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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Açores: Birdwatching

O ano de 2017 começou para nós com o curso de Turismo Ornitológico e este mudou algumas coisas em nós.

Não fazíamos ideia da quantidade de espécies de aves que se podia ver nos Açores, nem que os Açores são o melhor local da Europa para ver aves americanas, nem que vivíamos perto de um dos melhores locais dos Açores para o fazer, a Plataforma Costeira das Lajes do Pico.

Durante o curso fizemos algumas saídas de campo e a partir daí, qualquer viagem de carro, ou passeio a pé, ou visita a qualquer lado, passou a ter mais um ponto de interesse: ver, ouvir e tentar identificar as espécies de aves que vemos.

No nosso primeiro passeio pelas lagoas pós curso, reparámos numa ave com um comportamento diferente… tirámos fotos com muito má qualidade, mas o que para nós parecia um borrão foi suficiente para os nossos formadores identificarem a espécie, e logo uma raridade: Merganso Capuchinho (Lophodytes cucullatus). Este foi o mote e a vontade de procurar coisas novas foi crescendo.

Resumindo, estas são algumas das espécies observadas durante 2017 e Janeiro de 2018, em Pico, Faial, Flores, Terceira e São Miguel:

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Tentilhão - Fringilla coelebs, Flores (esq.), Canário da Terra – Serinus canaria, Pico (centro) e Toutinegra-de-barrete – Sylvia atricapilla, Pico (dir.)
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Pisco-de-peito-ruivo - Erithacus rubecula, Pico (esq.), Estorninho-malhado - Sturnus vulgaris, Faial (centro) e Escrevedeira-das-neves - Plectrophenax nivalis, Pico (dir.)
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Garça-branca-pequena - Egretta garzetta, Pico (esq.) e Garça-branca-americana - Egretta thula, Faial (dir.)
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Socó-mirim - Butorides virescens, Pico (esq.), Colhereiro - Platalea leucorodia, Pico (centro) e Íbis-preta - Plegadis falcinellus, Terceira (dir.)
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Maçarico-galego - Numenius phaeopus, Pico (esq.) e Milherango - Limosa limosa, Fuselo - Limosa lapponica e Pilrito-das-praias - Calidris alba, Terceira (dir.)
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Perna-amarela-grande - Tringa melanoleuca, Pico (esq.), Perna-verde-comum - Tringa nebularia, Pico (centro) e Perna-vermelha - Tringa totanus, Pico (dir.)
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Borrelho-de-coleira-interrompida - Charadrius alexandrinus, Terceira (esq.), Batuíra-de-bando - Charadrius semipalmatus, Pico (centro) e Borrelho-grande-de-coleira - Charadrius hiaticula, Pico (dir.)
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Seixoeira - Calidris canutus, Pico (esq.), Pilrito-escuro - Calidris maritima, Pico (centro) e Pilrito-das-praias - Calidris alba, Pico (dir.)
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Pilrito-de-sobre-branco - Calidris fuscicollis, Faial (esq.) e Pilrito-de-peito-preto - Calidris alpina, Pico (dir.)
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Seixoeira - Calidris canutus, Pilrito-de-bico-comprido - Calidris ferruginea, Combatente - Calidris pugnax e Fuselo - Limosa lapponica, Terceira (esq.), Tarambola-cinzenta - Pluvialis squatarola, Pico (centro) e Maçarico-pintado - Actitis macularius, Pico (dir.)
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Pilrito-das-praias - Calidris alba, Pilrito-de-bico-comprido - Calidris ferruginea, Pilrito-de-peito-preto - Calidris alpina e Borrelho-de-coleira-interrompida - Charadrius alexandrinus, Terceira
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Pombo-torcaz - Columba palumbus, Terceira (esq.), Galinha-d'água - Gallinula chloropus, Faial (centro) e Galeirão-comum - Fulica atra (dir.)
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Ganso-de-bico-curto - Anser brachyrhynchus e Negrelho-americano - Aythya affinis, Faial (esq.) e Pato-rabilongo - Clangula hyemalis, Pico (dir.)
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Caturro - Aythya collaris e Negrelho - Aythya marila, Pico (esq.), Marrequinha - Anas crecca, Pico (centro) e Piadeira-americana - Mareca americana, Pico (dir.)
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Cagarra - Calonectris diomedea, Pico (esq.), Gaivotão-branco - Larus hyperboreus, Pico (centro) e Gaivotão-real - Larus marinus, Faial (dir.)
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Guincho-comum - Chroicocephalus ridibundus, Terceira (esq.), Gaivina-comum - Sterna hirundo, Flores (centro) e Garajau-de-bico-preto - Thalasseus sandvicensis, Terceira (dir.)
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Painho-de-cauda-forcada - Oceanodroma leucorhoa, Pico (esq.), Mobelha-grande - Gavia immer, Terceira (centro) e Merganso-de-poupa - Mergus serrator, Pico (dir.)

domingo, 10 de dezembro de 2017

a caminhar pela Ilha Terceira

A Ilha Terceira andou sempre nos nossos planos mas no final de contas, sempre que decidimos conhecer uma ilha… escolhíamos outra. De tal modo que nos últimos anos apenas a Mónica por lá tinha passado, mas apenas em escalas ou visitas que não permitiram conhecer muito da ilha. Já o Nuno, fazia três décadas que não estava mais do que uns minutos no aeroporto das Lajes.

Tinha chegado o momento (infelizmente, apenas o Nuno): tendo como principal objetivo conhecer os melhores hotspots dos Açores para observação de aves e fazer algumas estreias na sua lista de espécies, o Nuno decidiu juntar-se à comitiva do Clube de Observação de Aves do Faial, aproveitando em todo o caso,  para ir uns dias mais cedo e finalmente conhecer a Terceira. O plano inicial consistia em, nos primeiros 4 dias, fazer todos os trilhos marcados (e mais alguns se possível), visitar Gruta do Natal e Algar do Carvão, conhecer Angra, estar com uns amigos e tentar alargar a nossa rede de contactos de Permacultura. Nos restantes 3, observação de aves.

Nos dias anteriores a previsão meteorológica não augurava boa coisa por isso à partida do Pico já se sabia que não iria ser fácil fazer algo pelas zonas mais altas: nem ver, nem caminhar. Tivesse sido uma oportunidade única na vida e o plano manter-se-ia, mas sabendo da facilidade em lá voltar, a decisão foi de aproveitar ao máximo o tempo (em ambos os sentidos), sem pressões e o que não desse para visitar ficaria para uma próxima, até porque, depois de tanta molha apanhada na Montanha durante o ano, não apetecia nada ter de caminhar à chuva.

Dia 4 de Dezembro de 2017

Prometia chuva e assim foi, não deu para visitar muito mais do que Angra e ao fim de uma hora já estava todo encharcado. A maquina fotográfica nem saiu da mochila. Como também era Segunda-feira e os museus estavam todos fechados, o resto do dia foi passado à conversa com os nossos amigos e anfitriões.

Dia 5 de Dezembro de 2017

Era o dia com melhor previsão e como tal o plano era fazer os trilhos potencialmente mais bonitos e mais altos, mas mal subi um pouco de carro, nem se via as bermas da estrada. A alternativa foi voltar à costa e fazer o trilho PR2TER – Baías da Agualva.

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Alto da Memória – única foto de Angra (esq.) e Trilho Baías da Agualva (centro e dir.)

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Trilho Baías da Agualva

Depois de passar o ano a subir a Montanha com bastões, o facto de não os ter fez alguma confusão, principalmente no início do trilho, em que a descida é bastante acentuada.

É um trilho muito curto, com apenas 4km marcados, mas deu para acrescentar pelo menos mais um, fazendo uns desvios, por caminhos de pé posto, até a quase todas as extremidades das baías. Mesmo com estes desvios e pequenas paragens à procura de aves, ao fim de uma hora já estava de volta ao carro.

O almoço foi na Quinta dos Açores e bem mais calórico do que o que tinha sido gasto no trilho.

Seguiu-se uma visita privada com guia ao Monte Brasil e Fortaleza de São João Baptista

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Forte de São João Baptista

Dia 6 de Dezembro de 2017

O tempo estava bastante mau por isso a opção foi ir para dentro da terra e visitar a Gruta do Natal e o Algar do Carvão. A primeira não impressionou, achando apenas interessante o facto de haver vários tuneis paralelos, o algar sim, principalmente pela dimensão. Em todo o caso pareceu estranho, em ambos, poder qualquer pessoa entrar num local deste tipo sem guia, nem ter de usar iluminação pois esta já existe no local. Se de facto, para se poder apreciar a grandeza do Algar umas simples lanternas não seriam suficientes e alem disso a iluminação utilizada está bastante bem colocada e disfarçada, no caso da gruta do Natal não parece que fosse necessário.

Dia 7 de Dezembro de 2017

Mais um dia desagradável, de manhã uma pequena caminhada pela zona da Serreta e de tarde uma pequena volta com uma primeira passagem pelo Paul do Cabo da Praia, melhor local para observação de aves nos Açores… tantas aves em tão pouco espaço… nem sabia para onde olhar nem como fazer as contagens, em pouco tempo 3 estreias.

Dia 8,9 e 10 de Dezembro de 2017

Não tinha cumprido quase nada do plano inicial e já estava no dia em que chegava a comitiva do Clube de Observação de Aves do Faial, à qual me iria juntar.

Antes disso ainda deu para fazer uma pequena variante ao PR5TER – Fortes de São Sebastião, tornando o trilho linear em um circular, de modo a regressar ao carro.

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Trilho
Fortes de São Sebastião (esq.) e Comitiva do Clube de Observação de Aves do Faial (dir.)13-IMG_157514-IMG_1579
Vistas desde o miradouro da Serra do Cume

A partir daqui o foco foram as aves, o tempo também ajudou e deu também para ver um pouco do que não tinha conseguido nos dias anteriores. No final foram 10 estreias, 55 espécies na ilha Terceira.

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Pequena amostra do que havia no Paúl do Cabo da Praia: Pilrito-das-praias - Calidris alba, Pilrito-de-bico-comprido - Calidris ferruginea, Pilrito-de-peito-preto - Calidris alpina e Borrelho-de-coleira-interrompida - Charadrius alexandrinus