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domingo, 13 de abril de 2014

Ria de Aveiro: Murtosa-Salreu

Novo Domingo e nova caminhada, depois do Norte, agora um pouco a Sul, aproveitando a Primavera e com esta a chegada dos pássaros em migração.

Mais uma vez o percurso traçado conjugava num só, vários dos percursos da BioRia de modo a alongar um pouco o passeio, tornando-o de dia inteiro. Assim sendo saímos da Murtosa, mais propriamente do Esteiro do Bico, seguindo pela margem até entrar no Percurso das Ribeiras de Veiros, junto ao Esteiro de Eiros, almoçando pelo meio deste perto do esteiro de Estarreja e fazendo todo o restante trilho até ao final, onde conectámos com o Percurso do Rio Antuã junto ao caminho de ferro e seguimos este até desviar para o Percurso de Salreu, já na margem Sul do Rio Antuã, onde fizemos os últimos quilómetros até Salreu.

Por todo o percurso muitos pastos amarelos e roxos de flores, rãs, cegonhas, gafanhotos e claro muita água. Pela manhã muito nevoeiro que foi levantando até chegar o Sol céu azul e bastante calor. O odor nem agradável pela proximidade à fábrica de Cacia, que também domina no que se refere ao ambiente sonoro.

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Ria de Aveiro - Murtosa: Porto do Bico (esq.), Porto (centro) e Bicicleta (dir.)
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Ria de Aveiro - Murtosa
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Vaca (esq.) Cavalo em Telões (centro) e Rã Verde dentro de Poço (dir.)
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Cavalos
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Poço em Telões (esq.), Esteiro de Estarreja (centro) e Mar de flores amarelas (dir.)
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Flor (esq.) e Cegonha (dir.)
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Cores e texturas…

Para mais informações consultar BIORIA onde se pode ver a descrição de todos os percursos e fazer download dos mesmos para GPS e também a nossa anterior publicação de 2008 sobre o Percurso de Salreu.

terça-feira, 8 de março de 2011

Arouca: PR2 Caminhos do Vale do Urtigosa

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Reduzida/Moderada; Extensão: 11 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

“O PR2 “Caminhos do Vale Urtigosa” todo ele nas freguesias de Urrô e de Rossas, pode iniciar-se, por ser em circuito, em qualquer uma das localidades por onde passa. No entanto, pela proximidade à EN-224 e pela facilidade de estacionamento junto à Igreja Matriz de Rossas faremos a sua descrição a partir da mesma.
Iniciando então, aqui, a nossa marcha, rumando-se ao lugar de Torneiro, depois de atravessado o rio Urtigosa e um dos seus maiores afluentes: o ribeiro da Escaiba. Nesta parte do percurso podemos observar moinhos ainda em funcionamento, uma bela cascata no ribeiro, além de uma luxuriante vegetação ripícula, da qual se destaca o feto real.
Depois de Torneiro iniciamos suave subida por um estradão florestal, aparecendo-nos à esquerda, depois da curva, um trilho que acompanha uma antiga e lendária levada, da qual pouco resta a não ser alguns vestígios de canos enterrados no seu leito.
Seguimos, subindo suavemente, admirando o frondoso bosque de carvalhos, castanheiros e loureiros, entre outros, que acompanha os ribeiros de Escaiba e de Souto Redondo.
Chegamos, por caminhos cobertos de ramadas, ao lugar de Póvoa. Daqui avista-se maravilhosa paisagem sobre Couto Redondo e o vale do rio Urtigosa, com Rossas ao Fundo. Campos cultivados, socalcos, castanheiros, carvalhos, cerejeiras, caminhos centenários de calçada marcada por carros de bois, testemunho da sua longevidade. É por eles que seguimos até Souto Redondo.
Depois da escola inicia-se a descida para Lourosa de Matos, por um caminho de charneca e depois pelo antigo caminho público.
Em Lourosa de Matos descemos até ao rio Urtigosa, que atravessamos por uma antiga ponte de arco, junto a um núcleo de antigos moinhos de moer cereal e linho.
Segue-se um caminho tradicional acompanhando o rio para jusante. Após 300 metros encontramos uma bifurcação: o caminho mais batido pela direita e o caminho mais mal definido – o antigo – pela esquerda, à nossa frente. Vamos por ele, dando-nos conta, de imediato, que ao nosso lado esquerdo corre uma levada de regadio tradicional. Seguimos o caminho e depois o trilho estreito que acompanha a levada. Sem subir nem descer, à sombra fresca dos castanheiros… rapidamente alcançamos o lugar de Cavada e de seguida a igreja de Rossas, que tomamos como ponto de partida.”

No nosso último dia do fim-de-semana prolongado por Arouca, já com o peso de 3 dias e muitos quilómetros de caminhada decidimos escolher um percurso mais leve. Além de leve não tem grandes pontos de interesse ou de beleza singular. São muitos os quilómetros em estradão e no meio de eucaliptos.

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11:30 Igreja Romana de Rossas (esquerda) e 11:54 Eucaliptos (direita)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Arouca: PR15 “Viagem à Pré-História”

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 17 Km; Tempo: 6h 00m; Tipo: Circular

“O PR15 – “Viagem à Pré-História” tem início e fim no Merujal, junto ao painel informativo ali existente.
Inicia-se a marcha rumo ao parque de campismo e ao parque de merendas e, após uma curva apertada da estrada de asfalto, toma-se à direita um caminho que se dirige para Albergaria da Serra.
Naquela localidade, após a travessia da ponte sobre o Rio Caima, dirige-se para o Cemitério após o qual, na bifurcação imediata, toma o caminho da esquerda, isto é, acompanha o rio no seu pequeno vale encaixado com pequenas courelas em socalcos e azenhas, algumas das quais ainda em funcionamento.
Atravessa-se de novo o Caima agora para a sua margem direita e após contornar um muro de pedra solta, atravessa-se a estrada empedrada num local denominada “Junqueiro”, continuando para Leste, sempre a acompanhar o Caima, que, nesta zona, é ainda um pequeno riacho.
Chegando-se a uma curva em cotovelo de um estradão florestal – no lugar do “Vidoeiro” – toma-se o caminho da direita que, após um troço de calçada muito antiga, nos leva à Portela da Anta.
Junto a esta toma-se um carreiro à esquerda, para Sul, o qual após passar um pequeno ribeiro, se encaminha para uma elevação constituída por um verdadeiro caos granítico. Neste local tem-se uma magnífica panorâmica sobre o planalto da Freita, e a bacia hidrográfica do Alto Caima, tudo dominado pela torre do marco geodésico de São Pedro Velho. Ruma-se agora para Sudoeste. Após o atravessamento da estrada de asfalto, junto à Anta de Monte Calvo, segue-se por um carreiro que se encaminha para a Castanheira.
Quando se inicia a descida para esta aldeia, avista-se, lá ao longe, a Ria de Aveiro e o mar, onde o nosso Rio Caima, depois de se juntar ao Vouga, vai desaguar.
Desce-se até à aldeia de Castanheira, onde se pode visitar o afloramento rochoso das “pedras parideiras”. Segue-se depois, pela parte mais baixa da aldeia, em direcção à ribeira. Após o seu atravessamento, num pequeno pontão de betão, o carreiro inicio a subida para Cabaços. Daqui continua-se por trilhos que ladeiam muros, atravessa-se outra vez o Caima no parque de lazer de Albergaria e toma-se à esquerda uma quelha, entre muros, que nos encaminha para a Mizarela. Prosseguindo por mais cem metros alcança-se o miradouro da maior cascata de Portugal: a Frecha da Mizarela.
De regresso ao PR15, continua-se por caminhos bem definidos até ao Merujal, onde esta “Viagem à Pré-História”, termina.”

8km no primeiro dia, 15,2km no segundo e agora esperavam-nos 17km. Deste percurso tínhamos particular interesse nas “pedras parideiras”.

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11:12 Serra da Freita (esquerda) e 11:27 Pipo na Aldeia de Cabaços (direita)

Infelizmente o civismo não é costume e ao que parece, a inteligência também não. Ao visitarmos o afloramento rochoso verificámos a existência de uma vedação que supostamente protegeria uma zona com muitas pedras parideiras… curiosamente era a zona onde havia menos verificando-se que esta vedação estava violada em muitos locais (falta de civismo). Referimos a falta de inteligência pois vimos lá muitas pessoas, passando por cima de centenas de pedras parideiras, mas não deixavam de tentar alcançar as poucas existentes no interior da vedação. Em todo o caso, dentro ou fora estas não devem ser levadas, não só pelas razões óbvias mas também porque julgamos que ao fim de uma semana 90% das pedras levadas já estão esquecidas num canto.

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12:26 Pedra Parideira (esquerda) e 12:41 Espigueiro na Aldeia da Castanheira (direita)

Também são interessantes as Mamoas e Antas assim como as pedras boroas.

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15:11 Mamoa de Monte Calvo (esquerda), 16:23 Mamoa Portela da Anta (Centro) e 15:16 Pedro boroa do junqueiro – semelhante à cabeça de um paquicefalossauro (direita)

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

domingo, 6 de março de 2011

Arouca: Caminho Inca e PR6 Caminho do Carteiro

Este era por nós o dia mais esperado deste fim-de-semana prolongado pois iriamos fazer um percurso não marcado e ainda por cima denominado Caminho Inca, que tão boas lembranças do Peru nos trazia (embora não tivéssemos feito, ainda, o verdadeiro caminho Inca).

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10:37 Serra da Freita (esquerda) e 10:41 Vaca (direita)
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10:49 Calçada que dá o nome ao trilho (esquerda) e 11:45 Serra da Freita (direita)

Deixámos um carro em Cabreiros e demos início ao percurso em Póvoa das Leiras, seguindo para Covelo de Paivô e depois Rio de Frades onde entrámos no PR6. Realmente a calçada construída na encosta faz lembrar as fotos do caminho Inca. É um percurso de rara beleza que conjugado com o PR6 dá origem a um grande percurso que aconselhamos a fazer. Como deixámos o carro em Cabreiros não fizemos todo o traçado do PR6 até Tebilhão.

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11:59 Insecto (esquerda) e 12:56 Covelo de Paivô(direita)

Como já não tínhamos muito tempo antes do escurecer, não tivemos oportunidade de ir procurar o túnel de que falámos no anterior post sobre o PR6.

No total foram 15,2km (Caminho Inca: 11,6km + Caminho Carteiro: 3,6km).

Incas Carteiro
Percurso Efectuado: Caminho Inca (vermelho) e PR6 Caminho do Carteiro (azul)

Para mais informações sobre o PR6 e outros percursos marcados de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

sábado, 5 de março de 2011

Arouca: PR7 Nas Escarpas da Mizarela

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 8 Km; Tempo: 3h 30m; Tipo: Circular

Estávamos de volta a Arouca agora para passar um fim de semana prolongado com 4 dias e 4 caminhadas programadas:

2011-03-05 PR7 Nas Escarpas da Mizarela
2011-03-06 Caminho Inca e PR6 Caminho do Carteiro
2011-03-07 PR15 “Viagem à Pré-História”
2011-03-08 PR2 Caminhos do Vale do Urtigosa

Como guarita escolhemos os bungalows do parque de campismo do Merujal (bom, barato e com pessoal muito simpático).

Sobre este percurso indicamos a visita ao nosso post anterior: Arouca: Pr7 Nas Escarpas da Mizarela

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[01]_Frecha_da_Mizarela (640x427)[04]_Frecha_da_Mizarela (427x640)
Frecha da Mizarela: 11:47 (esquerda) e 12:04 (direita)
[16]_Luta_de_Repteis (640x427)
14:24 Luta de Repteis: Cobra vs Lagarto
[25]_Filao_de_Quartzo (640x427)[39]_Serra_da_Freita (640x427)
14:46 Afloramento de Quarto (esquerda) e 15:58 Serra da Freita (direita)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Arouca: PR6 Caminho do Carteiro e PR8 “Rota do Ouro Negro”

Descrição dos percursos retirada dos panfletos oficiais dos mesmos:

Pr6 Caminho do Carteiro

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 6 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

”O PR “Caminho do Carteiro”, inicia-se em Rio de Frades, no pequeno largo da velha aldeia tradicional. Se se pretende mais fácil estacionamento, deve começar-se cerca de 1km antes, junto ao cemitério do lugar, por ser extremamente exíguo o espaço daquele largo. A distância deste segundo local até ao dito largo vence-se através de uma estrada asfaltada muito estreita mas sem desníveis significativos e muito panorâmica.
Daí, continua-se, também em asfalto, por apertada via até às antigas instalações das minas de volfrâmio, onde hoje existe um pequeno núcleo habitacional alojado em parte do que resta daquelas instalações. Pouco antes do fim do asfalto, toma-se, à esquerda, o antigo caminho que inicia a subida para Cabreiros.
Depois de passar por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prossegue-se, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, inicia-se suave descida que nos conduz ao pequeno pontão pelo qual é feita a travessia do rio.
Dobrado o rio, vem a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos leva até Tebilhão.
O trajecto entre as duas aldeias é de rara beleza, dele se alcançando paisagens inolvidáveis: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão; do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo.
Cenários impressionantes que fazem o visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, os homens ai residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela aquela bucólica paisagem de encantar.
Prosseguindo o trajecto dobramos a capela de Santa Bárbara de Tebilhão e atingimos a carreira de moinhos do mesmo lugar, junto à estrada de asfalto. Há, neste local, um marco a assinalar a altitude. Entre o cemitério de Rio de Frades e esse marco, verifica-se um desnível de 500 metros. Desnível que olhando para trás, os caminheiros constatam que venceram. É obra!
Aí chegados, volta-se pelo mesmo caminho até Cabreiros, onde se sobe pela rua central em busca de um dos seus estabelecimentos comerciais, para tomar café e refazer energias.
Retemperadas as forças, inicia-se a longa descida até Rio de Frades. Agora o vale do Paivô
a nossos pés; montanhas e montanhas a perder de vista até à mais alta cumeada do Montemuro, constituindo tudo uma paisagem inigualável e inesquecível. O silêncio envolvente é quebrado pelo sibilar suave da brisa fresca que desce da montanha e, aqui ou além, pelo canto das aves e pelo voo tranquilo da águia de asa redonda.”

Pr8 “Rota do Ouro Negro”

Local: Arouca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 6 Km; Tempo: 2h 30m; Tipo: Linear

”O PR8 – “Rota do Ouro Negro” tem o seu início em Fuste (freguesia de Moldes) junto à Capela de Santa Catarina onde também passa o PR3 – “Caminhos do Sol Nascente”.
Durante uns 150m percorrem caminhos comuns até que, no meio do lugar, o PR3 diverge para a esquerda e o PR8 para a direita, descendo por entre os campos da aldeia para o lugar do Pedrógão continuando, a partir daqui, para as minas da Pena Amarela.
Após alguns estradões florestais, chega ao trilho agora refeito e que passa em frente de dezenas de bocas de minas rudimentares. Lá em baixo, num vale profundo e encaixado, o majestoso Ribeiro da Pena Amarela receba a água do Ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria, formando cascatas.
Ainda na zona de mineração atravessa o Ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira iniciando, de seguida, a subida por um carreiro tradicional. Chegado ao alto desta subida inicia a descida para o lugar de Rio de Frades (freguesia de Cabreiros) onde, faz ligação com o PR6 – “Caminho do Carteiro”, outro emblemático percurso pedestre de Arouca.”

Como tínhamos referido num post anterior ficámos com vontade de voltar à Serra da Freita, e cá estávamos apenas um mês e meio depois. Desta vez a organização estava a nosso cargo.

Lidos os panfletos e analisados os trajectos decidimos aproveitar ao máximo o dia e juntar dois percursos. Para evitar a penosa subida do PR6 decidimos começar em Tebilhão, descendo até Rio de Frades e depois fazer o PR8 até Fuste onde previamente tínhamos deixado um carro.

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PR6 - 10:33 Moinho em Tebilhão (esquerda), 10:56 Colmeias em Cabreiros (Centro) e 11:26 Serra da Freita (direita)

A paisagem envolvente do PR6 é fantástica, não se podendo dizer o mesmo do PR8 devido aos longos troços por estradão por entre eucaliptos que nos rodeiam. Embora a descrição oficial destas refira apenas no PR8 a presença de bocas de minas, é no PR6 que avistamos mais inclusivamente abertas. Embora não seja muito aconselhável a sua visita por serem autênticos labirintos não deixámos de entrar em 2 ou 3 percorrendo 100 ou 200 metros no seu interior (claro que munidos de frontais).

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PR6 - Minas :12:30 (esquerda) e 12:34 (direita)

Em Cabreiros informaram-nos que o PR6 continua a ser utilizado diariamente pela pessoa que lhe dá o nome – Carteiro - como percurso de trabalho.

Tendo-nos informado com os nosso habituais companheiros de caminhada presumimos que, perto de Rio de Frades, deveríamos passar num túnel que à sua saída nos daria uma vista fantástica sobre o Rio Frades… isso não aconteceu. nem está marcada essa passagem, nem é feita qualquer referência na descrição oficial do PR6. Temos de esperar por nova visita a Arouca e a este percurso. Relativamente a esta informação, e apesar do grande desnível, consideramos muito exagerada a classificação quanto ao grau de dificuldade.

Em Rio de Frades e após conversa com algumas senhoras muito simpáticas, estas ainda nos ofereceram algumas amostras de rocha contendo volfrâmio, extraídas aquando do funcionamento das minhas pelos seus pais e maridos.

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PR6 –13:12 Aldeia de Rio de Frades

Para mais informações sobre estes e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

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PR8 - 16:32 Serra da Freita (esquerda) e 16:57 Casa perto de Fuste (direita)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Arouca: PR7 Nas Escarpas da Mizarela

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 8 Km; Tempo: 3h 30m; Tipo: Circular

“Este percurso inicia-se no parque de lazer fronteiro ao parque de campismo do Merujal, através de um caminho que se dirige à Mizarela.
Chegando à Mizarela, passa-se pelo miradouro e prossegue-se descendo pela estrada de acesso à aldeia da Ribeira.
300 metros abaixo do miradouro, vira-se à esquerda, por um carreiro, entre um carvalhal, com vista soberba sobre a Frecha da Mizarela.
Seguindo este carreiro, toca-se mais a baixo, numa curva, a referida estrada de acesso à aldeia da Ribeira que, logo de seguida, se deixa para continuar por outro carreiro, que desce abruptamente por entre escarpas com a bela cascata da Ribeira da Castanheira, do lado de lá, em escadaria.
Chegando ao ponto de confluência desta com o rio Caima, o caminho torna-se suave e, pela margem esquerda do rio rapidamente se chega à aldeia da Ribeira.
Esta aldeia, é constituída por um pequeno aglomerado de casas onde, ainda, resistem dois moradores que vão amanhando os pequenos campos, suportados por socalcos que dão à paisagem um cunho humanizado de singular beleza.
Passada a aldeia, atravessa-se o rio num pequeno pontão (aconselha-se a passar somente duas pessoas de cada vez) rumando-se à esquerda por um trilho que, subindo ao longo da margem direita do rio, chega à Ribeira da Castanheira, acompanhando-a. Transposta esta, atinge-se a crista da escarpa leste e rapidamente se chega à Ribeira dos Cabaços e à escola de escalada.
Após a passagem de um colo toca-se o PR15, já junta à estrada de asfalto, que se toma à esquerda, chegando-se à aldeia da Mizarela. Aqui retoma-se o caminho do parque de merendas e do parque de campismo, onde se iniciou.”

Antes da chegada ao início do percurso decidimos fazer uma pequena paragem na Senhora da Laje onde no meio do nada e do forte nevoeiro aparecia misteriosamente uma grande igreja.

[03]_Serra_da_Freita_-_Sra_da_Laje (640x427)9:56 Igreja Nossa Senhora da Laje

Estávamos pela primeira vez para caminhar pela Serra da Freita e esta foi uma boa escolha, ficando a promessa de lá voltarmos.

Relativamente à classificação no que diz respeito à dificuldade achamos exagerada, e mais estranho/exagerado achámos quando fomos visitar o parque de campismo e o responsável nos disse que este era o percurso marcado mais difícil de Portugal (só se se divulgar que tem 2 vias ferratas, de 3 metros de comprimento cada e, totalmente desnecessária).

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[18]_Pr7_-_Frecha_da_Mizarela (640x427)[27]_Pr7_-_Aldeia_da_Ribeira_-_Espigueiro (640x427)
11:03 Frecha da Mizarela (esquerda) e 12:05 Espigueiro na Aldeia da Ribeira (direita)
[40]_Pr7_-_Ponte__Cascata_Ribeira_da_Castanheira (427x640)[45]_Pr7 (640x427)
12:49 Cascata Ribeira da Castanheira (esquerda) e 14:05 Serra da Freita (direita)