquina (dir.)

De volta a Copacabana e com uma hora até apanhar o autocarro para La Paz onde chegámos já de noite, ainda comprámos algumas lembranças, nomeadamente umas hamacas (redes).