domingo, 23 de maio de 2010

A Caminhar pelo… Algarve

Aproveitando uns dias de férias remanescentes do ano anterior, mas infelizmente sem a Mónica, juntei-me ao nosso grupo habitual de caminhada que seguia para o Algarve onde, com mais alguns amigos do Sul iríamos fazer alguns passeios.

20-05-2010

Saímos do Porto bem cedo pois nos esperava uma longa viagem até Alcoutim, onde iríamos montar o nosso acampamento base, na Pousada da Juventude.

Tornando a viagem mais longa mas, menos fastidiosa, mais barata e mais interessante fizemos algumas paragens pelo caminho:

- Primeiro passámos no fluviário de Mora, almoçando primeiro e depois visitando o mesmo;

[07]_Pardal
10:46 "Levitação” – Um dos pardais que atacou os restos de Couscous do almoço junto ao fluviário de Mora.

- Seguimos para Mértola onde fizemos nova paragem. Aqui já se viam centenas, senão milhares, de andorinhas, muitas cegonhas brancas e algumas osgas a espreitar pelas frinchas das portas.

[04]_Andorinha-dos-Beirais_(delichon_urbica)  [13]_Cegonha-Branca_(ciconia_ciconia)
Mértola: 15:58 Andorinha dos Beirais – delichon urbica (esquerda) e 16:24 Cegonha Branca – ciconia ciconia (direita)
[08]_Fechadura  [18]_Igreja_Matriz_de_Nossa_Senhora_da_Anunciação
Mértola: 16:10 Fechadura (esquerda) e 16:49 Igreja Matriz de Nossa Senhora da Anunciação (direita)

Chegando a Alcoutim encontrámo-nos com os restantes do grupo, montámos o acampamento, demos umas voltas pelo lugar e fomos descansar.

21-05-2010

Neste dia fizemos o PR1 – “Corre, corre Guadiana” (Laranjeiras).

Depois, com algum tempo disponível antes do sol se pôr, fomos visitar os menires do Lavajo, junto a Alcoutim.

[10]_Menires_do_Lavajo  [1]_Sanlucar_de_Guadiana
18:10 Menires do Lavajo (esquerda) e 19:27 Vista de Alcoutim para SanLucar de Guadiana (Espanha) do outro lado da margem do Guadiana (direita)

22-05-2010

Neste dia dirigimo-nos mais a sul até Castro Marim onde passeámos pelo sapal e pelas salinas.

23-05-2010

No nosso último dia fizemos algo mais curto pois tínhamos uma longa viagem pela frente até ao Porto: Passeámos por Afonso Vicente  perto de Alcoutim.

[04]_Grilo  [12]_Vai_dar_uma_Ganda_Volta(1)
09:13 Grilo (esquerda) 10:50 Indicações de volta a Alcoutim (direita)

Já no regresso parámos novamente em Mértola para uma almoçarada com muitos dos pratos típicos do local: sopa de cação, migas, pezinhos de coentrada, açorda de perdiz, açorda de javali, sericaia…  hum… o nosso estômago teve que fazer até à noite.

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Uma das coisas que mais gostei da pousada da juventude foi a variedade de fauna que por lá se encontrava, de manhã, quando acordávamos, ou no regresso de qualquer passeio, a qualquer hora: Osgas, Andorinhas dos Beirais, Rãs, Sapos,  Artrópodes…

[05]_Aranhico[14]_Osga[37]_Traca
20-05-2010 18:17 Opilião (esquerda) e 21:21 Osga (centro) e 21-05-2010 12:52 Traça (direita)

[07]_Sapo_Comum_(bufo_bufo)  [04]_Ra_Iberica_(rana_iberica)
21:08 Sapo Comum – bufo bufo (esquerda) e 21:10 Rã Ibérica – rana iberica (direita)

Relembro que neste post há ligações para outros dois referentes a esta viagem.

sábado, 22 de maio de 2010

Castro Marim

Neste dia fizemos um percurso que constava num livro, portanto aparentemente, possível de ser feito, no entanto, pouco depois do início, tivemos que entrar em propriedade privada (de modo a seguir as indicações) o que originou a que a polícia aparecesse a dizer que não podíamos ali estar pois, além de ser propriedade das exploração de sal, era zona protegida e de nidificação. Depois de explicada a situação, apenas avançámos mais um pouco (com o consentimento dos agentes, e a conselho destes) e voltámos para trás tendo de refazer os nossos planos.

Depois disto fomos visitar a povoação e o forte e voltámos para mais um passeio pelo Sapal.

[01]_Sal  [05]_Burro
09:01 Sal (esquerda) 09:18 Burrito (direita)
[18]_Pernilongo_(himantopus_himantopus)  [53]_Flamingos_(phoenicopterus_roseus)
10:39 Pernilongo – himantopus himantopus (esquerda) 16:35 Flamingo – phoenicopterus roseus (direita)
[64]_Ponte_Internacional_do_Guadiana
17:03 Ponte Internacional do Guadiana

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Alcoutim: PR1 “Corre, corre Guadiana” (Laranjeiras)

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Alcoutim; Dificuldade: Baixa; Extensão: 8 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Circular

“Inicie o percurso subindo a rua de acesso ao restaurante "Cantarinha do Guadiana". Junto a este estabelecimento, siga em direcção a Guerreiros do Rio / Álamo e atravesse a povoação das Laranjeiras, seguindo a sinalização do PR1.
Aprecie o casario em redor, de construção tradicional e característica da zona interior do Baixo Guadiana. Do conjunto edificado, destacam-se as construções em pedra (xisto), nomeadamente os palheiros, as ramadas, as pocilgas, os fornos, os poiais, entre outras. Deixando para trás o casario, suba a encosta e desfrute da vista sobre o Rio Guadiana.
Terminada a subida, desça em direcção a Guerreiros do Rio, uma pitoresca povoação à beira-rio, que se distingue pelas suas raízes piscatórias. À entrada desta povoação (km 1,5), sugerimos-lhe uma visita ao Museu do Rio, no qual poderá conhecer a história do Guadiana e desvendar alguns dos seus segredos.
Para prosseguir o passeio, continue pela estrada pavimentada, até à povoação do Álamo (km 2,9). Em Álamo, deixe a estrada principal, virando à direita em direcção a Corte das Donas.
Coragem, chegou o momento de efectuar o troço mais difícil do PR!
A subida que tem pela frente apresenta declive relativamente acentuado, mas não se assuste, pois a vista sobre o rio vai compensar o esforço!
Um pouco antes de Corte das Donas, o PR1 passa junto a um velho moinho de vento, que, embora inactivo, assim como Outros, é testemunho de um passado relativamente recente, quando prestava um serviço extremamente valioso às gentes da região, transformando o grão dos cereais na tão preciosa farinha.
Em Corte das Donas (Km 5,8), atravesse a povoação tendo em atenção a sinalização. O troço que segue até Laranjeiras oferece-lhe a oportunidade de conhecer melhor a flora e a fauna locais. Durante a caminhada poderá encontrar, se cruze com alguns coelhos-bravos, lebres e algumas espécies de aves, de que são exemplo a perdiz (Alectoris rufa), a pega-azul (Cyanopica cyana), o melro-preto (Monticola solitarius), a cotovia-do-monte (Galerida theklae), a felosa-do-mato (Sylvia undata), entre outras. Relativamente às árvores que podem ser observadas, refere-se a amendoeira, a azinheira, a oliveira, a alfarrobeira e a figueira.
Procure identificá-las!
Descendo a encosta, o PR segue depois junto ao Barranco das Laranjeiras. Sem grande esforço, rapidamente alcançará Laranjeiras, para aí finalizar o seu passeio, com um total de aproximadamente 8 km percorridos.
Esperamos que tenha gostado.
Até breve!”

[02]_Alfarroba  [20]_Videira_e_Caracol
08:41 Alfarrobeira (esquerda) 10:10 Caracol (direita)

[22]_Moinho
10:19 Moinho de Corte das Donas

domingo, 28 de março de 2010

Arcos de Valdevez: Trilho das Brandas e Socalcos de Sistelo

Dois anos e meio depois voltámos ao bonito lugar de Sistelo.

Para mais informações sobre o percurso podem consultar o panfleto oficial do mesmo e o nosso anterior post .

[07]_Sistelo_-_Socalcos[26]_Socalcos(1)[56]_Sistelo
Socalcos de Sistelo: 09:09 (esquerda) e 10:35 (centro) e; 15:14 Casa do Castelo de Sistelo (direita)
[24]_Vaca_Barrosa(1)[48]_Vaca_Barrosa_e_Ovelhas(1)
10:17 Vaca Barrosã (esquerda) e 14:35 Vaca Barrosã e Ovelhas (direita)

domingo, 7 de março de 2010

Espanha: A esquiar por Manzaneda

Aproveitando nova oportunidade de ir esquiar (ou tentar) a custo reduzido, dirigimo-nos a Manzaneda e à sua estância de esqui para 2 dias na neve.

Estas pistas são bem mais extensas que as da Serra da Estrela.

[19]_Ski_Manzaneda[24]_Ski_Manzaneda[31]_Ski_Manzaneda
Estância de Esqui de Manzaneda

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ponte de Lima: Ecovia Gemieira-Ponte de Lima

Estávamos de volta à Ecovia das Margens do Rio Lima, mas agora para fazer mais um pequeno troço, entre Ponte de Lima e Gemieira.

O melhor do trilho é a própria aldeia de Gemieira, a sua cascata e os seus moinhos.

[04]_Ecovia  [11]_Ecovia_-_Ponte_sobre_Rio_Lima_IP1
12:26 Ruínas (esquerda) 12:37 Ponte Sobre o Rio Lima (direita)
[16]_Cascata_de_Gemieira  [25]_Ecovia_-_Arco-Iris
13:30 Cascata de Gemieira (esquerda) 15:53 Arco-Íris (direita)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Arcos de Valdevez - Peneda

Take I…2009-11-22

Contra todas as previsões meteorológicas que anunciavam dilúvio e vendaval partimos 6 em direcção a São Bento do Cando onde teria início o nosso passeio. À medida que nos íamos aproximando da Peneda as condições iam-se deteriorando mas continuámos na esperança que amainasse. Em São Bento do Cando vestimos todo o equipamento de chuva e demos inicio ao percurso. O chuvisco inicial tornou-se chuva fina esporádica e depois constante. Não foi preciso muito tempo para ficarmos todos molhados. À medida que subíamos ficava mais frio, mais ventoso e mais chuvoso. Acabámos por seguir um trilho quase paralelo mas a cota superior relativamente ao que estava planeado. Quando cruzámos o caminho pretendido decidimos … como é que o CAAL dizia?... ah “neutralizar”.

[10]_Panorâmica_Branda_de_Bosgalinhas 
Panorâmica sobre a Branda de Bosgalinhas 13:31

Como não tínhamos almoçado fomos procurar um local abrigado. Apenas ao terceiro restaurante é que nos deram guarita deixando comer o que tínhamos trazido. Para não parecer muito mal alguns acabaram por “fazer despesa” (não o nosso caso).

Antes de ir embora ainda parámos para visitar o recém inaugurado centro interpretativo do Mezio trazendo de lá alguns percursos marcados para futuras visitas.

Take II…2009-12-13

wm_Trilhos_Geral-Model2

  Local: Peneda/São Bento do Cando
  Dificuldade: Baixa 
  Extensão: 18 km
  Duração:8 h 00 min
  Tipo: Circular 
  Carta Militar: 9

 

Duas semanas após a primeira tentativa e agora com São Pedro muito mais aliviado decidimos tentar completar o caminho que tínhamos deixado a meio. Marcámos a saída às 7H30 do Porto mas, como às 7H50 ainda estávamos a dormir e o nosso amigo, contabilista, benfiquista e condutor se perdeu pelo Porto, acabámos por sair às 8:10. Como o GPS indicava 1h50 de percurso, chegaríamos a São Bento do Cando em cima da hora marcada para o início do percurso. Assim foi, depois de termos experienciado como andar 50m em marcha atrás numa auto-estrada e entrado num triângulo pelo lado errado chegámos às 10:00 em ponto (caro amigo, sabemos que pediste para não falar nisto mas não resistimos – será que aguentamos em não falar do 3ª aspecto?).

Começámos a andar, desta vez pelo caminho certo mas, apesar de não estar a chover, havia muito mais água que na tentativa anterior, sendo muitos os ribeiros e poças que tivemos de atravessar. O frio era tal que se via gelo em todos os locais com água estagnada.

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Peneda (11H34)                                                                 Peneda (12H52)

Ao fim de algum tempo encontrámos locais familiares já percorridos em passeios anteriores como troços do trilho da Peneda organizado pelo Grupo de Viana, e o recentemente visitado vale do Glaciar, qual atravessámos podendo ver de perto a dimensão das rochas transportadas pelo mesmo.

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              Muro (14H10)                                    Branda do Real (15H48)                              Rio de Aveleira (16H13)

O Inverno não perdoa… depois de passarmos a branda do real (15H50) e atendendo à hora a que o sol se põe tivemos de decidir se continuaríamos com o planeado ou teríamos de estudar um percurso alternativo provavelmente tão longo mas mais fácil e com maior visibilidade, pois da escuridão não iríamos escapar. Estudadas e discutidas as hipóteses reestruturámos os planos: Andámos um bocado para trás passando novamente pela branda do real, seguimos em direcção à Senhora da Guia, depois branda da Aveleira (onde existem várias casas pelo menos ao nível exterior bem recuperadas agora destinadas ao turismo de habitação) e chegando a São Bento do Cando pelas 18H00 quando o termómetro apenas marcava 1ºC.

1   
Vale do Glaciar (16H50)

Voltámos para o Porto ao som de Guns & Roses até que se passou algo de inédito no carro do fervoroso adepto do Benfica, como foi ouvir o relato do FCP - V. Setúbal (desculpa mas não resistimos novamente, pensa que se tua avó ler isto irá ficar muito orgulhosa de ti).

Será que vai haver um take III no qual finalmente iremos percorrer o percurso planeado?

domingo, 8 de novembro de 2009

Apanha de Cogumelos

Este ano fomos apanhar cogumelos umas semanas mais cedo que em 2008. Como fomos mais cedo e para um lugar diferente encontrámos outros cogumelos. Infelizmente chovia e tinha chovido no dia anterior pelo que quase não se encontraram cogumelos em bom estado e dos que se viu poucos eram comestíveis. Apanhámos apenas alguns Frades ou Xouteiros (foto da esquerda).

[02]_Xouteiro [11]_Cogumelo [12]_Cogumelo [21]_Amanita(1)

Quando chegámos ao carro já não chovia e como ainda era bastante cedo acabámos por fazer uma pequena caminhada antes de voltar ao Porto.

domingo, 1 de novembro de 2009

Almeida – Forte de Almeida

“Iniciadas em 1641 pelo Governador das Armas da Província da Beira, Álvaro Abranches, as suas obras monumentais só estariam concluídas no final do século XVIII com o Conde de Lippe. (…)

No século XIX, durante o período das Guerras Liberais (1832-1834), mais uma vez a Praça-forte de Almeida foi palco de confrontos pela sua posse, que se alternou entre Absolutistas e Liberais, tendo as suas casamatas servido como prisão para mil e quinhentos prisioneiros políticos.

No século XX, apenas em 1927 é que a fortaleza deixou, definitivamente, de exercer funções militares. O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional pelos Decretos 14.985, publicado em 3 de Fevereiro de 1928, e 28.536, publicado em 22 de Março de 1938.” (in http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a-forte_de_Almeida)

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Exterior do Forte 31-10-2009

Após um fim de semana fantástico e de muitas emoções não nos esquecemos na volta de fazer uma pequena paragem para entrar nas muralhas labirínticas do Forte de Almeida.

Aproveitando ainda os poucos minutos de bom tempo e de luz solar que nos restavam, pudemos apreciar a imponente muralha de diferentes níveis em forma de estrela com 12 pontas.

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Interior do Forte 01-11-2009

Finalmente após termos feito e visitado tudo como planeado com condições atmosféricas favoráveis, entrámos no carro de volta ao Porto. Poucos minutos depois começou a chover copiosamente, tendo-se prolongado por toda a noite.

La Fregeneda - Barca D’Alva (Caminho de Ferro)


Local: La Fregeneda (Espanha); Dificuldade: Média; Extensão: 17 Km; Tempo: 6h 00m; Tipo: Linear

Depois de mais de um ano após termos percorrido Barca D’Alva – Pocinho lá decidimos cumprir o prometido e seguir pelo caminho-de-ferro entre La Fregeneda e Barca D'Alva. Apenas à enésima tentativa e após vários adiamentos, conseguimos quórum suficiente entre os amigos e seguimos 4 bravos e inconscientes em direcção a Figueira de Castelo Rodrigo para um fim-de-semana de aventura. Com a chegada do Inverno e a mudança de horas tornou-se necessário começar bem cedo para aproveitar as poucas horas de luz.

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Estação La Fregeneda 8H45

Embora a ideia inicial fosse de apenas fazer o percurso pelo caminho-de-ferro, para aproveitar a proximidade de Freixo de Espada-à-Cinta, gozar o fim-de-semana ao máximo e arranjar forma de convencer mais gente a aceitar o convite, decidimos incluir no pacote a bela Calçada de Alpajares.

Depois de testadas as condições físicas dos nossos companheiros e de um merecido descanso na pensão Bago D'Ouro, Domingo seguimos num carro da mesma em direcção à vila espanhola, conduzido pelo motorista de nome tipicamente português “Andrés”.

8H45 marcava o relógio quando chegamos à estação de comboio de La Fregeneda. Nesta um sinal avisava do perigo relativo ao estado das pontes o que aumentou exponencialmente a nossa confiança… antes que o estado destas piorasse mais um bocadinho decidimos avançar.

Para começar um “pequeno túnel”… já se via a luz ao fundo mesmo antes de entrar pelo que pensámos em nem utilizar as nossas lanternas … 10 minutos depois (já de lanternas ligadas) ainda se via a luz ao fundo do túnel sem ter aumentado de dimensão (parecia que estávamos nos desenhos animados do Tsubasa nos quais os jogadores de futebol corriam corriam e nunca mais chegavam à linha meio campo que ia aparecendo vagarosamente no horizonte). A expectativa era grande tanto de chegar ao fim como de ver morcegos que com pena nossa não havia neste túnel. Á saída (ao fim de 2 km), depois das pupilas se ajustarem à luz ofuscante, os vales e as montanhas típicas do Douro recebiam-nos com a sua grandiosidade…

Túnel 1, pequena ponte 1, túnel 2 e túnel 3…. um cheiro nauseabundo, primeiro de cão molhado, depois de animal em decomposição, nos indicava a presença dos tão esperados morcegos. A avaliar pelas montanhas de guano (caca) que ocultavam a linha, deveriam existir enormes colónias de morcegos … finalmente encontrámos apenas dois grupinhos todos encavalitados, que saiam do seu nicho sem rumo, alguns direitinhos a nós…lá seguimos entre morcegos, guano, baratas, linha de caminho-de-ferro, lajes de pedra, paredes construídas pelo homem e paredes naturais. No fim do mais emocionante túnel do percurso encontrámos o rio Águeda…

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morcegos …                                                            e mais morcegos

…seguindo o rio chegamos à primeira ponte de vão considerável… a adrenalina subiu exponencialmente… ora portanto uma ponte muito alta sendo que no lado esquerdo temos um perfil metálico com 20cm de largura e uma guarda a meio metro de distancia e no lado direito umas tábuas com meio metro de largura e estado duvidoso (tirando as que estavam podres ou queimadas… tudo bem)… lá fomos dois de um lado e dois do outro seguindo pé ante pé até esta se encontrar novamente com a terra!!! Nos céus sobrevoava em círculo um bando de grifos parecendo contar até 4 na expectativa de um pequeno-almoço gratuito… Após este primeiro choque parámos para acalmar um pouco e conversar um pouco sobre como estariam as seguintes pontes e se conseguiríamos chegar ao fim.

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Ponte 1 - 10H20

Túnel 4… à saída e ainda com o ritmo cardíaco acelerado… a ponte 2… e os grifos cada vez em maior número a seguirem cada passo…
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Túnel 4 – 10H43 ...                           ponte 2 - 10H50

Túnel 5, túnel 6 e … ponte 3, esta em curva… mais uma vez dividiu-se o grupo e dois seguiram pelo lado interior e dois pelo exterior… que bela surpresa tiveram os últimos quando se aperceberam que a curva era constituída por 3 troços completamente desligados no passadiço e guardas metálicas, chegando a separação a ultrapassar meio metro. Nada que não se conseguisse passar mas com duas grandes passadas e um dose de elasticidade (homem 3; grifos 0) …

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Ponte 3 - 11H04

Até este ponto já tínhamos visto de tudo sendo a confiança tal que as pontes passavam rápido sob os nossos pés (os mais pequenos é que tinham de andar um pouco tortos para conseguirem tocar nas guardas) … Túnel 7, 8, 9 , 10, pequena ponte 2, túnel 11 e 12, ponte 4 (mais longa e alta de todas constituída por metade em pedra e outra metade em estrutura metálica), túnel 13, 14 (lugar para o desejado pic-nic) e 15, ponte 5, pequena ponte 3, mini ponte 1 (zona com 30cm de linha sem terreno por baixo) , túnel 16, grande ponte 6, túnel 17 e 18, ponte 7, túnel 19 e 20 (último) ….

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                 Ponte 6 – 12H17 …                                              nem ponte nem túnel – 14H12 …                      e ponte 9 - 14H43

PONTE 8 a qual já havia sido testada no dia anterior com passada vagarosa e insegura substituída agora por um passo de trote quase galope sem qualquer recurso aos membros superiores (pudera pois parecia nova comparando o seu estado com o das outras pontes) …

por fim após 20 Túneis e 11 Pontes chegámos à primeira estação de Portugal – Barca D’Alva.

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Ponte 11 – 15H01 …                     e Estação de Barca D'Alva – 15H21       

Importa aqui lembrar aos leitores que embora nos refiramos a pontes por simplificação da escrita, apenas uma das estruturas (a última) servia para transpor uma linha de água (neste caso o rio Águeda) e portanto apenas essa deveria ser chamada de ponte. Este comentário serve também para demonstrar alguma credibilidade junto da nossa classe profissional.