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domingo, 1 de novembro de 2009

Almeida – Forte de Almeida

“Iniciadas em 1641 pelo Governador das Armas da Província da Beira, Álvaro Abranches, as suas obras monumentais só estariam concluídas no final do século XVIII com o Conde de Lippe. (…)

No século XIX, durante o período das Guerras Liberais (1832-1834), mais uma vez a Praça-forte de Almeida foi palco de confrontos pela sua posse, que se alternou entre Absolutistas e Liberais, tendo as suas casamatas servido como prisão para mil e quinhentos prisioneiros políticos.

No século XX, apenas em 1927 é que a fortaleza deixou, definitivamente, de exercer funções militares. O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional pelos Decretos 14.985, publicado em 3 de Fevereiro de 1928, e 28.536, publicado em 22 de Março de 1938.” (in http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a-forte_de_Almeida)

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Exterior do Forte 31-10-2009

Após um fim de semana fantástico e de muitas emoções não nos esquecemos na volta de fazer uma pequena paragem para entrar nas muralhas labirínticas do Forte de Almeida.

Aproveitando ainda os poucos minutos de bom tempo e de luz solar que nos restavam, pudemos apreciar a imponente muralha de diferentes níveis em forma de estrela com 12 pontas.

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Interior do Forte 01-11-2009

Finalmente após termos feito e visitado tudo como planeado com condições atmosféricas favoráveis, entrámos no carro de volta ao Porto. Poucos minutos depois começou a chover copiosamente, tendo-se prolongado por toda a noite.

La Fregeneda - Barca D’Alva (Caminho de Ferro)


Local: La Fregeneda (Espanha); Dificuldade: Média; Extensão: 17 Km; Tempo: 6h 00m; Tipo: Linear

Depois de mais de um ano após termos percorrido Barca D’Alva – Pocinho lá decidimos cumprir o prometido e seguir pelo caminho-de-ferro entre La Fregeneda e Barca D'Alva. Apenas à enésima tentativa e após vários adiamentos, conseguimos quórum suficiente entre os amigos e seguimos 4 bravos e inconscientes em direcção a Figueira de Castelo Rodrigo para um fim-de-semana de aventura. Com a chegada do Inverno e a mudança de horas tornou-se necessário começar bem cedo para aproveitar as poucas horas de luz.

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Estação La Fregeneda 8H45

Embora a ideia inicial fosse de apenas fazer o percurso pelo caminho-de-ferro, para aproveitar a proximidade de Freixo de Espada-à-Cinta, gozar o fim-de-semana ao máximo e arranjar forma de convencer mais gente a aceitar o convite, decidimos incluir no pacote a bela Calçada de Alpajares.

Depois de testadas as condições físicas dos nossos companheiros e de um merecido descanso na pensão Bago D'Ouro, Domingo seguimos num carro da mesma em direcção à vila espanhola, conduzido pelo motorista de nome tipicamente português “Andrés”.

8H45 marcava o relógio quando chegamos à estação de comboio de La Fregeneda. Nesta um sinal avisava do perigo relativo ao estado das pontes o que aumentou exponencialmente a nossa confiança… antes que o estado destas piorasse mais um bocadinho decidimos avançar.

Para começar um “pequeno túnel”… já se via a luz ao fundo mesmo antes de entrar pelo que pensámos em nem utilizar as nossas lanternas … 10 minutos depois (já de lanternas ligadas) ainda se via a luz ao fundo do túnel sem ter aumentado de dimensão (parecia que estávamos nos desenhos animados do Tsubasa nos quais os jogadores de futebol corriam corriam e nunca mais chegavam à linha meio campo que ia aparecendo vagarosamente no horizonte). A expectativa era grande tanto de chegar ao fim como de ver morcegos que com pena nossa não havia neste túnel. Á saída (ao fim de 2 km), depois das pupilas se ajustarem à luz ofuscante, os vales e as montanhas típicas do Douro recebiam-nos com a sua grandiosidade…

Túnel 1, pequena ponte 1, túnel 2 e túnel 3…. um cheiro nauseabundo, primeiro de cão molhado, depois de animal em decomposição, nos indicava a presença dos tão esperados morcegos. A avaliar pelas montanhas de guano (caca) que ocultavam a linha, deveriam existir enormes colónias de morcegos … finalmente encontrámos apenas dois grupinhos todos encavalitados, que saiam do seu nicho sem rumo, alguns direitinhos a nós…lá seguimos entre morcegos, guano, baratas, linha de caminho-de-ferro, lajes de pedra, paredes construídas pelo homem e paredes naturais. No fim do mais emocionante túnel do percurso encontrámos o rio Águeda…

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morcegos …                                                            e mais morcegos

…seguindo o rio chegamos à primeira ponte de vão considerável… a adrenalina subiu exponencialmente… ora portanto uma ponte muito alta sendo que no lado esquerdo temos um perfil metálico com 20cm de largura e uma guarda a meio metro de distancia e no lado direito umas tábuas com meio metro de largura e estado duvidoso (tirando as que estavam podres ou queimadas… tudo bem)… lá fomos dois de um lado e dois do outro seguindo pé ante pé até esta se encontrar novamente com a terra!!! Nos céus sobrevoava em círculo um bando de grifos parecendo contar até 4 na expectativa de um pequeno-almoço gratuito… Após este primeiro choque parámos para acalmar um pouco e conversar um pouco sobre como estariam as seguintes pontes e se conseguiríamos chegar ao fim.

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Ponte 1 - 10H20

Túnel 4… à saída e ainda com o ritmo cardíaco acelerado… a ponte 2… e os grifos cada vez em maior número a seguirem cada passo…
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Túnel 4 – 10H43 ...                           ponte 2 - 10H50

Túnel 5, túnel 6 e … ponte 3, esta em curva… mais uma vez dividiu-se o grupo e dois seguiram pelo lado interior e dois pelo exterior… que bela surpresa tiveram os últimos quando se aperceberam que a curva era constituída por 3 troços completamente desligados no passadiço e guardas metálicas, chegando a separação a ultrapassar meio metro. Nada que não se conseguisse passar mas com duas grandes passadas e um dose de elasticidade (homem 3; grifos 0) …

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Ponte 3 - 11H04

Até este ponto já tínhamos visto de tudo sendo a confiança tal que as pontes passavam rápido sob os nossos pés (os mais pequenos é que tinham de andar um pouco tortos para conseguirem tocar nas guardas) … Túnel 7, 8, 9 , 10, pequena ponte 2, túnel 11 e 12, ponte 4 (mais longa e alta de todas constituída por metade em pedra e outra metade em estrutura metálica), túnel 13, 14 (lugar para o desejado pic-nic) e 15, ponte 5, pequena ponte 3, mini ponte 1 (zona com 30cm de linha sem terreno por baixo) , túnel 16, grande ponte 6, túnel 17 e 18, ponte 7, túnel 19 e 20 (último) ….

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                 Ponte 6 – 12H17 …                                              nem ponte nem túnel – 14H12 …                      e ponte 9 - 14H43

PONTE 8 a qual já havia sido testada no dia anterior com passada vagarosa e insegura substituída agora por um passo de trote quase galope sem qualquer recurso aos membros superiores (pudera pois parecia nova comparando o seu estado com o das outras pontes) …

por fim após 20 Túneis e 11 Pontes chegámos à primeira estação de Portugal – Barca D’Alva.

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Ponte 11 – 15H01 …                     e Estação de Barca D'Alva – 15H21       

Importa aqui lembrar aos leitores que embora nos refiramos a pontes por simplificação da escrita, apenas uma das estruturas (a última) servia para transpor uma linha de água (neste caso o rio Águeda) e portanto apenas essa deveria ser chamada de ponte. Este comentário serve também para demonstrar alguma credibilidade junto da nossa classe profissional.

sábado, 4 de abril de 2009

A esquiar pela Serra da Estrela

Aproveitando uma das raras “ofertas” que a empresa onde trabalhamos dá, decidimos participar no nosso primeiro evento organizado pela SOPEVENTS, gastando apenas 10€ num dia completo na estância de esqui da Serra da Estela com tudo incluído (equipamento, forfait e aulinhas)

Saímos bem cedo do Porto de forma a aproveitar ao máximo o dia. Na estância lá nos fomos ensinando uns aos outros, com mais ou menos dificuldade, como vestir e calçar o equipamento. Quando chegaram os professores já havia engenheiros e desenhadores caídos por toda a pista. Tal qual crianças levámos raspanete pois poderiam já haver pernas partidas se não se soubessem pelo menos as regras básicas (que era o caso de quase todos).

Depois de uma mini aula estávamos por nossa conta e embora nos tenham dito para ir apenas às duas pistas mais fáceis, ao fim de 3 descidas já estávamos a testar uma das de grau mais elevado… o resultado foi óbvio. Já é chato para quem cai ter-se de por a pé e voltar a andar mas para juntar a isso, um dos bastões do Nuno não tinha a fita para prender ao braço logo, quando este caia tinha de subir uns bons metros para procurar o mesmo.

Ao fim de uma hora estávamos todos encharcados, fomos almoçar para depois voltar à neve. O Nuno achando todo o processo de subir no forfait descer e voltar a subir bastante entediante decidiu ir explorar e tirar umas fotos às redondezas, enquanto os restantes ficaram na estância.

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Bastões do Nuno                               Estância de Esqui                                                 Alto da Serra da Estrela                

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Panorâmica no alto da Serra da Estrela

Depois de um belo passeio, voltou à hora combinada mas teve de esperar mais de uma hora e mais pela Mónica, que foi dos últimos a sair das pistas.

Já no regresso fizemos uma pequena paragem para visitar o Museu do Pão, cujo preço da entrada foi regateado a custo.

Finalmente voltamos ao autocarro tendo como destino o Porto.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Barca D'Alva - Pocinho (Caminho de Ferro)


Local: Figueira de Castelo Rodrigo; Dificuldade: Média; Extensão: 28 Km; Tempo: 9h 00m; Tipo: Linear

Dia 9
7:12 saída da estação de campanhã rumo às terras do Douro, com o Pedro e a Filipa. Depois de uma lindíssima viagem de comboio até ao Pocinho (10:36), seguimos num mini bus em direcção a Barca D'Alva onde iríamos pernoitar na Residencial Bago D'Ouro.
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++++++Os 4 Participantes 09-06-2008 08:06+++++++++++++++++++++Comboio Porto-Pocinho 09-06-2008 08:11
Depois de pousadas as mochilas na Residencial, foi tempo para uma voltinha no "chichorrão", o barco do Miguel que se juntou a nós, por via marítima, num passeio em Barca D'Alva, onde visitamos a estação local e demos ainda um saltinho a Espanha. No mesmo dia andámos de metro, comboio, mini bus, taxi, lancha e ainda fomos e viemos a pé de Espanha.
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Estação Barca D'Alva 09-06-2008 12:59++++++++++++++++++++++++++++++Barca D'Alva 09-06-2008 20:41++++
Dia 10
Levantámo-nos bem cedo para a grande caminhada... às 7:00 já estávamos a tomar o pequeno-almoço (que nos foi amavelmente servido mais cedo do que o costume) e às 7:50 já estávamos na linha para dar início ao percurso. Com uma passada difícil de manter lá fomos caminhando ao longo da linha, tendo em muitos locais sido necessário passar ao lado tal era a quantidade de vegetação que se havia apoderado da linha (rapidamente desbastada, ou não, com a ajuda da catana do Pedro), algumas derrocadas e lugares em que a linha já nem existia, também era visível algum vandalismo e poluição principalmente nas estações abandonadas... mas a paisagem era simplesmente bela... de comboio certamente ainda seria mais. Ao fim de umas horas o ritmo da passada começava a cansar e os 28km's demoravam a cessar... ainda encontrámos uma cobra verde (que animou um pouco mais a caminhada... diga-se que nessa altura ainda nos deveriam faltar 8 km's) e finalmente por volta das 16:40 chegámos à estação do Pocinho, onde nos abastecemos de bebidas.
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Barca D'Alva-Almendra 10-06-2008 06:57++++++++++++++++++++++Barca D'Alva-Almendra 10-06-2008 08:14
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Almendra-Castelo Melhor 10-06-2008 10:33+++++++++++++++++++++Castelo Melhor-Coa 10-06-2008 11:00++++
17:20 hora de seguir em direcção ao Porto e aproveitar a viagem para um merecido descanso, tendo a vigem terminado por volta das 20:55.
Este é um percurso bonito mas foi dificultado pelas más condições da linha, em alguns casos quase intransitável devido à muita vegetação e derrocadas. As pontes, apesar de tudo mantém-se bem conservadas. Ficou combinado para uma próxima fazer o troço Barca D'Alva - La Fregeneda com os seus vários quilómetros de túneis e pontes.