sábado, 8 de agosto de 2015

Pico: Lagoa do Paul-Lajes

Como prometido, o trilho previsto para o fim de Junho foi reagendado para o inicio de Agosto esperando-se desta vez bom tempo. Assim foi, desta vez conseguimos adicionar ao grupo de caminhantes o nosso voluntário italiano e um Couchsurfer alemão de visita ao Pico.

Chegados à Lagoa do Paul iniciámos a descida, contornando um pouco desta até termos visão privilegiada para a montanha que, apesar do bom tempo, apresentava uma nuvem que não nos deixava ver o piquinho.


Lagoa do Paul (esq.), Planalto Central (centro) e Cedro-do-Mato – juniperus brevifolia (dir.)

Começámos com terreno bastante irregular, com lama e tufos de relva, cruzando grotas e fomos descendo principalmente por pastagens (com a devida autorização dos proprietários, solicitada anteriormente).

A espaços o piquinho foi aparecendo, sendo prontamente alvo de fotos. Um pouco mais abaixo começou-se a ver a fajã lávica das lajes, devidamente enquadrada geologicamente pelo nosso guia.


Castelete (esq.) e Marina das Lajes (dir.)

continuámos a descida entrando no final no Trilho do Touril, uma canada vertical muito bonita, uma escadaria que parecia não ter fim.

IMG_7420IMG_7421
Pico (esq.), Vaca (centro) e Trilho do Touril (dir.)

Chegámos por fim à Ribeira do Meio junto da antiga fábrica da baleia, onde fomos brindados pelo nosso guia com uma bebida refrescante, terminando um pouco mais à frente o percurso, à entrada das Lajes do Pico.

Foi um trilho muito bonito com vistas fantásticas para a montanha e para as Lajes, mas também com passagens por canadas muito bonitas. Valeu a pena esperar pelo reagendamento. Infelizmente o gps ficou em casa e como tal não há registo do trajecto realizado… há que fazê-lo de novo para podermos partilhar. Em todo o caso mais uma vez relembramos que o percurso que fizemos passa por propriedade privada e como tal há que solicitar autorização por parte dos proprietários.

sábado, 27 de junho de 2015

Pico: PR17PIC Trilho Quintas e Ribeiras (alternativa curta)

Desde a última publicação sobre uma subida ao Pico, voltámos lá ao cume mais algumas vezes nos dias 23 e 31 de Maio, 23 de Junho  e 20 de Julho (4 vezes as Mónica e 3 o Nuno), sendo que os nossos números estão em 12 subidas para a Mónica e 13 para o Nuno.

Em contrapartida não houve passeio mensal do Município das Lajes do Pico em Maio e tivemos que esperar quase até ao fim de Junho por nova atividade, mas a espectativa era muita pois previa-se uma descida desde a Lagoa do Paul até às Lajes.

Como já devem ter reparado pelo título, algo correu mal, no dia previsto o tempo pregou-nos uma partida. Era o primeiro passeio de Verão e curiosamente o primeiro do ano que teríamos de alterar os planos.

Reunidos todos os participantes fomos informados das mudanças mas apesar de tudo a alternativa era um passeio também por nós desconhecido.  Iríamos então fazer a parte leste do Trilho Quintas e Ribeiras (entre a Ribeira Seca e Santa Cruz), com algumas alterações, com uma extensão de 5,5 km.

Começámos a caminhar na Ribeira Seca, junto ao Placard informativo do percurso marcado, descendo e caminhando pela antiga estrada regional, sem descer ao lugar da Aguada e como tal saindo das marcas.

Para contrariar o calor, alguns aguaceiros esporádicos, cada vez com maior intensidade nos foram refrescando.

Passámos por caminhos muito bonitos, no meio da vegetação que nos protegia das gotas, sem nos apercebermos da proximidade à atual estrada regional, um pouco mais acima. Pelo meio algumas ribeiras, à data sem água mas com relevos interessantes, dando para imaginar cascatas caso tivessem caudal.

IMG_7271IMG_7272IMG_7274
No meio da vegetação e tão perto da estrada

Acabámos junto à casa dos botes de Santa Cruz onde nos despedimos ficando a promessa, se o tempo não voltar a fazer das suas, de nova tentativa para a descida desde a Lagoa do Paul até às Lajes… prevista para o início de Agosto.

Esta foi a versão curta do trilho Quintas e Ribeiras que realizámos, com um pouco mais de 4km:

Em todo o caso, e dadas as condições atmosféricas verificadas, foi uma tarde bem passada e foi uma alternativa muito bem escolhida… da nossa parte havemos também fazer um dia todos os 12,5km do PR17PIC Quintas e Ribeiras.

Para quem o quiser fazer já, aqui fica o link oficial do mesmo: http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/quintas-e-ribeiras (aparece como fechado pois deixou de estar homologado mas ainda é possível seguir as marcas e realizá-lo com alguma precaução). Fica também o traçado no wikiloc realizado por um visitante, já após este ser dado como “fechado”.

domingo, 17 de maio de 2015

Pico: PR4PIC – Subida ao Pico

Depois de 3 subidas ao Pico num curto espaço de tempo, no passado mês de Junho de 2014, chegámos a planear mais algumas, mas nunca as concretizámos.

Ao mesmo tempo que esperávamos lá voltar, esperávamos também pela realização do curso de guias de montanha… a espera compensou e quase um ano depois voltámos ao ponto mais alto de Portugal, a 10ª vez para o Nuno e a 8ª para a Mónica, mas a primeira vez que o fizemos durante o dia.

Juntamente com os restantes formandos e instrutor fomos caminhando lentamente, ora guiando, ora sendo guiados. Saímos da Casa da Montanha pelas 9:30, em ritmo de aquecimento até à Furna Abrigo (10:00), seguindo após curta pausa a ascensão. Pelas 13:15 chegámos à cratera, subindo desde logo o piquinho antes de voltar à cratera para almoçar e repor energias. Iniciámos a descida pelas 14:55, estando de volta à Casa da Montanha pelas 18:10.

O tempo ajudou nas vistas mas o Sol fez-se sentir intensamente, fazendo-nos recorrer à água em maior quantidade que todas as outras vezes.

Pela primeira vez nem vimos o nascer do Sol nem o pôr do mesmo mas mais uma vez conseguimos ver a Terceira.

Ficam algumas fotos e venha a próxima… já na próxima semana…

IMG_7115
Vista à entrada da Cratera

12
Os futuros Guias de Montanha (esq.) e Rumo ao Piquinho (dir.) – Fotos de Pedro Silva (https://www.facebook.com/FotografiaByPedroSilva), publicadas com consentimento do autor

domingo, 26 de abril de 2015

Pico: PR18PIC 9 Canadas da Ribeirinha

Características do Percurso (adaptado de http://trilhos.visitazores.com)

“Ilha: Pico; Dificuldade: Fácil; Extensão: 10,0 Km; Tempo: 4h00m; Tipo: Linear

O “Trilho Nove Canadas da Ribeirinha” inicia-se no Caminho da Atalhada, onde é possível ver marcas das rilheiras dos carros de bois utilizados até há poucos anos.
Vire à esquerda ao pé da estrada de asfalto, fazendo um desvio na Canada da Rocha, para visitar o miradouro do Alto dos Cedros.
Vire à esquerda na estrada, e entre no Caminho da Quebrada, seguindo depois para a Canada dos Vais. De regresso ao centro da freguesia, siga pela estrada principal e entre adiante na Canada da Ladeira. No final da mesma, vire à esquerda, e entre na Canada do Mar à direita. Esta Canada leva-o até ao Porto da Baixa, uma zona balnear e de lazer. A zona da Baixa é caracterizada pelas adegas típicas e currais de produção de vinha.
Siga pelo caminho junto ao mar e, no final, entre na canada à direita. Ao chegar ao caminho, vire à esquerda e entre na canada seguinte à esquerda.
Ao chegar à costa (Ponta das Trombetas) vire à direita e siga em cima do campo de lava até ao porto do Calhau, já na freguesia da Piedade.
No final do trilho encontra uma importante bolsa de Azorina vidalli. Aqui tem a opção de seguir pelo PR3 PIC, até à Manhenha.
Direitos de Autor: Gerbrand Michielsen”
retirado de http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/nove-canadas-da-ribeirinha
, onde também consta para download o mapa do mesmo em carta militar e o ficheiro para gps.

Dada a proximidade com a nossa casa chegámos a programar este trilho por várias vezes, inclusivamente a referir há alguns meses atrás que seria o nosso próximo passeio, no entanto, fomos sempre adiando, mas desta vez chegou a oportunidade.

Começámos no Miradouro da Terralta, portanto um pouco antes do início oficial do trilho marcado aproveitando para começar o dia com geocaching. Daqui seguimos até entrar no Caminho da Atalhada, que descemos ora entre árvores ora entre pastagens até atingir novamente o asfalto, onde desviámos para o miradouro do Alto dos Cedros, com uma vista fantástica.

IMG_7020IMG_7022
Miradouro Terralta (esq.) e Início do Trilho (dir.)
IMG_7038IMG_7041
Caminho da Atalhada
IMG_7043IMG_7053IMG_7059
Flor (esq.), Canada da Rocha (centro) e Miradouro Alto dos Cedros (dir.)

Continuamos a descer até atingir o Centro da Freguesia, aproveitando para fazer uma visita aos nossos amigos Oleiros Holandeses do Barro&Barro e finalmente seguimos na direção da Baixa onde terminámos o percurso, não sem antes fazer novo desvio para procurar nova cache.

Não realizámos todo o trilho pois terminámos em casa, além de que o par de quilómetros restantes já tinham sido percorridos aquando da realização do Trilho da Ponta da Ilha.

Talvez por não termos lido a informação antes, não tínhamos grandes espectativas relativamente a este trilho, no entanto surpreendeu-nos muito pela positiva… a vista dos miradouros, a quantidade de plantas comestíveis no caminho, as flores, os bosques. Lamentamos apenas o estado do Caminho da Atalhada onde não parece haver grande manutenção, correndo o risco de ser tomado pela natureza em pouco tempo.

Como já há muito tempo não fazíamos um trilho por nós, aproveitámos para passear com mais calma, apreciando tudo e tirando fotografias, levando quase 5 horas para percorrer os 8km realizados.

No fim, a Mónica teve de voltar ao início, subindo de bicicleta até à Terralta para trazer o carro de volta.

sábado, 18 de abril de 2015

Pico: Trilho Guindaste-Porto do Calhau e Trilho Pico da Urze-São João

Foi um dia em cheio, duas caminhadas diferentes em locais com paisagem e cultura totalmente diferentes e organizados por entidades diferentes.

Pela manhã juntámo-nos ao evento organizado pelo geoparque e montanheiros, reunindo-nos todos no Guindaste afim de caminhar em direção ao Porto do Calhau, quase sempre pela linha de costa e sobre lava. De um lado o mar, do outro um imponente muro de pedra que indicava o limite da zona de vinha, alguma ainda em produção, outra tomada pelas árvores. A irregularidade e pouca aderência do piso exigem alguma atenção.

Pelo caminho algumas surpresas: as muitas cagarras que se começaram a ouvir nos últimos dias já iniciaram o processo de escolha de ninho pelo que tivemos oportunidade de ver algumas e, outras que não vimos, fizeram-se notar vocalizando a quando da nossa passagem, indicando que aquele ninho já estaria ocupado; vimos também ruínas de algumas povoações agora abandonadas como Furada, Fogos, Ana Clara e Mingato e alguns poços de maré; enquanto utilizávamos o alto muro para nos abrigarmos de um esporádico aguaceiro outros participantes encontravam uma gruta que exploraram logo;

 IMG_6908IMG_6910IMG_6917
Poço de Maré da Furada (esq.), Entrada Gruta (centro) e Poço de Maré de Ana Clara (dir.)

Passámos ainda na Ponta do Hospital ou da Cadeia, local onde existe um marco geodésico mas cujo nome advém de ser um dos primeiros locais para quem vem no sentido Este-Oeste pela costa Sul da ilha de onde se vê o Faial, e como tal tratava-se de um ponto estratégico para em caso de urgência se comunicar com a ilha vizinha, ou para a presença de algum prisioneiro ou de alguém com dificuldades em termos de saúde.

O grupo era bastante maior do que estamos habituados e também do que normalmente gostamos mas quer o percurso, toda a envolvente e toda a informação transmitida foram muito interessantes. Há no entanto que repeti-lo com mais calma para tirar mais fotos e aproveitar para encontrar jogar um pouco à caça do tesouro pelas várias caixas de geocaching que existem ao longo de todo o percurso.

Depois de aproximadamente 3 horas e meia de caminhada chegámos ao Porto do Calhau onde nos despedimos do resto do grupo e seguimos para São João afim de ter algum tempo para almoçar e reunir para novo percurso, desta vez organizado pelo Município das Lajes do Pico.

IMG_6897IMG_6938
Costa (esq.) e Faial desde Porto do Calhau (dir.)

Fomos transportados até ao topo do Pico da Urze, logo de início uma vista fantástica para o planalto central, vendo-se para Norte São Jorge e para Sul as Lajes. Aqui também uma pequena cratera totalmente revestida de uma densa floresta nativa com muitas espécies endémicas. Mais uma vez estávamos inseridos num grande grupo mas mais uma vez os locais por onde passámos compensavam.

IMG_6947IMG_6966
Lajes ao fundo (esq.) e Abrigo (dir.)

Fomos descendo sempre em direção a São João, passando por terrenos de pastagens, muitos deles não utilizados há tanto tempo que a natureza os reclamou como seus, correspondendo atualmente a grandes matas de urze, cedros, azevinhos, etc. Nunca tínhamos caminhado tanto por floresta nativa na ilha do Pico.

IMG_6957IMG_6967IMG_6968
Charco (esq.), Canada (centro) e Árvore (dir.)

Depois de alguns quilómetros sempre a descer por canadas cheias de lama, chegámos a São João onde a Junta de Freguesia nos tinha preparado um lanche surpresa para repor as energias perdidas.



Antes de sair de São João, ainda tempo para procurar mais uma cache.

Para terminar, ambos os trilhos realizados não estão marcados, o primeiro passa por zona de nidificação de cagarros pelo que, à semelhança do trilho da Ponta da Ilha, NÃO deve ser transitado nessa época do ano, o segundo passa em zona de mata densa podendo nem ser muito fácil guiar-nos por GPS, como tal aconselha-se sempre a realização dos mesmos com alguém que conheça o caminho. No total foram aproximadamente 12,8km divididos por dois curtos percursos de 6,4km cada.

sábado, 21 de março de 2015

Pico: Trilho Primavera na Calheta de Nesquim

Nada melhor que entrar na Primavera com uma caminhada… e que caminhada.

A freguesia do mês foi a Calheta, reunindo-nos todos no centro desta, de onde saímos em veiculo, subindo pelo lugar da Ribeira Grande até ao ponto de início.

Começámos junto do Purgatório, passando logo pela Caldeira cuja cratera circular, perfeita, profunda e cheia de endémicas nas escarpas, nomeadamente cedros-do-mato, trovisco macho, urze e azevinho, é um dos nossos locais favoritos da ilha e onde se pode brincar um pouco com o eco extremamente prolongado e retardado.

IMG_6090IMG_6093
Caldeira (esq.) e Vaca (dir.)

Seguimos sempre por estrada asfaltada passando  pelo Cabeço da Lança, onde reza a lenda que este terá sido o local escolhido por D. Pedro, aquando da guerra civil pela disputa do trono Português com o seu irmão  D. Miguel, para se encontrar e firmar uma aliança com os ingleses, por se tratar de um local isolado e de difícil acesso. O cabeço da lança adoptou este nome devido à lança que terá sido deixada cravada no topo do cabeço como sinal do acordo.

IMG_6101IMG_6103
Vacas

Continuámos descendo até ao sopé do Cabeço do Silvado, que subimos logo de seguida. As vistas são fantásticas e o tempo também ajudou: por um lado toda a Ilha de São Jorge no  horizonte com os Cabeços da Ribeira da Laje e da Lambisca mais abaixo, que tínhamos subido no percurso de Janeiro; ao lado a Ponta da Ilha com o farol; as freguesias da Piedade e Calheta seguiam-se; e para o interior da ilha uma boa panorâmica com o Cabeço da Lança ao centro.

IMG_6113IMG_6122
Vistas do Topo do Cabeço do Silvado

Daqui descemos a corta mato em direção à pedra aguda, uma chaminé vulcânica que subimos e descemos, entrando no percurso marcado da calheta (PR11PIC- Calheta de Nesquim), atualmente fechado, que seguimos até chegar ao centro da freguesia da Calheta, não sem antes passar pela vigia da baleia e pelo local onde terá sido a primeira vigia da Ilha do Pico.

IMG_6128IMG_6152
”A formiga no carreiro…” (esq.) e Pedra Aguda (dir.)

Finalizámos o percurso no Largo do Terreiro Capitão Anselmo Silveira da Silva, responsável pela fundação da primeira armação baleeira dos Açores.

Relativamente ao percurso, embora com alguns quilómetros de asfalto estes passaram bem rápido e as vistas foram fantásticas. Houve curiosidades geológicas e bastante informação histórica o que tornou tudo ainda mais interessante. De referir apenas que foi necessário cruzar alguns portões e passar alguns arames farpados, ou seja andou-se por propriedade privada pelo que se alguém desejar repetir este trilho deverá solicitar autorização aos proprietários das pastagens.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Furna da Sapateira e Gruta da Agostinha

Nos últimos tempos tivemos a oportunidade de conhecer mais duas das muitas cavidades vulcânicas da ilha do Pico, a Furna da Sapateira e a Gruta da Agostinha, revisitando mais uma vez a Furna de Frei Matias.

Muito já nos tinham falado e bastante já tínhamos lido sobre a Furna da Sapateira, nomeadamente que se localizava perto da nossa casa, no entanto não pensávamos que fosse tão perto. Em todo o caso foi necessário que um casal de Holandeses nos mostrasse que a menos de 1km de casa estava uma cavidade vulcânica que podíamos visitar, mais ou menos a meio do caminho entre Calhau e Baixa, bastando seguir o desvio marcado com uma seta vermelha no asfalto.

Não apresenta muitas formações rochosas singulares como estalactites e estalagmites e consta apenas de 3 galerias com aproximadamente 70m na totalidade, no entanto a entrada apertada para o interior da terra e as cortinas de raízes que descem desde o tecto até ao chão na última galeria, valem a visita. Para quem conhece o geocatching a gruta apresenta ainda algumas surpresas, nomeadamente um resumo histórico sobre uma anterior utilização da mesma, que não podemos contar aqui… Em todo o caso muito interessante  a iniciativa dos atuais donos do terreno por onde se acede.

Depois da primeira visita no início do mês de Fevereiro, já lá voltámos mais duas vezes para mostrá-la aos nossos voluntários.

IMG_5802IMG_5898 (2)IMG_5904
Furna da Sapateira

No último dia do mês de Fevereiro, por iniciativa do Geoparque Açores tivemos mais uma oportunidade de conhecer uma nova Gruta, a Furna da Agostinha, localizada bem perto do Aeroporto. Visitámos um pouco mais de 200 metros de uma cavidade que terá tido mais de um quilómetro, mas que devido a aluimentos apresenta atualmente 3 troços independentes com menos de 300 metros cada. É bastante ampla e facilmente visitável apresentando uma grande biodiversidade de microrganismos.

Esta visita não serviu apenas para aprendermos de geologia e espeleologia mas também como aula de fotografia, tendo sido mostradas algumas técnicas de como fotografar dentro de grutas. Preferimos apreciar a envolvente e tentar absorver o máximo de informação para podermos aplicar e tentar fotografar esta e outras cavidades com mais calma, noutras visitas futuras, já que desta vez não o fizemos.

Pelo meio ainda revisitamos a Furna de Frei Matias, agora sim com algumas fotos para mostrar…

IMG_5751IMG_5755IMG_5757
Furna de Frei Matias

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pico: Trilho Cabeço do Geraldo

O trilho mensal do promovido pelo município das Lajes teve como anfitriã a freguesia das Lajes, num curto e fácil percurso desde o miradouro do Cabeço do Geraldo até ao centro da Vila Baleeira.

Reunidos todos os participantes à hora do costume, em frente à Câmara Municipal, tivemos transporte até ao início do percurso, o ponto mais alto do mesmo à cota 465m, no miradouro do Cabeço do Geraldo. Inicialmente haviam muitas nuvens mas a nosso pedido o tempo fez-nos o favor de abrir por alguns minutos para fotografarmos a montanha e seguirmos caminho, descendo principalmente por pastagens até chegarmos à zona das Terras. Aqui andámos um pouco por estrada e ingressámos no Trilho das Lajes, que tínhamos feito uns meses antes, voltando ao ponto de encontro.

IMG_5911IMG_5912
Pico
IMG_5916
Pico


Traçado do Trilho

sábado, 31 de janeiro de 2015

Pico: PRC9PIC – Prainha do Norte

Características do Percurso (adaptado de www.trails-azores.com)

“Ilha: Pico; Dificuldade: Fácil; Extensão: 8,0 Km; Tempo: 2h30m; Tipo: Circular

Este percurso local circular começa e termina no Jardim central da Prainha do Norte.
Começamos a subir uma canada por entre pequenos campos agrícolas até chegar a um túnel que nos leva ao “Caminho da Ribeira de Nossa Senhora”, um conjunto de casas, muitas delas abandonadas, localizadas do outro lado da ribeira que acompanha o caminho. Para atravessar a ribeira foram construídas pontes em pedra de rara beleza, que dão acesso às primeiras habitações construídas na zona e, consideradas hoje, Património imóvel da Ilha do Pico.
Continuamos por pequenas canadas e descemos até à Baía da Areia, onde encontramos a única praia de areia da ilha, que deu o nome à Freguesia. Também neste local existe a casa do fio, construção que deu apoio ao funcionamento de um cabo de telecomunicações submarino que tinha um papel fundamental nas ligações transatlânticas.
A partir deste ponto o percurso desenvolve-se ao longo da costa e passa pela Ermida de São Pedro até à zona balnear, constituída por uma piscina natural entre rochas basálticas.
Mais à frente, antes de retornar, podemos observar a bela Rocha do Galo, furada devido à erosão marítima.
Falta apenas percorrer o último troço dentro da Freguesia, até ao ponto onde iniciámos o percurso. Consulte o mapa do percurso pedestre e faça download do trilho GPS.
Direitos de Autor: Gerbrand Michielsen ” retirado de http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/prainha-do-norte, onde também consta para download o mapa do mesmo em carta militar e o ficheiro para gps.

Depois de bastantes meses finalmente voltámos a fazer um percurso por nossa conta. Sendo apenas 4 pessoas e um veículo, escolhemos fazer o único percurso circular que nos faltava na ilha do Pico, aproveitando mais um dos muitos dias de Verão deste Inverno para passar pela praia.

Na companhia do nosso Couchsurfer e voluntário Wwoofer Jordan e do pequeno Gustavo, começámos no centro da Prainha, fazendo o percurso no sentido sugerido na descrição, subindo numa fase inicial e descendo posteriormente até à praia onde houve banho. Além deste desvio, fizemos outros dois até à zona balnear do Portinho e à Rocha do Galo de onde seguimos quase diretos de volta à Igreja.

IMG_5646IMG_5655
Os 4 participantes (esq.) e Prainha (dir.)
IMG_5664IMG_5675
Vacas (esq.) e São Jorge desde Baía D’Areia (dir.)
IMG_5697IMG_5709IMG_5714
Costa (esq.), Nuvens (centro) e Portinho (dir.)

Apesar de mais uma vez grande parte do trilho ser por estrada asfaltada, acabámos por passar por locais bastante interessantes, sendo que o tempo ajudou assim como o facto de o trânsito nas estradas ser praticamente nulo.