sábado, 29 de outubro de 2016

Pico: Trilho do Melro Preto

Após bastantes meses afastados destas lides finalmente voltámos a ter oportunidade para participar num passeio organizado pelo município das Lajes do Pico, e desta vez não foi preciso ir muito longe de casa. No rescaldo de um Verão bastante intenso a guiar pessoas pela montanha, era a vez sermos guiados e o relaxe foi tanto que nem gps se ligou, fotografias se tirou (como tal tivemos de solicitar estes mesmos dados a outros participantes para realizar esta publicação).

Estava previsto um passeio pela freguesia da Piedade, denominado Trilho do Melro Preto, com pouco mais de 7km e com a vantagem de ser circular, e como tal, começando e terminando no mesmo local. Como o seu traçado se desenvolve sempre por estrada, estradão ou canadas, sem passar por propriedades privadas, pode facilmente ser repetido.

Saímos do centro da freguesia da Piedade e seguimos passando em frente à igreja, continuando por estrada secundária e posteriormente estradão até à cavalariça, cruzando a estrada regional e subindo por um caminho onde facilmente se notam as relheiras vincadas no chão, das muitas passagens dos carros dos bois. No cruzamento seguinte chegamos à que era a antiga estrada que ligava a Piedade à Ribeirinha, na altura uma só freguesia. Subimos um pouco mais e começámos a descer, contornando o cabeço das cruzes, cruzando novamente a estrada regional e seguindo para o “Matos Souto”, cujo nome é relativo ao Comendador Matos Souto:

“Dele escreveu o professor Manuel Ávila Coelho (in "A freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Ilha do Pico") : - "O Comendador Manuel Matos Souto que deixou a sua freguesia de tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna, doou à mesma, generosamente, aí por mil novecentos e oito, a apreciável soma de oitenta e cinco contos fortes, para construir e manter uma escola."
O Governo Português, como aliás lhe competia, aceitou a doação, embora tardiamente, pois só por decreto de 20 de Maio de 1913, (assinado pelo presidente da República Dr. Manuel de Arriaga) criou na Ilha do Pico uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura "Matos Souto" ; determinando ainda que fossem adquiridos na freguesia da Piedade (do Pico) os terrenos necessários para a instalação da escola.
Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construido o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento.
O " Posto Agrícola Matos Souto", como passou a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a juventude local, com excelentes reflexos na vida económica e até social daquela zona.” (
transcrito de ERMELINDO ÁVILA - Um Emigrante de Sucesso.)

Daqui contornámos o cabeço da Junça e seguimos até ao fim do percurso.

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Traçado do percurso cedido por Pedro Rabuja Meneses

14937252_1242985339096745_5464197960323693669_nParticipantes (foto Pedro Silva)

domingo, 11 de setembro de 2016

Pico: PR3PIC – Porto do Calhau-Manhenha, Ponta da Ilha

Entre as muitas subidas ao Pico dos últimos meses, repetimos algumas vezes este trilho, e sempre porque as actividades programadas não se puderam realizar pelas más condições atmosféricas na parte mais elevada da ilha. Uma vez participando nas actividades promovidas pelo município das Lajes do Pico (11/07/2016) as restantes sugerindo este trilho junto à costa como alternativa à subida da Montanha (08/06/2016 e 11/09/2016). Na última passagem por este local tivemos a oportunidade de provar pela primeira vez camarinha.

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Castelete (esq.) e Costa (dir.)
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Costa
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Costa (esq.) e Farol da Ponta da Ilha (dir.)
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Camarinha - Corema album subsp. azoricum esq.) e Erusão (centro e dir.)

sábado, 21 de maio de 2016

Pico: Trilho Vulcões da Calheta de Nesquim

Devido às muitas dificuldades em compatibilizar a nossa agenda com o calendário dos trilhos organizados pelo municipio das Lajes, foram seis os meses em que estivemos afastados destas andanças.

O trilho proposto era quase igual a um que tinhamos feito exactamente há 14 meses atrás, mas com uma surpresa muito interessante, a descida à segunda maior cratera da ilha do Pico, acrescentando 600m metros ao trilho anterior, alcançando-se os 10km.

Como o passeio anterior já tinha sido documentado sugerimos uma visita à publicação Pico: Trilho Primavera na Calheta de Nesquim para mais informações e vizualização do traçado.

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Descida à Cratera
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Cabeço da Lança (esq.) e Vista do topo do Cabeço do Silvado (dir.)
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Vistas do topo do Cabeço do SilvadoIMG_0033-001
São Jorge… de ponta a ponta
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Descendo o Cabeço do Silvado (esq.) e Descendo a Pedra Aguda (dir.)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Pico… um pouco por todo o lado

Com a participação no Curso de Guias dos Parques Naturais dos Açores, tivemos a oportunidade de fazer 3 visitas de estudo, visitando lugares por nós já conhecidos mas observando-os de uma forma diferente: observando a fauna e flora e passando a identificar bastantes espécies, conhecendo a geologia dos locais, assim como a sua história.

05-03-2016 São Roque – Lajes do Pico – Ponta da Ilha – Planalto Central – São Roque

Durante o Módulo da Biodiversidade fizemos uma grande volta de reconhecimento, desde a cota do mar, até ao Planalto Central. Já tínhamos estado em todos os locais por onde passámos mas nunca com este intuito de identificar plantas… de facto é um mundo diferente… em poucos minutos e em áreas bastante pequenas a quantidade de espécies encontradas, principalmente nativas e endémicas é impressionante. O estado de excitação do nosso formador que com um brilho nos olhos nos debitava os nomes de todas as espécies, era contagiante, sendo apenas dificil acompanhar , escrever, fotografar e memorizar toda a informação.

Tolpis azoricaAngelica lignescens
Tolpis azorica (esq.) e Angelica lignescens (dir.)
Hedera azoricaBellis azorica
Hera – Hedera azorica (esq.) e Margaridas – Bellis azorica (dir.)
Elaphoglossum semicylindricum_1Elaphoglossum semicylindricum_2
Língua de Vaca – Elaphoglossum semicylindricum
Azorina vidaliiDaucus Carota_2
Vidália – Azorina vidalii (esq.) e Salsa Burra – Daucus carota (dir.)
Corema Album
Corema Album_2
Camarinha – Corena album
Huperzia suberectaLotus Azoricus_1Lotus Azoricus_2
Huperzia suberacta (esq.) e Lotus azoricus (centro e dir.)
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Diabelha - Plantago coronopus (esq.) e Umbigo de freira (dir.)
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myosotis maritima_2
Não me esqueças – Myosotis maritima
Silene Uniflora_1Silene Uniflora_2spergularia azorica
Bremim – Silene uniflora (esq. e centro) e Spergula azorica (dir.)

19-03-2016 São Roque – Lajido – Criação Velha – São Mateus – São Roque

Tivemos direito a nova visita, mas desta vez muito menos dedicada à natureza e mais à história e cultura, nomeadamente a Cultura da Vinha.

Começámos em São Roque vendo fosseis (sim também existem por cá) de troncos de arvores, carbonizados aquando de uma erupção vulcânica, seguindo para  a reserva natural das Furnas de Santo António.

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Fossil

A partir daqui foi quase tudo vinha, currais, rola pipas, relheiras, poços de maré e casas senhoriais, com execepção de algumas curtas paragens para a observação de curiosas formações geologicas como tumuli, crista de pressao e tufos.

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Fogos (dir.) e Solar dos Arriagas (dir.)
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Morro Castelo Branco (esq.) e Adegas (dir.)

20-03-2016 Lajes do Pico – Falha Arrife - Planalto Central – Caminho dos Burros – Lagoa Capitão – Lajes do Pico

Desta vez não só os formadores mas também os formandos (divididos por grupos) fizeram de guias interpretando a paisagem e partilhando conhecimentos.

Começámos o dia na Vila das Lajes, eregida em plana fajã lávica resultante da erupção do Vulcão 405, da qual resultou um crescimeto da ilha. Olhando para terra fácilmente se percebe  a existencia da anterior linha de costa (arriba fóssil).

Seguimos até ao miradouro do Arrife, com vista priveligiada para grande parte da freguesia das Ribeiras, mas também importante pela sua localização, mesmo sobre uma falha, sendo perceptvel a movimentação do terreno ao longo da mesma.

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Vistas Miradouro Arrife

Seguimos para o planalto central, passando pelas lagoas e reserva natural do Caveiro, deixando o autocarro para caminhar um pouco pelo caminho dos burros. Mais uma vez tivemos oportunidade de identificar muitas espécies de flora local, com particular atenção para a erva do capitão, que não tinhamos identificado na última visita.

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Lagoa no topo do Cabeço junto à Lagoa da Rosada
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Espigos de Cedro - Arceuthobium azoricum (esq. e centro) e Huperzia dentata (dir.)
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Urze – Erica azorica (esq.) e Trovisco Macho – Euphorbia stygiana (dir.)
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Língua de Vaca – Elaphoglossum semicylindricum (esq.) Tamujo - Myrsine africana (centro) e Erva do Capitão - Sanicula azorica (dir.)

Por fim, seguimos de autocarro até à lagoa do Capitão, regressando posteriormente às Lajes.

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São Jorge e Graciosa