sábado, 27 de setembro de 2014

Pico: PR3PIC – Porto do Calhau-Manhenha, Ponta da Ilha

Características do Percurso (adaptado de www.trails-azores.com)

Ilha: Pico; Dificuldade: Moderado; Extensão: 10 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

“Este trilho começa junto ao Porto do Calhau (Piedade), termina no Farol da Manhenha e tem a duração total de 3 horas. Segue sempre junto à costa, grande parte do percurso segue por um antigo caminho de pescadores em rocha basáltica, popularmente designada por biscoito (lavas pahoehoe) e apresenta um grau de dificuldade mais elevado. Após algum tempo de percurso o trilho atravessa uma zona onde nidifica uma colónia de garajaus. Por isso, entre Maio e Julho não se pode utilizar esta parte do trilho. Deve, nessa altura, utilizar o percurso alternativo assinalado a tracejado no mapa, que segue diretamente para a Manhenha. O percurso atravessa algumas zonas de proteção especial. É responsabilidade de todos(as) nós contribuirmos para a sua proteção, bem como assegurar a sua biodiversidade através da conservação deste habitat natural. Pede-se aos caminhantes que não apanhem fruta em nenhuma parte do percurso. Consulte o mapa do percurso pedestre e faça download do trilho GPS. Direitos de Autor: Gerbrand Michielsen” retirado de http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/porto-calhau-manhenha-ponta-da-ilha, onde também consta para download o mapa do mesmo em carta militar e o ficheiro para gps.

Aproveitando a visita de uma Couchsurfer alemã disponibilizámo-nos para fazer uma caminhada em conjunto… em todo o caso acabou por ser apenas o Nuno a acompanhar a Lena e a irmã no percurso.

Começámos no farol da Ponta da ilha fazendo o percurso no sentido contrário ao descrito, por isso mesmo, nem sempre foi fácil seguir marcas pois estas não existem na mesma quantidade nos dois sentidos. Em todo o caso é fácil manter-nos no percurso, que por sinal é muito bonito com todas as formações rochosas, tem pouca estrada mas requere bastante atenção aonde colocamos os pés devido à rocha solta.

Chegando ao Calhau continuámos, ingressando no PR18PIC 9 Canadas da Ribeirinha (http://trails.visitazores.com/en/trails-azores/pico/nove-canadas-da-ribeirinha) onde fizemos pouco mais de 1km e subindo apenas uma das estreitas canadas, chegando a casa.

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Farol da Ponta (esq.) e Costa (dir.) 
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Costa

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A caminhar pelas Lajes do Pico

Terminada a semana dos baleeiros, finalmente algum tempo para fazer o que mais gostamos… caminhar e desta vez bastou sair de casa para iniciar o percurso.

Decidimos fazer algo similar ao que está referido num livro como Trilho das Terras (http://srec.azores.gov.pt/dre/sd/115161010600/contacto/1011/sustentabilidade.html) mas também tentando seguir umas marcas existentes pela vila e arredores de um percurso em vias de aprovação para homologação como pequena rota. De facto o traçado que seguimos corresponde exatamente ao que aparece em alguns guias de percursos na internet como PRC12PIC: Vila Baleeira (http://www.artazores.com/downloads/pedestres_pt.pdf pag.63). O resultado foi um passeio bastante agradável, curto mas que pode ser prologado em tempo para quase um dia inteiro de visita, pelos diversos pontos de interesse da vila das Lajes, apresentando alguns tramos alcatroados. Nesta época os muros são também fonte de nutrição e hidratação com os muitos frutos disponíveis: Tomate Capucho (Physalis), Tomate Cherry, Amoras e Figos.


Percurso já existente no wikiloc e que corresponde ao que fizemos, onde se assinalam muitos dos pontos de interesse por onde passamos.

Partimos da “Lagoa”, em frente à loja de Artesanato Casa de Exposições Capitão Alves, conhecida pelos artefactos em osso e dente de baleia e similares, seguindo na direção da “Casa dos botes” onde ainda se guardam os esbeltos barcos utilizados na caça à baleia, agora transformados barcos de competição. Subimos pela famosa escadaria de pedra que utilizavam os baleeiros, seguindo para a esquerda e passando pelo Convento de São Francisco, atual sede do Município, GNR e Jornal “O Dever”.

Apanhando o primeiro desvio à esquerda passamos pelo Forte de Santa Catarina, atualmente restaurado e convertido em posto de informação turística. Seguimos pelo jardim do mesmo e 100metros depois chegamos a um dos locais mais importante no que toca à história da baleação, a antiga fábrica SIBIL com a sua imponente chaminé, onde se processavam os cachalotes caçados, hoje reconvertida em museu com o nome de Centro de Artes e Ciências do Mar.

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Fábrica SIBIL (esq.) e Poço de Maré (dir.)

Seguimos até encontrar um posso de maré e local comunitário para lavar roupa, onde viramos à direita subindo até à estrada regional que cruzamos seguindo subindo por uma canada íngreme até chegar a um estradão onde nos cruzamos com uma ribeira. Daí continuamos pela direita em direção às Terras, passando por pastagens e campos de cultivo, “a outra vida dos baleeiros”.

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Milho (esq.), Escada de Pedra (centro) e Pico (dir.)IMG_4166
Trabalhando só…
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Almagreira (esq.) e Canada (dir.)

Podem encontrar-se outras marcas a azul e branco correspondentes a um trilho marcado por estudantes da escola, que nos leva mais cedo de volta às Lajes por uma estreita canada…

…não o fizemos, seguimos as marcas vermelhas e amarelas.

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Cabra (esq.), Peru (centro esq.) e Aranha de Jardim - Argiope bruennichi (centro dir. e dir.)

Numa bifurcação encontramos dois sinais de caminho errado, um mais antigo que nos demove de seguir pela esquerda subindo na direção do Topo e um mais recente que aparentemente nos indica que não devemos seguir na direção das Terras. Desrespeitámos este ultimo e de facto as marcas seguiam. Virámos à direita numa apertada vereda que nos leva de volta à estrada regional (deixando e encurtando o denominado Trilho das Terras) e cruzando esta, continua até à vigia da Queimada. Deste pequeno cubículo se avistavam os cachalotes e fazia-se ribombar o foguete lançando o mote para nova caçada… deste mesmo lugar se avistam atualmente todos os cetáceos cujos turistas anseiam por ver quando chegam ao Pico.

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Vigia da Queimada

Continuamos a descer de volta às Lajes passando pelo Castelete, pela Ermida de São Pedro, primeiro templo da ilha e zona balnear da maré por onde chegaram os primeiros povoadores. Seguimos pelo muro costeiro até à marina das Lajes junto às empresas de whale whatching  e terminamos no Museu dos Baleeiros.

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Zona Balnear da Maré e Castelete (esq.) e Ruínas (dir.)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pico - PR2PIC: Caminho dos Burros

Exatamente um mês após o nosso último passeio, voltámos às caminhadas no Pico, desta vez repetindo o caminho dos Burros.

É dos melhores trilhos da ilha, daqueles em que podemos caminhar vários quilómetros sem ser por estrada, mas também a tem.

A parte inicial na zona alta da ilha e a parte final por canadas apertadas até chegar à baía de canas são muito bonitas.

No fim houve tempo para um mergulho numa das raras praias de areia da ilha (não mais que 30 m de frente) e por fim tivemos oportunidade de ver um ninho de cagarro com um pequenote lá dentro.

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Planalto Central
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Cedro-do-mato (juniperus brevifolia) e respectivo parasita espigo de cedro (arceuthobium azoricum) (esq.), Cedro-do-mato (juniperus brevifolia) (centro) e Urze (erica azorica) (dir.)
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Musgo (esq.) Rebento de trepadeira (centro) e Canada (dir.)
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Baía de Canas

Se quiserem ver mais informação sobre o trilho podem consultar a nossa publicação anterior:
http://acaminharpor.blogspot.pt/2008/05/pico-pr2pic-caminho-dos-burros.html ou http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/caminho-dos-burros


Nota: este não foi o trilho que registamos no nosso gps no entanto como já existem vários no wikiloc decidimos não publicá-lo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ciência Viva– Geodiversidade da Costa Sul do Pico

Já nos questionávamos há algum tempo que atividades constariam do programa Ciência Viva no Pico mas, por alguma inércia nossa nunca chegámos a procurar… sorte ou não uma amiga publicou essa mesma lista  para os Açores no mês de Julho e justamente iria haver algo interessante por cá (procurem que há muitas atividades pelas ilhas todas até Setembro). É sempre bom um pouco mais de ciência e quando é sobre o local onde vivemos e como se formou ainda melhor.

Pelas 9:00 reuniram-se todos os inscritos para uma viagem histórica de barco pela costa Sul da Ilha do Pico (mais ou menos entre a Calheta e São Caetano), com duração de aproximadamente 3 horas e explicação contínua do Geólogo especialista na matéria Paulino Costa, num barco da Aquaçores. Muita informação foi passada e provavelmente haveria tema de conversa para pelo menos outra viagem de igual duração: tipos de vulcões, falhas, tipos de lava, últimas erupções e grutas foram alguns dos temas abordados.

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Vigia da Queimada (esq.), Pico e Castelete (centro) e Filão de Lava (dir.)
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Perfil do terreno (esq.) e Grutas (dir.)

Não fosse este um passeio suficientemente interessante, e não estivéssemos nós na ilha por excelência para observação de cetáceos,  houve ainda tempo para dois curtos desvios no encontro de duas espécies distintas de golfinhos: os grampos, golfinhos de riso ou moleiros (Grampus griseus) e os golfinhos pintados do atlântico (Stenella Frontalis), justamente em época de reprodução, sendo possível ver algumas crias muito pequenas e ainda duas tartarugas boba (Caretta caretta).

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Golfinhos pintados do atlântico - Stenella Frontalis (esq.), Moleiros - Grampus griseus (centro) e Tartaruga boba - Caretta caretta (dir.)

Resumindo, foi um passeio muito bom e com elevado potencial como oferta turística caso se entenda tornar algo aberto ao público… venham mais iniciativas destas.

domingo, 20 de julho de 2014

Pico: PR15PIC - Mistérios do Sul do Pico

Características do Percurso (adaptado de www.trails-azores.com)

Ilha: Pico; Dificuldade: Baixa; Extensão: 8,5 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

“O trilho “Mistérios do Sul do Pico” inicia-se no Parque Florestal de São João, passando por dois Mistérios (São João e Silveira). A denominação “Mistérios” refere-se aos campos de lava decorrentes das erupções históricas que ocorreram nas ilhas, para as quais os habitantes não tinham justificação, sendo por isso mistérios da Natureza.
Siga pelo caminho de terra batida à direita da zona dos churrascos. Entre logo a seguir no caminho de terra à esquerda. Este caminho leva-o ao poço de maré da Baía do Arruda (à esquerda). Siga por este caminho e encontrará a zona de lazer e balnear da Ponta do Admouro. Desça a escadaria de pedra até à zona de lazer, e volte à estrada pelo acesso principal, seguindo pela direita. Mais à frente encontra o poço de maré do Verdoso.
Desça a escadaria e, para além do poço de maré, pode usufruir de um acesso ao mar. Volte depois de novo ao caminho, e siga até à zona balnear das Arinhas.
Mais à frente encontra a Casa do Pico e o Museu do Queijo do Pico, propriedades do Alvião.
Siga pela estrada da direita, e encontrará a Igreja de São João e a capela do Império do Espírito Santo. Continue sempre no caminho junto ao mar, seguindo pelo Caminho Velho (de pé-posto), que o leva ao Moinho da Ponta Rasa. Siga pela direita, na direção das Lajes. Mais à frente, entre no caminho de terra à direita. Esta zona denomina-se Mistério da Silveira, consequência da erupção vulcânica de 1720.
Siga pela estrada de terra batida, entrando numa vereda de costa. Volte à estrada e mais à frente encontrará a zona balnear da Fonte. Este local é amplamente reconhecido pelas características únicas da água que dali brota. Continue o percurso pelo caminho junto ao mar, e encontrará o poço de maré do Rego, bem como uma pequena zona de lazer. Depois de passar um aldeamento turístico, faça um desvio para percorrer a Canada Pau Rodrigues. Ao chegar à Estrada Regional, vire à direita e termine o trilho junto à Capela do Espírito Santo, erguida em 1723, no seguimento de uma promessa feita para que a erupção vulcânica de 1720 não atingisse o lugar da Silveira. Consulte o mapa do percurso pedestre e faça download do trilho GPS.
Direitos de Autor: Gerbrand Michielsen” retirado de http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/misterios-do-sul-do-pico, onde também consta para download o mapa do mesmo em carta militar e o ficheiro para gps.

Depois de 3 subidas seguidas ao Pico, finalmente surgiu a oportunidade de fazer outro trilho no Pico e melhor que isso, um percurso novo para nós e bem perto de casa.

Desta vez a organização esteve a cargo do município das Lajes do Pico e como guia o amigo e fotografo Pedro Silva.IMG_3574-001

A afluência não foi grande (inclusivamente da nossa parte pois só foi o Nuno) mas como já referimos muitas vezes antes, preferimos caminhar em grupos pequenos. Começámos por volta das 18:00 para escapar ao calor mas mesmo assim este fez-se sentir. Infelizmente e à semelhante de muitos outros percursos nos Açores, grande parte do traçado está sobre estrada asfaltada ou caminho de terra batida, sendo frequente a passagem de veículos, no entanto, durante o percurso passamos por vários campos de cultivo, vinhas, poços de maré, construções de pedra e bastantes zonas balneares que se pode utilizar para refrescar quando o calor é intenso e se dispõe de bastante tempo para o passeio. De salientar um curto tramo perto do final feito sobre rocha, um lugar muito bonito e com vista para as Lajes. Não fizemos todos os desvios a todas a todas as zonas balneares nem às casas museu do Alvião, até porque já estavam fechadas mas havemos de lá voltar com mais tempo.

Foi a primeira vez que tivemos oportunidade de participar mas a vontade é de seguir esperando que estas iniciativas sejam recorrentes.

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São João: Companhia de Baixo
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Os participantes

domingo, 6 de julho de 2014

Pico: PR4PIC – Subida ao Pico

Passaram duas semanas e voltámos a subir o Pico, agora com um casal de surfistas espanhóis, sendo também a segunda subida para a Xana com apenas 13 anos… está a tornar-se um hábito.

Tendo em conta que da última vez esperámos quase duas horas ao frio na cratera pelo nascer do sol, decidimos sair de casa uma hora mais tarde. O problema é que apanhámos nevoeiro cerrado em quase todo o caminho até à casa da montanha atrasando-nos meia hora… da casa da montanha para cima tudo limpo.

Fomos subindo a passo bastante calmo, com uma curta pressão final a fim de garantir o que nos propusemos, ver o sol aparecer na linha do horizonte e foi mesmo no limite, apenas 5 minutos antes. Não se conseguiu ver qualquer das outras ilhas do grupo central, apenas nuvens e pequenas partes da ilha do Pico mas foi algo diferente do que tínhamos visto até então.

Comemos, fez-se a voltinha do costume na cratera e regresso a casa, com uma pequena paragem na Furna de Frei Matias.

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Nascer do Sol (esq.) e Nuvens (centro esq., centro dir. e dir.)
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Nuvens
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O ponto mais alto de Portugal… um ferro enferrujado (esq.) e e Nuvens (centro esq., centro dir. e dir.)
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Nuvens
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Flores (esq.) e “Descendo à casa da Montanha” (centro e dir.)
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Furna de Frei Matias