segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Évora: Centro Histórico

Aproveitando uma curta viagem de trabalho foi possível nos muitos intervalos, mas limitados no tempo, ir visitando, aos poucos e a correr, quase todos os pontos de interesse intra-muralhas da Cidade de Évora:

[04]_Evora_-_Rua (427x640) [08]_Evora_-_Chamine (427x640) [80]_Aqueduto_da_Agua_da_Prata (427x640)
27-02-2011 19:56 Rua Típica (esquerda), 28-02-2011 7:23 Chaminé Típica (centro) e 16:15 Aqueduto da Água da Prata (direita)
[05]_Largo_Conde_Vila_Flor_-_Templo_de_Diana_Sec.I (640x427) 
[69]_Largo_Conde_Vila_Flor_-_Templo_de_Diana_Sec.I (640x427)
Templo de Diana Séc. I no Largo Conde Vila Flor: 28-02-2011 1:05 (esquerda) e 15:41 (direita)
[37]_Ermida_de_Sao_Bras_Sec.XV (640x427)[41]_Praca_de_Sertorio_-_Convento_do_Salvador (427x640)[49]_Catedral_Sec.XIII (640x427)
28-02-2011 11:15 Ermida de São Brás Séc. XV – Fora da muralha mas junto a esta (esquerda), 14:59 Praça do Sertório – Convento do Salvador (centro) e 15:15 Catedral de Évora Séc. XIII (direita)
[19]_Igreja_Sao_Francisco_Sec.XV (427x640)[28]_Capela_dos_Ossos_Sec.XVII (640x427)
28-02-2011 10:42 Igreja de São Francisco Séc. XV e 10:55 Capela dos Ossos Séc. XVII (direita)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Melgaço

Depois de um percurso por lados de Espanha, decidimos, já que estávamos perto e tínhamos algumas horas de luz, parar em Melgaço e fazer o verdadeiro passeio de fim de semana.

[01]_Igreja_da_Misericordia[06]_Igreja_Matriz
16:05 Igreja da Misericórdia (esquerda) e 16:08 Igreja Matriz de Melgaço (direita)
[07]_Castelo_Melgaço[11]_Castelo_Melgaço
Castelo de Melgaço: 16:25 (esquerda) e 16:28 (direita)

Espanha: Cortegada – Margens do Rio Minho e Rio Deva

Este percurso teve de ser feito a passo de corrida, pois os organizadores, caminhantes profissionais (ou lá como se chama a sua modalidade de desporto), achavam que todos tinham a sua pedalada e como tal iriamos acabar a nossa caminhada de 16km à hora do almoço, não levando portanto comida.

A ideia destes era que todos acabassem o passeio às 13:00. Para tal, existiam 3 pontos diferentes de término: aos 9km, aos 13km e no fim dos 16km, e, consoante a velocidade de cada um, os grupos iriam fazer distâncias diferentes. Isto claro que não resultou pois esqueceram-se que os participantes eram portugueses e em vez de partirem os grupos, foram perguntando às pessoas se queriam continuar até ao fim ou desistir em cada um dos pontos mas… desistir nunca :). Em todo o caso não vedaram a participação a ninguém e não deram quaisquer recomendações, de tal modo que na caminhada estava uma senhora bem acima dos 100kg, de cabelos brancos e… de muletas.

À custa disto tiveram de nos aturar até às 15:30, sendo que os participantes, mais preparados que os guias (mesmo sem as recomendações), obrigaram (literalmente) a uma paragem para almoço, enquanto estes resmungavam e passavam fome.

O percurso teve início em Ponferrado, nas margens do Rio Deva, em direcção ao Rio Minho onde seguia grande parte do seu traçado, passando pelos balneários de Cortegada e a antiga aldeia, agora em ruínas, até chegar a Cortegada.

[21]_Margens_Rio_Minho
11:51 Rio Minho: Espelho perfeito. Estará a imagem invertida? Sim? Não? COMENTEM
[32]_Ponte_Nova_de_Filgueira_1990_sobre_o_Rio_Minho[35]_Ponte_Velha_de_Filgueira_1920_sobre_o_Rio_Minho[43]_Aldeia_da_Barca
12:55 Ponte Nova de Filgueira 1990 sobre o Rio Minho (esquerda), 12:55 Ponte Velha de Filgueira 1920  sobre o Rio Minho (centro) e 13:31 Ruínas da antiga aldeia da Barca (direita)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Arouca: PR6 Caminho do Carteiro e PR8 “Rota do Ouro Negro”

Descrição dos percursos retirada dos panfletos oficiais dos mesmos:

Pr6 Caminho do Carteiro

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 6 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

”O PR “Caminho do Carteiro”, inicia-se em Rio de Frades, no pequeno largo da velha aldeia tradicional. Se se pretende mais fácil estacionamento, deve começar-se cerca de 1km antes, junto ao cemitério do lugar, por ser extremamente exíguo o espaço daquele largo. A distância deste segundo local até ao dito largo vence-se através de uma estrada asfaltada muito estreita mas sem desníveis significativos e muito panorâmica.
Daí, continua-se, também em asfalto, por apertada via até às antigas instalações das minas de volfrâmio, onde hoje existe um pequeno núcleo habitacional alojado em parte do que resta daquelas instalações. Pouco antes do fim do asfalto, toma-se, à esquerda, o antigo caminho que inicia a subida para Cabreiros.
Depois de passar por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prossegue-se, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, inicia-se suave descida que nos conduz ao pequeno pontão pelo qual é feita a travessia do rio.
Dobrado o rio, vem a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos leva até Tebilhão.
O trajecto entre as duas aldeias é de rara beleza, dele se alcançando paisagens inolvidáveis: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão; do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo.
Cenários impressionantes que fazem o visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, os homens ai residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela aquela bucólica paisagem de encantar.
Prosseguindo o trajecto dobramos a capela de Santa Bárbara de Tebilhão e atingimos a carreira de moinhos do mesmo lugar, junto à estrada de asfalto. Há, neste local, um marco a assinalar a altitude. Entre o cemitério de Rio de Frades e esse marco, verifica-se um desnível de 500 metros. Desnível que olhando para trás, os caminheiros constatam que venceram. É obra!
Aí chegados, volta-se pelo mesmo caminho até Cabreiros, onde se sobe pela rua central em busca de um dos seus estabelecimentos comerciais, para tomar café e refazer energias.
Retemperadas as forças, inicia-se a longa descida até Rio de Frades. Agora o vale do Paivô
a nossos pés; montanhas e montanhas a perder de vista até à mais alta cumeada do Montemuro, constituindo tudo uma paisagem inigualável e inesquecível. O silêncio envolvente é quebrado pelo sibilar suave da brisa fresca que desce da montanha e, aqui ou além, pelo canto das aves e pelo voo tranquilo da águia de asa redonda.”

Pr8 “Rota do Ouro Negro”

Local: Arouca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 6 Km; Tempo: 2h 30m; Tipo: Linear

”O PR8 – “Rota do Ouro Negro” tem o seu início em Fuste (freguesia de Moldes) junto à Capela de Santa Catarina onde também passa o PR3 – “Caminhos do Sol Nascente”.
Durante uns 150m percorrem caminhos comuns até que, no meio do lugar, o PR3 diverge para a esquerda e o PR8 para a direita, descendo por entre os campos da aldeia para o lugar do Pedrógão continuando, a partir daqui, para as minas da Pena Amarela.
Após alguns estradões florestais, chega ao trilho agora refeito e que passa em frente de dezenas de bocas de minas rudimentares. Lá em baixo, num vale profundo e encaixado, o majestoso Ribeiro da Pena Amarela receba a água do Ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria, formando cascatas.
Ainda na zona de mineração atravessa o Ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira iniciando, de seguida, a subida por um carreiro tradicional. Chegado ao alto desta subida inicia a descida para o lugar de Rio de Frades (freguesia de Cabreiros) onde, faz ligação com o PR6 – “Caminho do Carteiro”, outro emblemático percurso pedestre de Arouca.”

Como tínhamos referido num post anterior ficámos com vontade de voltar à Serra da Freita, e cá estávamos apenas um mês e meio depois. Desta vez a organização estava a nosso cargo.

Lidos os panfletos e analisados os trajectos decidimos aproveitar ao máximo o dia e juntar dois percursos. Para evitar a penosa subida do PR6 decidimos começar em Tebilhão, descendo até Rio de Frades e depois fazer o PR8 até Fuste onde previamente tínhamos deixado um carro.

[03]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Moinho_de_Agua_em_Tebilhao (640x427)[09]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Colmeias_Cabreiros (640x427)[17]_Pr6_Caminho_Carteiro (640x427)
PR6 - 10:33 Moinho em Tebilhão (esquerda), 10:56 Colmeias em Cabreiros (Centro) e 11:26 Serra da Freita (direita)

A paisagem envolvente do PR6 é fantástica, não se podendo dizer o mesmo do PR8 devido aos longos troços por estradão por entre eucaliptos que nos rodeiam. Embora a descrição oficial destas refira apenas no PR8 a presença de bocas de minas, é no PR6 que avistamos mais inclusivamente abertas. Embora não seja muito aconselhável a sua visita por serem autênticos labirintos não deixámos de entrar em 2 ou 3 percorrendo 100 ou 200 metros no seu interior (claro que munidos de frontais).

[40]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Mina (640x427)  [48]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Mina (640x427)
PR6 - Minas :12:30 (esquerda) e 12:34 (direita)

Em Cabreiros informaram-nos que o PR6 continua a ser utilizado diariamente pela pessoa que lhe dá o nome – Carteiro - como percurso de trabalho.

Tendo-nos informado com os nosso habituais companheiros de caminhada presumimos que, perto de Rio de Frades, deveríamos passar num túnel que à sua saída nos daria uma vista fantástica sobre o Rio Frades… isso não aconteceu. nem está marcada essa passagem, nem é feita qualquer referência na descrição oficial do PR6. Temos de esperar por nova visita a Arouca e a este percurso. Relativamente a esta informação, e apesar do grande desnível, consideramos muito exagerada a classificação quanto ao grau de dificuldade.

Em Rio de Frades e após conversa com algumas senhoras muito simpáticas, estas ainda nos ofereceram algumas amostras de rocha contendo volfrâmio, extraídas aquando do funcionamento das minhas pelos seus pais e maridos.

[64]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Vista_para_Aldeia_Rio_de_Frades (640x427)
PR6 –13:12 Aldeia de Rio de Frades

Para mais informações sobre estes e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[89]_Pr8_Rota_do_Ouro_Negro (640x427)  [93]_Pr8_Rota_do_Ouro_Negro (640x427)
PR8 - 16:32 Serra da Freita (esquerda) e 16:57 Casa perto de Fuste (direita)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Gerês: Fenda da Calcedónia

Já por várias vezes tínhamos passado pela famosa rocha mas nunca houve oportunidade de nos esgueirarmos pela fenda e chegarmos ao topo da mesma, ora porque não estava nos planos do percurso, ora porque não havia tempo para mais desvios. Mas chegou o dia e o objectivo era mesmo chegar ao topo, de tal modo que o percurso associado tinha menos de 7km.

Partimos de Cruzeiro, junto a Veiga de São João, Campo do Gerês, subindo para Sul a passo lento apreciando toda a envolvente como deve ser e parando para almoçar. Chegados ao Cabeço da Calcedónia foi tempo de por as mãos na rocha gelada e tentar subir como pudéssemos. Do topo uma vista fantástica, como se esperava.

[11]_Cabras[15]_Geres
Cabras (esq.) e Gerês (dir.)
[26]_Geres[32]_Geres
Gerês
[18]_Geres[33]_Geres[37]_Geres[54]_Geres_-_Calcedonia
Nunito: o Hércules (esq.), Curiosas formações rochosas (centro esq. e centro dir.) e Topo da Calcedónia (dir.)

Descemos e caminhámos um pouco até Lamas onde lanchámos antes de nos fazermos à estrada de volta ao Porto. Infelizmente no antes e depois do cabeço, paisagem era dominada pelo negro dos incêndios recentes.

[59]_Geres[66]_Geres[74]_Geres
Vista do topo do Cabeço Calcedónia (esq.), Curiosa formação rochosa (centro) e Gerês bastante queimado (dir.)
[76]_Bagas[36]_Ra-Iberica_(rana_iberica)[79]_Cartaxo-Comum_(saxicola_torquatus)
Bagas (esq.), Rã (centro) e Cartaxo-Comum (dir.)

Nota: Já existem dezenas de trilhos no wikiloc que passam pelo Cabeço de Calcedónia por isso decidimos não fazer upload de mais nenhum, mesmo que este seja um pouco diferente. Em todo o caso se nos pedirem podemos enviar.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Esposende: Trilho das Azenhas de Antas

Embora não esteja marcado, aquando da sua realização, a organização (Grupo de Montanhismo Viana Trilhos) forneceu um panfleto descritivo do percurso, do qual retirámos o seguinte texto:

Local: Esposende; Dificuldade: Moderada; Extensão: 13,6 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

“Em suave declive nascente/poente, emoldurada pelos Montes da Senhora da Guia, Monte D’Antas e Cividade, tem como vizinha, a nascente, a vila de Forjães, e as freguesias de Vila Chã e Belinho a Sul, tendo a poente o Oceano Atlântico a a Norte o Rio Neiva.
De beleza ímpar tem, ao longo das suas margens, pequenos moinhos, engenhos e azenhas centenárias que convém convencer e preservar, mas, já lá vamos…
O percurso tem início da Capela de Tecla, local de rara beleza. Aí junto, houve um engenho, hoje convertido em habitação.
Continuamos a descer junto junto ao rio até ao Paúle da Tapada e voltamos a nascente, atravessando campos de cultivo entre as freguesias de Antas e Belinho. Vemos já o promontório da Senhora da Guia e da Cividade. No alto deste último, existem vestígios de uma povoação castreja.
Passando através do casario, paredes meias com a freguesia de Belinho, poderemos ver entre outras, a casa “Barão de Maracana”, e um pouco mais à frente tomar café no “Kabul” (assim designado por o seu proprietário ter andado por lá ao serviço do exército português).
Mais acima vamos abandonar o trilho sinalizado, não passando assim pelo meio da Portela (passagem entre dois montes) local em que se encontra a pequena ermida evocativa de S. Cristóvão, optando por fazer um pequeno desvio e visitarmos a casa onde viveu e morreu o poeta António Correia de Oliveira, e junto a pequena capela dedicada e N. Srª do Rosário.
Para chegarmos à Portela atravessaremos uma frondosa mata, contornando o monte da Cividade com a A-28 um pouco mais abaixo.
Do alto da Portela, olhe para o mar!!!
Vamos descer e encontrar do nosso lado esquerdo a Azenha do Arroio (Hiberneira).
Logo depois estamos no Parque de Azevedo.
Aproveite o espaço e as mesas… merende!!! (…)
Após breve trajecto chegamos à parte mais alta da freguesia. Subimos em direcção à Igreja e ao seu magnífico Adro, onde podemos encontrar um dos mais bonitos Cruzeiros Paroquiais do Minho.
Junto à estrada municipal e integrado no complexo paroquial, encontramos a “memória” de uma anta ou dólmen que deu origem ao nome desta terra, mandado erigir pela Junta de Freguesia. Continuamos a nossa caminhada e subimos até ao Monte de Antas, para ver o Menir. Temos então uma magnífica vista sobre a freguesia, com o monte, o vale, a planície, o rio, o céu azul com o mar ao fundo.
Vamos continuar percorrendo parte do interior da aldeia, subimos um pequeno carreiro que ladeia o local onde foi em 1939, foram encontradas várias necrópoles neolíticas e que se podem ver o Instituto de Antropologia do Porto.
Deixamos para trás o casario e entramos na zona de floresta conhecida por Peneirada. Logo no início vamos encontrar uma ruína de dois antigos Moinhos de Vento e que pela sua localização mostram as alterações que sofreu a vegetação.
Continuamos a nossa caminhada por entre pinheiros, sobreiros, carvalhos e eucaliptos. Vamos encontrar destes últimos, junto ao trilho, dois exemplares de porte invulgar pelo seu tamanho e volume.
E, chegamos, finalmente ao Rio Neiva.
Na margem esquerda as ruínas de um engenho, o de Esprade, na margem direita, a Azenha do Grilo, que embora situada na freguesia de S. Romão do Neiva, Viana do Castelo, é propriedade de naturais de Antas e foi explorada por pessoas da nossa terra.
Continuemos, agora a nossa caminhada na margem do Rio Neiva e é ver frondosos carvalhos, freixos, salgueiros, amieiros e toda uma panóplia de árvores, assim como melros d’água, guarda-rios, garças cinzentas, que aqui nidificam. Vá com atenção, as lontras andam por aqui…
Percorrido cerca de 1km, chegamos ao Minante.
Na margem direita, as ruínas de um engenho, na margem esquerda um dos ex-libris da nossa terra: “As Azenhas do Minante”. Verdadeira indústria de outros tempos, concentrava num só pólo, azenha de milho, trigo, serração de madeiras, engenho de linho e alambique.
Vamos passar a A-28 e atravessar o núcleo industrial de Antas. Chegamos à EN13 (Porto/Viana) e voltamos às margens do Neiva. Aí encontramos mais um engenho, o do Liazar. Alguns metros mais e estamos na passagem da antiga Estrada Romana. Num penedo, um antiquíssimo Nicho.
Vamos agora chegar à Carvalha. Encontramos as ruínas de uma antiga ponte e o engenho e azenhas da Carvalha. Subimos, agora, para o denominado Monte da Guilheta, e, sempre, junto ao Rio Neiva, vamos encontrar um magnífico trecho, entre fragas do Monte do Castelo e do Monte da Guilheta.
Lá bem junto ao rio, num local de beleza sem par, vemos na margem direita (Castelo do Neiva), a Azenha do Palhurdo, e, logo depois, na margem esquerda, a Azenha do Sebastião ou Azenha Branca, hoje convertida em turismo de habitação. Na margem direita, junto à levada ou açude, um exemplar único na região: uma pesqueira (armadilha para peixes).
Vamos voltar ao povoado e atravessar o Lugar de Guilheta.
Pouco andamos e chegamos novamente à Capela de Santa Tecla, infelizmente o final deste percurso.”


NeivaMapa do Percurso

Apesar de alguns longos troços por estrada ou estradão e da proximidade à autoestrada, as muitas azenhas e todo o percurso junto do Rio Neiva justificam o passeio.
Infelizmente não vimos lontras mas, o seu rasto (pegadas) foi detectado, tendo também sido visto um pequeno musaranho.

[12]_Sobreiro[44]_Rio_Neiva[51]_Azenha_do_Minante
10:37 Sobreiro (esquerda) 14:11 Rio Neiva (centro) 14:17 Azenha do Minante (direita)

Embora não esteja marcado julgamos que com a ajuda da descrição detalhada aqui disponibilizada, conjuntamente com o mapa, não tem qualquer dificuldade em reproduzir-se o passeio… aconselhamos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Arouca: PR7 Nas Escarpas da Mizarela

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 8 Km; Tempo: 3h 30m; Tipo: Circular

“Este percurso inicia-se no parque de lazer fronteiro ao parque de campismo do Merujal, através de um caminho que se dirige à Mizarela.
Chegando à Mizarela, passa-se pelo miradouro e prossegue-se descendo pela estrada de acesso à aldeia da Ribeira.
300 metros abaixo do miradouro, vira-se à esquerda, por um carreiro, entre um carvalhal, com vista soberba sobre a Frecha da Mizarela.
Seguindo este carreiro, toca-se mais a baixo, numa curva, a referida estrada de acesso à aldeia da Ribeira que, logo de seguida, se deixa para continuar por outro carreiro, que desce abruptamente por entre escarpas com a bela cascata da Ribeira da Castanheira, do lado de lá, em escadaria.
Chegando ao ponto de confluência desta com o rio Caima, o caminho torna-se suave e, pela margem esquerda do rio rapidamente se chega à aldeia da Ribeira.
Esta aldeia, é constituída por um pequeno aglomerado de casas onde, ainda, resistem dois moradores que vão amanhando os pequenos campos, suportados por socalcos que dão à paisagem um cunho humanizado de singular beleza.
Passada a aldeia, atravessa-se o rio num pequeno pontão (aconselha-se a passar somente duas pessoas de cada vez) rumando-se à esquerda por um trilho que, subindo ao longo da margem direita do rio, chega à Ribeira da Castanheira, acompanhando-a. Transposta esta, atinge-se a crista da escarpa leste e rapidamente se chega à Ribeira dos Cabaços e à escola de escalada.
Após a passagem de um colo toca-se o PR15, já junta à estrada de asfalto, que se toma à esquerda, chegando-se à aldeia da Mizarela. Aqui retoma-se o caminho do parque de merendas e do parque de campismo, onde se iniciou.”

Antes da chegada ao início do percurso decidimos fazer uma pequena paragem na Senhora da Laje onde no meio do nada e do forte nevoeiro aparecia misteriosamente uma grande igreja.

[03]_Serra_da_Freita_-_Sra_da_Laje (640x427)9:56 Igreja Nossa Senhora da Laje

Estávamos pela primeira vez para caminhar pela Serra da Freita e esta foi uma boa escolha, ficando a promessa de lá voltarmos.

Relativamente à classificação no que diz respeito à dificuldade achamos exagerada, e mais estranho/exagerado achámos quando fomos visitar o parque de campismo e o responsável nos disse que este era o percurso marcado mais difícil de Portugal (só se se divulgar que tem 2 vias ferratas, de 3 metros de comprimento cada e, totalmente desnecessária).

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[18]_Pr7_-_Frecha_da_Mizarela (640x427)[27]_Pr7_-_Aldeia_da_Ribeira_-_Espigueiro (640x427)
11:03 Frecha da Mizarela (esquerda) e 12:05 Espigueiro na Aldeia da Ribeira (direita)
[40]_Pr7_-_Ponte__Cascata_Ribeira_da_Castanheira (427x640)[45]_Pr7 (640x427)
12:49 Cascata Ribeira da Castanheira (esquerda) e 14:05 Serra da Freita (direita)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vila Pouca de Aguiar: PR6 Trilho de Tresminas

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Vila Pouca de Aguiar – Tresminas; Dificuldade: Moderada; Extensão: 13 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

“(…) Este percurso localiza-se no extremo Sudeste do concelho de Vila Pouca de Aguiar e percorre grande parte do território da freguesia de Tresminas. Esta comunidade, de características mineiras, aparece referenciada pela primeira vez nas Inquirições de 1220, sob o nome de São Miguel de Trasmires pertencente à terra medieval de Panoias, que veio, mais tarde, integrar o julgado e concelho de Jales. Somente em 1855, a freguesia de Tresminas integrou o concelho transmontano de Vila Pouca de Aguiar.
O percurso inicia-se junto ao cruzeiro, em frente ao edifício da seda da Junta de Freguesia de Tresminas.
Começamos o passeio com uma visita à Igreja paroquial, a qual, apesar das várias intervenções e alterações posteriores, apresenta importantes e marcantes elementos da sua origem medieval, na Alta Idade Média. No exterior do edifício destacam-se as cachorradas, com esculturas profanas, mescladas com referenciais sagrados, manifestando-se na rudeza do granito.
O percurso pedestre inicia-se ao longo do caminho de terra que se encontra à nossa frente, para de seguida, virarmos à direita e subirmos, gradualmente, até à estrada alcatroada, que cruzamos. Podemos constatar a amplitude do árduo trabalho da indústria mineira do Império Romano. Estas seculares explorações mineiras são conhecidas por Cortas, a mais pequena é denominada Corta das Covas e a maior Corta da Ribeirinha. Existe uma terceira corta, de Lagoinhos, muitíssimo menor e mais perigosa, com pouco interesse para o turista.
Segundo o historiador romano Floro, depois de consolidada a pacificação do noroeste peninsular, o imperador Augusto terá mandado proceder à exploração mineira do rico subsolo destas terras. Durante cerca de dois séculos, do I ao II século d.C., das cortas foram extraídas importantes quantidades de minério com elevados teores de ouro e prata, tendo-se removido mais de cinco milhões e oitocentos mil metros cúbicos de terra.
Esta exploração, sob o domínio directo da administração imperial, terá mobilizado uma grande quantidade de indivíduos.
Retomando o percurso, seguimos um caminho que, por entre lameiros e campos de cultivo, nos conduz ao povoado de Ribeirinha. A pequena ermida do lugar ostenta um relógio de Sol que nos permitia indicar as horas e determinar os períodos de duração de rega. Deixando o lugar, seguimos um caminho descendente, à sombra dos castanheiros, para mais à frente alcançarmos o lugar de Cevivas. Percorremos o seu interior, para tomarmos um caminho em terra que nos conduzirá a um caminho florestal que desemboca na estrada alcatroada. Viramos à esquerda e seguimo-la, durante cerca de 300 metros, para continuarmos por um caminho florestal que se abre à nossa esquerda e que nos levará a descer até Tresminas, precisamente ao lugar onde teve início este passeio.”

Deste percurso salientamos alguns pormenores:

- No interior da Corta da Ribeirinha é fácil de encontrar evidências da sua exploração não só pela existência de um grande e profundo corte no monte e galerias escavadas no seu interior mas também, se olharmos com atenção para as paredes da corta verificamos o modo como era escavado e extraído o minério… com a força da água que “lavava” a rocha erodindo primeiro as rochas e minerais menos resistentes e soltos.

- Numa das galerias da Corta da Ribeirinha estava um belo exemplar de um morcego que teve a sorte de ser encontrado e não espalmado contra a parede pois, enquanto conversávamos no interior desta, reparámos com os nossos frontais que havia uma pequena bola de pelo entre o polegar e o indicador de um dos nossos companheiros que se apoiava nesta.

[34]_PR6_Tresminas_-_Interior_da_Mina (640x427)[41]_PR6_Tresminas_-_Interior_da_Mina (640x427)[49]_PR6_Tresminas_-_Morcego (427x640)
Corta da Ribeirinha: 12:20 (esquerda), 12:30 (centro) e 12:42 Morcego na Galeria (direita)

- Ao chegarmos a Ribeirinha fomos recebidos com um cartaz com o seguinte texto: “Cuidado com as Galinhas”… medo… será que são perigosas??? será que têm gripe das aves??? Provavelmente é apenas um aviso aos condutores.

[55]_Ribeirinha_-_Cuidado_com_o_Gang_das_Galinhas_1[71]_PR6_Tresminas (640x427)[03]_Matriz_Tresminas (427x640)
13:09 Entrada em Ribeirinha (esquerda), 15:40 Serra (centro) e 11:01 Igreja Paroquial de Tresminas (direita)

- O relógio de Sol na torre da ermida de Ribeirinha é algo singular.