quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pico - PR2PIC: Caminho dos Burros

Exatamente um mês após o nosso último passeio, voltámos às caminhadas no Pico, desta vez repetindo o caminho dos Burros.

É dos melhores trilhos da ilha, daqueles em que podemos caminhar vários quilómetros sem ser por estrada, mas também a tem.

A parte inicial na zona alta da ilha e a parte final por canadas apertadas até chegar à baía de canas são muito bonitas.

No fim houve tempo para um mergulho numa das raras praias de areia da ilha (não mais que 30 m de frente) e por fim tivemos oportunidade de ver um ninho de cagarro com um pequenote lá dentro.

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Planalto Central
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Cedro-do-mato (juniperus brevifolia) e respectivo parasita espigo de cedro (arceuthobium azoricum) (esq.), Cedro-do-mato (juniperus brevifolia) (centro) e Urze (erica azorica) (dir.)
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Musgo (esq.) Rebento de trepadeira (centro) e Canada (dir.)
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Baía de Canas

Se quiserem ver mais informação sobre o trilho podem consultar a nossa publicação anterior:
http://acaminharpor.blogspot.pt/2008/05/pico-pr2pic-caminho-dos-burros.html ou http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/caminho-dos-burros


Nota: este não foi o trilho que registamos no nosso gps no entanto como já existem vários no wikiloc decidimos não publicá-lo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ciência Viva– Geodiversidade da Costa Sul do Pico

Já nos questionávamos há algum tempo que atividades constariam do programa Ciência Viva no Pico mas, por alguma inércia nossa nunca chegámos a procurar… sorte ou não uma amiga publicou essa mesma lista  para os Açores no mês de Julho e justamente iria haver algo interessante por cá (procurem que há muitas atividades pelas ilhas todas até Setembro). É sempre bom um pouco mais de ciência e quando é sobre o local onde vivemos e como se formou ainda melhor.

Pelas 9:00 reuniram-se todos os inscritos para uma viagem histórica de barco pela costa Sul da Ilha do Pico (mais ou menos entre a Calheta e São Caetano), com duração de aproximadamente 3 horas e explicação contínua do Geólogo especialista na matéria Paulino Costa, num barco da Aquaçores. Muita informação foi passada e provavelmente haveria tema de conversa para pelo menos outra viagem de igual duração: tipos de vulcões, falhas, tipos de lava, últimas erupções e grutas foram alguns dos temas abordados.

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Vigia da Queimada (esq.), Pico e Castelete (centro) e Filão de Lava (dir.)
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Perfil do terreno (esq.) e Grutas (dir.)

Não fosse este um passeio suficientemente interessante, e não estivéssemos nós na ilha por excelência para observação de cetáceos,  houve ainda tempo para dois curtos desvios no encontro de duas espécies distintas de golfinhos: os grampos, golfinhos de riso ou moleiros (Grampus griseus) e os golfinhos pintados do atlântico (Stenella Frontalis), justamente em época de reprodução, sendo possível ver algumas crias muito pequenas e ainda duas tartarugas boba (Caretta caretta).

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Golfinhos pintados do atlântico - Stenella Frontalis (esq.), Moleiros - Grampus griseus (centro) e Tartaruga boba - Caretta caretta (dir.)

Resumindo, foi um passeio muito bom e com elevado potencial como oferta turística caso se entenda tornar algo aberto ao público… venham mais iniciativas destas.

domingo, 20 de julho de 2014

Pico: PR15PIC - Mistérios do Sul do Pico

Características do Percurso (adaptado de www.trails-azores.com)

Ilha: Pico; Dificuldade: Baixa; Extensão: 8,5 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

“O trilho “Mistérios do Sul do Pico” inicia-se no Parque Florestal de São João, passando por dois Mistérios (São João e Silveira). A denominação “Mistérios” refere-se aos campos de lava decorrentes das erupções históricas que ocorreram nas ilhas, para as quais os habitantes não tinham justificação, sendo por isso mistérios da Natureza.
Siga pelo caminho de terra batida à direita da zona dos churrascos. Entre logo a seguir no caminho de terra à esquerda. Este caminho leva-o ao poço de maré da Baía do Arruda (à esquerda). Siga por este caminho e encontrará a zona de lazer e balnear da Ponta do Admouro. Desça a escadaria de pedra até à zona de lazer, e volte à estrada pelo acesso principal, seguindo pela direita. Mais à frente encontra o poço de maré do Verdoso.
Desça a escadaria e, para além do poço de maré, pode usufruir de um acesso ao mar. Volte depois de novo ao caminho, e siga até à zona balnear das Arinhas.
Mais à frente encontra a Casa do Pico e o Museu do Queijo do Pico, propriedades do Alvião.
Siga pela estrada da direita, e encontrará a Igreja de São João e a capela do Império do Espírito Santo. Continue sempre no caminho junto ao mar, seguindo pelo Caminho Velho (de pé-posto), que o leva ao Moinho da Ponta Rasa. Siga pela direita, na direção das Lajes. Mais à frente, entre no caminho de terra à direita. Esta zona denomina-se Mistério da Silveira, consequência da erupção vulcânica de 1720.
Siga pela estrada de terra batida, entrando numa vereda de costa. Volte à estrada e mais à frente encontrará a zona balnear da Fonte. Este local é amplamente reconhecido pelas características únicas da água que dali brota. Continue o percurso pelo caminho junto ao mar, e encontrará o poço de maré do Rego, bem como uma pequena zona de lazer. Depois de passar um aldeamento turístico, faça um desvio para percorrer a Canada Pau Rodrigues. Ao chegar à Estrada Regional, vire à direita e termine o trilho junto à Capela do Espírito Santo, erguida em 1723, no seguimento de uma promessa feita para que a erupção vulcânica de 1720 não atingisse o lugar da Silveira. Consulte o mapa do percurso pedestre e faça download do trilho GPS.
Direitos de Autor: Gerbrand Michielsen” retirado de http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/misterios-do-sul-do-pico, onde também consta para download o mapa do mesmo em carta militar e o ficheiro para gps.

Depois de 3 subidas seguidas ao Pico, finalmente surgiu a oportunidade de fazer outro trilho no Pico e melhor que isso, um percurso novo para nós e bem perto de casa.

Desta vez a organização esteve a cargo do município das Lajes do Pico e como guia o amigo e fotografo Pedro Silva.IMG_3574-001

A afluência não foi grande (inclusivamente da nossa parte pois só foi o Nuno) mas como já referimos muitas vezes antes, preferimos caminhar em grupos pequenos. Começámos por volta das 18:00 para escapar ao calor mas mesmo assim este fez-se sentir. Infelizmente e à semelhante de muitos outros percursos nos Açores, grande parte do traçado está sobre estrada asfaltada ou caminho de terra batida, sendo frequente a passagem de veículos, no entanto, durante o percurso passamos por vários campos de cultivo, vinhas, poços de maré, construções de pedra e bastantes zonas balneares que se pode utilizar para refrescar quando o calor é intenso e se dispõe de bastante tempo para o passeio. De salientar um curto tramo perto do final feito sobre rocha, um lugar muito bonito e com vista para as Lajes. Não fizemos todos os desvios a todas a todas as zonas balneares nem às casas museu do Alvião, até porque já estavam fechadas mas havemos de lá voltar com mais tempo.

Foi a primeira vez que tivemos oportunidade de participar mas a vontade é de seguir esperando que estas iniciativas sejam recorrentes.

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São João: Companhia de Baixo
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Os participantes

domingo, 6 de julho de 2014

Pico: PR4PIC – Subida ao Pico

Passaram duas semanas e voltámos a subir o Pico, agora com um casal de surfistas espanhóis, sendo também a segunda subida para a Xana com apenas 13 anos… está a tornar-se um hábito.

Tendo em conta que da última vez esperámos quase duas horas ao frio na cratera pelo nascer do sol, decidimos sair de casa uma hora mais tarde. O problema é que apanhámos nevoeiro cerrado em quase todo o caminho até à casa da montanha atrasando-nos meia hora… da casa da montanha para cima tudo limpo.

Fomos subindo a passo bastante calmo, com uma curta pressão final a fim de garantir o que nos propusemos, ver o sol aparecer na linha do horizonte e foi mesmo no limite, apenas 5 minutos antes. Não se conseguiu ver qualquer das outras ilhas do grupo central, apenas nuvens e pequenas partes da ilha do Pico mas foi algo diferente do que tínhamos visto até então.

Comemos, fez-se a voltinha do costume na cratera e regresso a casa, com uma pequena paragem na Furna de Frei Matias.

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Nascer do Sol (esq.) e Nuvens (centro esq., centro dir. e dir.)
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Nuvens
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O ponto mais alto de Portugal… um ferro enferrujado (esq.) e e Nuvens (centro esq., centro dir. e dir.)
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Nuvens
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Flores (esq.) e “Descendo à casa da Montanha” (centro e dir.)
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Furna de Frei Matias

domingo, 22 de junho de 2014

Pico: PR4PIC – Subida ao Pico

Três semanas depois, nova subida ao Pico, desta vez na companhia do nosso “surfista” polaco Karol e uma comitiva de Lajenses.

Começámos novamente de noite, mas desta vez bem cedo… pelas 2:00 partimos, chegando à cratera debaixo de muito frio, antes das 4:30… a Mónica quase uma hora mais tarde pois acompanhava uma das pessoas do grupo que estava com cãibras. Foi tão cedo que havia que esperar duas horas pelo nascer do Sol. Juntámo-nos todos, descansámos, comemos qualquer coisa e já com alguma luz subimos o piquinho onde esperámos os últimos minutos.

Haviam algumas nuvens que reduziam a visibilidade mas davam uma misticidade ao momento…  São Jorge saindo do meio da bruma, Graciosa bastante ténue no horizonte e Faial apenas descoberto na zona da Caldeira.

Visto o nascer do Sol e tiradas as fotos da praxe foi tempo de descer, regressando à casa da Montanha ainda de manhã.

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Pico apontando o horizonte (esq.), A prova de que o sol é uma estrela, e de 6 pontas (centro) e Pico e São Jorge (dir.)
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São Jorge (esq.), Pico e Faial (centro) e Planalto central do Pico (dir.)

Note-se que desde o dia 1 de Junho há que pagar a subida, 10€ sem guia, 2,5€ com guia (mais preço do guia) e 5€ com cartão amigo do parque, para residentes no Pico.

domingo, 1 de junho de 2014

Pico - PR4PIC: Subida ao Pico

De volta ao Pico tivemos uma grande surpresa…

Em Julho de 2011 saía um casal de França, em Março de 2012 saímos nós de Portugal, ambos cruzaram o atlântico, nós de avião eles à boleia num veleiro, chegando à América do Sul.
Cruzámo-nos em Maio de 2012, vivemos e voluntariámos juntos na construção de uma casa de barro em Tumbaco, no Equador… conhecemo-nos e fizemo-nos amigos.
Separamo-nos duas semanas depois seguindo cada um a sua aventura, eles de bicicleta e nós de autocarro… cada um à sua velocidade, cada um com um plano distinto.
Chegámos à ecoescuela El Manzano e fomos ficando até que recebemos mensagem destes nossos amigos , dizendo que estariam perto e estavam dispostos a pedalar mais 90km para nos visitar… tinham passado 8 meses.
Fomos destacados para trabalhos distintos por isso não tivemos tempo para por a conversa em dia. No dia seguinte seguiram viagem… nós ficámos mais 8 meses na Ecoescuela.
Pouco tempo antes de sairmos comunicámos a esclarecer algumas dúvidas sobre os nossos próximos destinos, locais onde eles já tinham passado.
Eles seguiam de bicicleta, nós tínhamos mudado para a modalidade boleia.
A amizade valeu-nos alojamento em Chaltén na Argentina, onde passámos o Natal de 2013 na companhia de uma família fantástica, que também os tinha recebido.
Em Março de 2014 regressamos a casa de avião terminando 2 anos de viagem, sabendo que regressariam a França em Maio, novamente à boleia de um veleiro, com paragem obrigatória no meio do atlântico, Açores.
Último dia de Maio, dois anos depois de nos conhecermos, um ano e quatro meses depois de nos encontrarmos pela última vez, recebemos a seguinte mensagem pelo facebook: “Chegámos à Horta”

Tivemos o prazer de receber em nossa casa a visita dos nossos amigos Maxime e Sophie, e levá-los ao topo do Pico na madrugada seguinte, com um clima fantástico… Era a 7ª ascensão do Nuno e a 5ª da Mónica, anteriormente tínhamos subido sempre em Agosto, mas nunca tivemos tanto calor como desta vez, céu limpo podendo ver-se centenas de estrelas durante a subida e as 5 ilhas do Grupo Central já de manhã, vento nulo e por toda a cratera saia fumo que ajudava a aumentar a temperatura. Resta dizer que igualámos o recorde de tempo da última vez, mas desta subimos de noite, 2H30 para subir.


Nota: Trilho similar ao efectuado por nós, já existente no wikiloc

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Quase no topo com o amanhecer a chegar… a sombra do Pico e o Faial ao fundo
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Do Topo de Portugal, vista para Este (esq.) e para Oeste (dir.), já com a sombra apenas na cratera e Faial ao fundo.
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Vista para Norte: São Jorge e Graciosa (esq.) e São Jorge Graciosa e Pico (dir.)
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Madalena e Horta
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Cais do Pico (esq.) e Lajes (dir.)
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Lagoa do Capitão (esq.) e Pastagens (centro e dir.)
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Cratera

Por azar, era o primeiro dia do ano em que se pagava para subir… 10€ para quem vai sem guia e 2,5€ para quem vai acompanhado.

Descida a Montanha visitámos as lagoas, almoço e tempo de levar os amigos ao barco para seguirem a sua viagem de já quase três anos, agora de regresso a casa.