sábado, 8 de fevereiro de 2014

AS – 11/13 – Uruguai I – Colónia del Sacramento

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Depois de muitas entradas e saídas entre Chile e Argentina, chegámos a um país novo o Uruguai, número 11 da lista e justamente a uma cidade fundada por portugueses, Colónia del Sacramento.

30/01/2014

Depois das despedidas dos nossos anfitriões de Buenos Aires seguimos para o porto a fim de apanhar o barco para Colónia del Sacramento. Dado a que ficava longe de onde estávamos, carregávamos muito peso e volume e o porto se encontrar num local não muito recomendado, apanhámos um transporte que raramente usamos... o táxi.

No porto tratámos de toda a papelada de imigrações e esperámos mais de uma hora pela partida.

Cruzado o Rio de La Plata chegámos ao Uruguai por volta das 14:30, ou assim pensávamos nós pois não sabíamos que era uma hora mais que na Argentina.

Fomos ao posto de turismo buscar um mapa, comemos algo e tentámos localizar o nosso anfitrião Israel saindo do terminal com tudo às costas, em direção ao seu trabalho.

Depois de alguns minutos para um carro ao nosso lado com um casal muito simpático, perguntando se éramos os portugueses... eram os pais do Israel, Lili e Alejandro que já nos procuravam pela cidade preocupados pois já passava das 17:00 e tínhamos dito que chegávamos às 14:00.

Como o carro era pequeno e traziam o cão, levaram primeiro 1 mochila, deixando o cão em casa e depois voltaram pelo resto, ou seja, nós.

Passámos pelo trabalho do Israel para conhecê-lo  e fomos para casa tomando mate e conversando com os seus pais. A meio da tarde chegou o Israel para nos levar a dar uma volta no pouco tempo que tinha antes voltar para entregar uns equipamentos a um cliente. Mostrou-nos a antiga praça de Touros, a Rambla (avenida marginal) e um aquário de peixes autóctones.

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Ruínas da antiga praça de touro: Com a proibição das corridas de touros no Uruguai acabou por ser muito pouco utilizada. Está em ruínas por se tratar de um edifício gigante, a sua recuperação é custosa e a cidade já tem todas as infraestruturas necessárias para as quais poderia ser convertida: 19:06 (esq.), 19:09 (centro) e 19:09 (dir.)

De regresso a casa continuámos a conversa com os seus pais que nos levaram a levantar dinheiro e depois, já de noite, voltámos a sair com Israel para conhecer pela noite um pouco da cidade velha, sempre com explicações de tudo e recomendações para os nossos dias seguintes de estadia. Por fim fomos jantar pizza a um restaurante.

Antes de dormir despedimo-nos de Israel que tinha de sair pela madrugada a um casamento e não nos voltaríamos a ver, “emprestando-nos” assim os seus pais que nos trataram como tal.

31/01/2014

Saímos pela manhã para caminhar por toda a parte histórica de Colónia del Sacramento.

Trata-se de uma pequena cidade mas com muita história desde a fundação Portuguesa e posteriores conflitos e trocas de soberania com os Espanhóis (trocaram 8 vezes) até à sua independência.

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12:37 Município (esq.), 12:44 Consulado Português (centro) e 13:06 Espiral no Bastião/Forte del Carmen (dir.)
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13:08 Espiral (esq.), 13:18 Bastião del Carmen – o único remanescente dos 7 fortes que compunham a muralha em torno da cidade (centro) e 13:20 Banco (dir.)
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13:08 Farol construído nas ruínas de antigo mosteiro (esq.), 13:18 Árvore comendo calçada (centro esq.), 13:18 Igreja Matriz – Construção em pedra por Portugueses e em tijolo pelos Espanhóis (centro dir.) e 13:20 Igreja Matriz (dir.)
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16:51 Parra (esq.), 16:52 Pássaro (centro) e 16:53 Fechadura (dir.)
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Porta e muralha da Cidade com escudo Português (réplica pois o original se encontra no museu português): 16:55 (esq.), 16:56 (centro) e 16:58 (dir.)
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Calle de los Suspiros, com a calçada Portuguesa original, tem este nome pois: Hipótese 1 – no fim da mesma eram realizadas as execuções e os condenados suspiravam enquanto a percorriam sabendo do seu destino; Hipótese 2 – Era uma rua onde era normal encontrar prostitutas; Hipótese 3 – Como antigamente se andava descalço o facto desta rua ter uma calçada muito irregular e com pedras aguçadas gerava suspiros por quem a cruzava.

Existem construções portuguesas e espanholas, bem como a lindíssima calçada portuguesa.

Fazia muito calor e para almoçar acabámos por comprar fruta pois era o que nos ia saber melhor.

Visitámos bastantes, pequenos e interessantes museus e ao final da tarde voltámos a casa.

Saímos para comprar tortas fritas e doces típicos para provarmos e mais tarde Lili e Ale levaram-nos de carro a mostrar mais algumas zonas.

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17:43 Igreja Matriz, construída e destruída por portugueses e espanhóis (esq.), 20:15 Comendo Tortas fritas com doce de leite na companhia dos pais do Israel (centro) e 16:49 Taipas no museu português (dir.)

Já perto das 00:00 jantámos panchos (cachorros quentes) confeccionados em casa.

01/02/2014

Foi dia de chuva por isso não fizemos muito. Pela manhã e tarde estivemos com o Alejandro à conversa e aprendendo como cozinhar Tuco.

A meio da tarde, levaram-nos ao centro para conhecermos os museus que nos faltavam: o Português e o dos Azulejos... infelizmente o segundo estava em regime de horário extraordinário e já tinha fechado.

Voltámos a casa e fizemos um leite creme para o jantar que foi à base de empanadas.

Ao fim do dia novo passeio de carro pela cidade e arredores, sempre sob explicações do Alejandro.

02/02/2014

Pela manhã o Alejandro levou-nos ao terminal, mas antes pedimos para passar pelo trabalho da Lili para nos despedirmos. Daqui apanhámos o autocarro à capital Montevideo.

2 comentários:

Luis Miguel Gomes disse...

Olá aventureiros, como estão? Espero que estejam bem e a divertirem-se. Estou a ler as vossas histórias e a adorar :). Grande Abraço e beijinho para vocês e que corra bem.

Nuno Gonçalves disse...

Olá :)

Por cá tudo impecável, já quase de regresso.

É muito bom saber que ao fim de dois anos há mais alguém além da nossa família que ainda lê algo.

Abraço e obrigado