quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

AS – 10/13 – Chile XII – Carretera Austral 1 – PN Queulat

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Este post marca a nossa entrada na Ruta 7, chamada Carretera Austral, estrada de 1195km que liga a cidade de Puerto Montt até à Villa O`Higgins. Pensada como forma de desenvolver e conectar todos os povos até Sul esta estrada tornou-se um dos maiores pontos turísticos do Chile pela beleza do entorno ao seu traçado, percorrida principalmente por pessoas em mota, bicicleta, à boleia ou mesmo a pé.

Em viajem anterior a Puerto Montt, em Março de 2013 chegámos a fazer os primeiros 60km, voltando agora à mesma e entrando directamente no km 281, evitando alguns ferrys morosos e caros. A nossa ideia seria chegar ao final da mesma cruzando directamente à Argentina ou devido ao preço elevado do transbordo final e ao facto de se fazer uma grande travessia a pé (com tudo às costas), chegar apenas até Caleta Tortel, no km 1077.

 

28/11/2013 Futaleufu – Queulat

Saímos de Futaleufu e justamente antes de chegarmos ao local onde decidimos pedir boleia já tínhamos uma carrinha parada à nossa espera. Levou-nos até Puerto Ramirez . Aqui já tivemos que esperar mais um pouco, dando pelo meio para tomar o pequeno almoço, até que parou uma carrinha que nos proporcionou a boleia mais impessoal até aqui, as duas senhoras falaram somente entre si dos amigos, dos companheiros de trabalho e do que fizeram no último mês e a única pergunta que nos fizeram foi se podiam fumar… nem a habitual de onde são, em todo o caso ficámos mais que agradecidos por nos levarem até Santa Lucia, o nosso primeiro ponto da Ruta 7 denominada Carretera Austral .

Aqui sim tivemos dificuldades: parámos num ponto e víamos sair muitos carros um pouco mais à frente; aí fomos mas começaram a sair carro ainda mais a frente; aí fomos mas todos faziam parte das empresas que estão a cargo da pavimentação da estrada, agora de pedra, e só nos fariam alguns km deixando-nos a meio da obra. Depois de algumas horas os trabalhadores aconselharam-nos a avançar mais um pouco até a um local onde se param momentaneamente os carros pois só se pode circular alternadamente em cada um dos sentidos. Resultou, ao fim de 15 minutos uma carrinha de turistas franceses, já sobrelotada, nos deixou subir com tudo à caixa (o que não é permitido) e levou-nos pelos 68km de pedra e de sofrimento para as nossas nádegas, até La Junta.

Já tínhamos avançado bem mais de 120 num dia mas a ideia era chegar ao Parque Nacional Queulat 47km a Sul.

Numa gasolineira íamos perguntando se alguém ia para Sul sem grande sucesso. Em todo o caso um senhor informou que nos podia levar no dia seguinte pelas 8:30 indicando-nos onde poderíamos acampar pela noite. Já era alguma segurança mas decidimos, como antes, definir uma hora limite de espera… depois de algum frio, veio vento e muito mais frio e justamente em cima da hora um senhor, sem pedirmos, perguntou se íamos para Sul… melhor não podia ser. Já lhe tínhamos pedido boleia em Santa Lucia mas andava em manutenção de maquinas e só tinha conseguido sair do trabalho ao fim do dia. Conversámos bastante, ofereceu-nos bolachas e levou-nos ao interior do parque, garantindo que tínhamos onde acampar, fazendo para isso um desvio, mesmo sabendo que tinha mais 3 a 4 horas de viagem até casa.

Foi montar a tenda comer algo e dormir.

29/11/2013 Ventisqueiro Colgante

O dia começou cedo, pelas 8 já caminhávamos com a ideia de fazer todos os percursos deste sector do parque pois sabíamos serem todos curtos.

Logo nos primeiros metros de caminho havia indicação de um trilho que não tínhamos conhecimento... fizemos logo o desvio. Foi curto o passeio pois ao fim de 500 metros este estava vedado indicando manutenção do troço restante (que chegaria ao vale do rio Ventisquero). Em todo o caso o “nosso” final correspondia a um miradouro do qual pudemos ver pela primeira vez o Glaciar Ventisqueiro Colgante.

De volta ao caminho original seguimos para mais 4 percursos:

O primeiro, mais longo, com destino a um miradouro mesmo à frente do glaciar, onde de vez em quando soava o gelo a quebrar-se como se fossem trovões. No miradouro comemos e ficámos mais de uma hora observando muitos pássaros que passavam bem perto de nós.

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Pássaros: 13:25 Chucao (esq.), 13:26 Hued Hued (centro esq.), 13:49 (centro dir.) e 19:57 (dir.)

O segundo à laguna Témpanos originada pelas águas do glaciar

O terceiro, interpretativo com vários placards informativos sobre a zona, chamado circuito do aluvião.

E o quarto até novo miradouro para o glaciar.

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Ventisquero Colgante: 10:32 Vista do primeiro miradouro (esq.), 12:58 Vista do Miradouro do segundo percurso (centro) e 15:22 Vista Laguna Témpanos (dir.)

Em qualquer destes havia sempre que penetrar em bosques muito bonitos onde presenciava a Nalca, planta comestível que conhecemos em Chiloé mas que não tínhamos tido oportunidade de comer.

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Nalca: 09:53 Planta (esq.) e 11:23 Pormenor da folha (dir.)

Terminamos os percursos cedo, de tal modo que perguntámos se seria possível acampar noutro sector do parque, adiantando um pouco mais a viagem.


(carregue para ver os percursos no wikiloc)

Sendo a resposta negativa aí ficamos uma noite mais e para jantar preparámos arroz com lentilhas onde a novidade foi o facto de lhe adicionarmos Nalca para provar... o sabor cítrico do talo foi uma boa adição à comida.

30/11/2013 Bosque Encantado

O plano do dia era conseguir boleia até outro sector do parque, fazer ai uma caminhada e seguir para o parque seguinte... Rio Simpson

Desde o parque de campismo até à Ruta 7 ainda fizemos uns 3km com tudo as costas. Enquanto esperávamos que alguém nos levasse veio falar connosco uma miudita da casa em frente... primeiro muito curiosa,depois contou a vida toda da sua família, depois começou a chamar-nos de 2 em 2 minutos para que víssemos ou fizéssemos algo, inclusivamente escrevemos uma carta ao pai natal ditada por ela... já só queríamos que algum carro passasse.

Veio um camião mas infelizmente era de transporte de combustível (não podem levar ninguém) e além do mais já vinha alguém ao lado do condutor mas, antes de nos apercebermos destes dois factos ainda esboçámos um sinal...na realidade o camião parou, perguntaram de onde éramos e encontraram lugar onde colocar as mochilas e nos mesmos.

Entre muita conversa e um bocadito de chocolate que nos deram, os 33km até ao ponto de partida do trilho Bosque Encantado passaram rápido.

O primeiro a fazer foi encontrar lugar onde deixar as mochilas grandes para podermos fazer o percurso...um buraco debaixo de uma grande árvore tombada pareceu-nos o sitio perfeito.

Ligámos o GPS mas não havia forma de este conseguir satélites... decidimos avançar marcando posteriormente o regresso.

O bosque é fantástico... os muitos verdes, os ribeiros, os líquenes, musgos, cogumelos e outras plantas que fazem das árvores maiores a sua casa.

Conseguimos sinal GPS, mas com pouca precisão, no entanto ao encontrarmo-nos com uma rocha grande seguimos um caminho em grande subida pela sua esquerda que nos levou a nenhum lado... apenas pedras e arbustos muito difíceis de passar... perdemos quase uma hora sem avançarmos quase nada e o GPS não ajudava mostrando que ora estávamos à esquerda ora à direita do trilho que devíamos seguir, mudando a nossa posição mesmo sem nos mexermos.

Lá no fundo víamos gente chegar a grande pedra e seguir através desta e não por onde estávamos... provavelmente estariam certos por isso decidimos descer.

Tanto dissemos mal do GPS que este “decidiu” enganchar-se no ramo de um arbusto e ficar por ai. Resultado, depois de descer quase tudo tivemos de voltar a subir para o procurar, por sorte com sucesso.

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Bosque encantado: 12:53 (esq.), 12:56 (centro esq.), 12:58 (centro dir.) e 13:01 (dir.)

De regresso a grande rocha cruzámo-la e seguimos no caminho certo que nos levava a cruzar um rio. Pelo nome do trilho pensávamos que apenas andaríamos pelo meio do bosque e no fim teríamos um miradouro ... estávamos bastante enganados e ainda bem... depois de uma curta subida final chegámos a base de um glaciar com uma lagoa com cascatas e ainda blocas de gelo, simplesmente fantástico.

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Glaciar e Lagoa no fim do percurso: 14:30 (esq.), 14:46 (centro esq.), 14:57 (centro dir.) e 15:02 (dir.)

O regresso foi muito menos atribulado e o GPS decidiu finalmente funcionar.


(carregue para seguir o traçado do percurso no wikiloc)

De volta a estrada almoçámos e conseguimos subir ao primeiro carro que passou, que nos levou até a reserva nacional Rio Simpson.

Aqui perguntamos onde acampar e que fazer... nenhuma das respostas foi animadora: a acampamento mais próximo era a 3km e que em todo o parque apenas havia um trilho e só de 2km. Seguimos as indicações mas passamos o camping acabando por acampar já a meio do trilho pois já se fazia tarde.

AS – 10/13 – Chile XI – Reserva Nacional Futaleufu

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Depois de uma visita sem grande sucesso pelo Parque Nacional Los Alerces onde não tivemos acesso a quase nada, veio novo regresso ao Chile, agora mais a Sul que nunca, com o objectivo de fazer boa parte da famosa Carretera Austral - Ruta 7, com uma pequena parage m antes na vila fronteiriça de Futaleufu.

Com quatro boleias e tramites fronteiriços chegámos à vila de Futaleufu cerca das 13h30, o posto de turismo só abria ás 15h assim que aproveitamos o tempo para almoçar, depois a Mónica foi à CONAF pedir informação sobre os trilhos da Reserva e inspeccionar os campings da zona, depois foi a vez do Nuno ir de compras aproveitando para ver mais alguns campings. No posto de turismo vimos que existiam ainda mais trilhos mas decidimos fazer apenas os da reserva e aproveitar a tarde para colocar a escrita em dia. Terminamos indo para o último parque que o Nuno tinha visto, um camping no jardim da casa de um casal de velhinhos que nos disponibilizavam banho de água quente, uma cozinha e uma “question” que tinham instalado á pouco tempo que era nem mais nem menos que um router.

27/11/2013 Reserva Nacional Futaleufu

Saímos cedo do camping Laguna Espejo que fica mesmo em frente da respectiva lagoa, a qual bordeamos pelo interior até à estrada, seguimos pela ruta 231 até ao desvio para a ponte Jelves onde nos tinham levado no dia anterior a ver a força do rio Futaleufu... seguimos pelo caminho vecinal Rio chico até à administração do parque (7km da vila), tendo feito um pequeno troço à boleia oferecida por um camião de transporte de areia.

Na entrada não encontrámos ninguém assim que decidimos seguir caminho e depois de umas voltas encontrámos o caminho de acesso aos miradouros “El Piedrero” e “El Condor” o segundo já a uma altura de 732msm, com uma subida bastante íngreme mas de fácil acesso... onde aproveitámos para almoçar enquanto esperávamos o avistamento de Condores que nunca se quiseram mostrar... depois de uma horita baixámos e seguimos um trilho até outro miradouro designado de “Piedra ventosa” com um vento que fazia jus ao seu nome.

De regresso encontrámos o guarda parques a quem deixámos os nossos nomes e seguimos até ao parque de campismo completando uns 22,5km.(seguir trilho em wikiloc)

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13:15 Vista Rio Futaleufu  desde ponte Jelves (esq.), 09:12 LAguna espejo (centro) e 11:23 Mirador El Piedrero (dir.)

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12:04 Mirador El Condor (esq.), 12:04 Cerro Teta (centro) e 12:06 Mirador El Condor (dir.)
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14:26 Mirador Piedra Ventosa (esq.), 14:32 Mirador Piedra Ventosa (centro) e 15:03 Sapo (dir.)

domingo, 8 de dezembro de 2013

AS – 9/13 – Argentina VIII – Bolson e Parque Nacional Los Alerces

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Chegando a Bariloche pela noite ficámos no terminal que, de acordo com as pessoas a quem perguntámos não fecharia... afinal fecha e por volta da meia noite os seguranças nos informaram disso mas por boa vontade nos deixaram ficar em zona neutra: nem dentro da gare de passageiros, nem no exterior, mas sim numa antecâmera por sorte com aquecimento.

Pela manhã saímos cedo cruzando toda a cidade em direção à saída pela Ruta40 que passa por El Bolson na esperança de uma boleia... procurámos o local ideal, mudámos de posição várias vezes e ao final de mais de 2 horas de espera apanhámos o autocarro até ao nosso destino.

Enquanto procurava alguma informação eis que a Mónica se cruza com um casal que no dia anterior tínhamos visto em Entre Lagos pedindo boleia. Estes, com mais paciência, ou talvez sorte, tinham conseguido fazer todo o trajeto à boleia. Ele Chileno, ela adivinhem... PORTUGUESA e do Porto, não estamos sós... Acabámos por ficar bastante tempo à conversa mas como tínhamos planos distintos eles seguiram viagem.

Aqui passámos quase uma semana, dando para rever bastantes amigos conhecidos aquando do Bioconstruyendo em Fevereiro, para dar uma pequena ajuda nos seus projetos e para conhecer outros.

Antes de sair de El Bolson, aconselharam-nos a verificar informações sobre o Parque Nacional Los Alerces pois haviam rumores que não se poder entrar ou acampar aí pela quantidade exagerada de ratos. Assim fizemos, confirmava-se a informação de existirem muitos roedores mas os campings e o parque estariam abertos.

 

23/11/2013 Bolson-PN Los Alerces

esperamos 10 min até alguém nos levar até El Hoyo, daqui mais de 2 horas para que nos levassem de camião a um cruzamento no meio da montanha, mais 10 minutos e parou uma família simpática no seu carro mais que velho que ainda tivemos de empurrar para que nos levasse até Cholila, de onde meia hora bastou para entrar em novo carro com destino a Villa Rivadavia, a apenas 11km do parque, com dois professores locais. Estes ainda nos mostraram onde poderíamos acampar grátis caso não conseguíssemos transporte até ao parque. Voltaram a referir o problema do parque com os ratos e que deveríamos perguntar ao motorista do mini bus onde poderíamos acampar. Perguntamos mas dada a resposta pouco esclarecedora nem entrámos no transporte. Tentámos saber mais alguma informação mas apenas nos falavam que não se podia acampar por causa dos ratos.

Decidimos esperar por boleia até as 20 e justamente quando já pensávamos ir para o camping livre pára uma carrinha que nos leva ao parque, preocupando-se de fazer algumas paragens para ver se conseguíamos alguma informação.

Cedo reparámos que todos os edifícios do parque apresentavam um cerco de 40cm de altura em todo o seu entorno em chapa de zinco, para evitar passagem de ratos.

Deixaram-nos no Lago Verde onde deveriam existir vários parques de campismo. Descemos até a casa do guarda parques já debaixo de chuva intensa. Queríamos saber se podíamos acampar e onde e que trilhos fazer mas ninguém respondia ao bater à porta.

Finalmente a Mónica encontrou um guarda parques que disse não haver nenhum camping aberto ou habilitado para receber pessoas naquele sector mas que nos podia levar ao camping mais próximo em Los Arrayanes.

Durante a viagem aproveitámos para esclarecer as nossas duvidas sobre os ratos, os campismos e os trilhos...

Compilando um pouco a sua versão e toas as outras que fomos ouvindo sobre o assunto, este ano deu-se um acontecimento raro que só acontece de 70 em 70 anos... floresceu em massa a cana de coligue. Como todas as canas são parentes dos cereais gerou-se um incremento exponencial da disponibilidade de alimento para roedores, que responderam rapidamente com uma explosão do seu numero: normalmente existem de 14 a 17 ratos por hectare e atualmente são entre 1500 e 3000. O problema surge pelo facto de alguns destes roedores serem portadores de um vírus, de seu nome hanta, transmissível ao ser humano e mortal em 30% dos casos. Normalmente apenas 8% dos ratos está infectado mas com o aumento da população passou a ser de 20%. Como a abundância de comida dura apenas algum tempo, chega um ponto em que os ratos deixam de ter comida e da-se a “ratada” uma migração em massa em busca de comida que leva a que os indivíduos, no desespero subam a tudo e entrem em todo o lado, inclusivamente se atirem ao rio numa busca de um lugar melhor... sem comer muitos acabam por morrer.

Este vírus transmite-se pela urina e fezes, sensível a luz, calor e vento morrendo em poucos segundos ao ar num ambiente normal... em casos de ambientes mais fechados e frescos e com uma comunidade destes seres tão grande, aumenta a probabilidade de transmissão. Assim sendo, para nosso azar, como medidas de precaução para apenas este ano o parque decidiu fechar todos os trilhos que passam por matas de cana (quase a totalidade dos trilhos) e que sejam mais fechados, deixando apenas alguns pequenos em torno de lagos ou em espaços abertos. Relativamente aos campismos apenas estão abertos os que apresentem medidas como as barreiras que referimos.

Um pouco mais esclarecidos chegámos ao camping Los Arrayanes onde montamos a tenda e comemos um frango assado antes de ir dormir.

 

24/11/2013 Passarela Rio Arrayanes-Lahuan Solitario e Lahuan Viejo

Tão limitados de trilhos fizemos os únicos possíveis deste sector.

Primeiro fomos em direção ao Lago Verde, sendo necessário caminhar quase 4km pela estrada desde o parque de campismo até ao início do percurso. Nesse mesmo caminho vimos um pica pau, dos que não conseguimos ver no parque Conguillio, em todo o caso não o conseguimos fotografar.

Depois de passar uma ponte suspensa começa o trilho que fizemos em sentido contrário ao marcado, pois vimos muita gente e queríamos caminhar sós para tentar ter hipóteses de ver ou fotografar mais animais. Não foi uma grande decisão pois as marcações não estão feitas nos dois sentidos e acabámos por sair do trilho várias vezes ou dar voltas maiores que as necessárias para chegar a um lugar.

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12:01 Lago verde (esq.), 12:01 Pto. Mermoud (centro) e 12:06 Arrayanes (dir.)

A meio do percurso encontra-se um pequeno porto de onde sai uma vez por semana um barco até a uma zona do parque chamada alerzal, onde existe a maior quantidade de alerces, inclusivamente um exemplar com 2600 anos. Até estávamos no dia certo da excursão mas não a fizemos devido ao preço. Neste mesmo porto estava um Guarda Rios (Martin Pescador em espanhol) que se deixou fotografar bem de perto.

Pouco depois do porto finalmente tivemos hipótese de ver um exemplar da árvore que dá nome ao parque, apenas com 800 anos chamado Lahuan Solitário (Lahuan significa Alerce na lingua mapuche e quer dizer velho).

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12:58 Pto. Chucao (esq.), 13:08 Pto. Chucao  (centro) e 13:12 Guarda Rios (dir.)

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Vista de Pto. Chucao: 13:46 (esq.), 13:50 (centro) e 13:53 (dir.)

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13:55 Margem do lago (esq.), 14:05 Vista de Pto. Chucao (centro) e 14:12 Lahuan Solitário (dir.)

Daqui seguimos por uma zona interpretativa com o nome de muitas das plantas até voltarmos a ponte suspensa.

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14:16 Rio Menéndez (esq.), 14:21 Arrayanes  (centro) e 14:22 Arrayanes  (dir.)

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14:48 Chucao (esq.), 14:51 Pasarela Rio Arrayanes  (centro) e 14:53 Rio Arrayanes (dir.)

De salientar ainda a quantidade de ratos que vimos vivos e mortos em todo o percurso...

De regresso ao camping fizemos o percurso Lahuan Viejo, onde o que nos interessou mais foi a quantidade e dimensão dos Arrayanes, árvore de tronco cor de canela.

Voltamos ao parque de campismo para ver uns domos que lá existiam e arrumamos as mochilas para seguir viagem até outra zona do parque, Villa Futaleufquen, onde poderia ser que existissem mais percursos para fazer.

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15:02 Pasarela Rio Arrayanes (esq.), 15:46 Papagaio (centro) e 16:15 Arrayanes (dir.)

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16:28 Arrayanes (esq.), 16:36 Arrayanes (centro) e 16:48 Lahuan Viejo (dir.)

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16:57 Arrayanes (esq.), 17:03 Arrayanes (centro) e 17:27 Camping Arrayanes(dir.)

Decidimos esperar boleia até as 20:00, se não voltaríamos ao camping... esperámos... esperámos e já quando desesperávamos de frio, um pouco depois das 20:10 parou um carro que nos levou, assegurando-se as pessoas que ficaríamos num camping.

Montámos a tenda mesmo ao lado de uma tomada e vimos um filme enquanto comíamos um pouco do frango do dia anterior com arroz e chapatis (uma espécie de pão na chapa).

 

25/11/2013 Laguna Larga-Pinturas Rupestres-Puerto Limonao

Dormimos bem e muito, quase até as 11:00 e tivemos uma boa notícia antes de sair do campismo. O responsável do parque tinha chamado para as informações e ao que parecia todos os trilhos estariam abertos. A boa notícia não durou muito pois fomos tentar pedir algum mapa e contradisseram tudo e que só haviam 5 trilhos abertos. Um só de 10minutos mas que ficava longe, um de dia todo que nem constava dos panfletos ou mapas informativos e que também ficava longe e três outros, também curtos que decidimos fazer.

Começamos pelo mais extenso que segue por estrada de terra até uma lagoa já fora do parque. Embora conste dos panfletos, o início não está sinalizado por isso andámos as voltas por algum tempo antes de o iniciar. Não foi muito interessante, exceptuando o facto de além da lagoa se poder ver uma cascata um pouco antes.

Depois seguia-se o Sendero Pinturas Rupestres de apenas 800m, não sendo suficientemente curto interditaram grande parte do mesmo, restando apenas 150m o que já não se deveria considerar um percurso. Ao menos deu para ver as pinturas.

Por fim o trilho até ao porto Puerto Limonao, entre a estrada e as margens do lago Futeleufquen, o mais interessante, não só pelo bosque mas principalmente pelo casal de pica-paus que nos entreteve por mais de um quarto de hora.

Para regressar apanhámos nova boleia que nos deixou mesmo a entrada do campismo.

Fizemos jantar e dormimos cedo pois no dia seguinte havia que despertar para arrumar tudo e voltar ao Chile.

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11:28 Bandurria (esq.), 12:15 Lago Futeleufquen (centro) e 13:09 Cigarra (dir.)

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13:33 Laguna Larga (esq.), 13:37 Laguna Larga (centro) e 14:01 Cascata (dir.)

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15:30 coligue (esq.), 15:32 Pinturas rupestres (centro) e 16:51 Pica-pau (dir.)

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17:37 Pto. Limonao (esq.), 18:16 Ganso (dir.)

26/11/2013 Argentina – Chile

Despertámos bem cedo pois tínhamos ainda um largo percurso até entrar de novo no Chile por estradas pouco movimentadas, assim que possíveis grandes tempos de espera.

Caminhamos desde o parque de campismo Maitenes onde havíamos passado as últimas noites até á estrada 71. Poucos minutos depois já um empreendedor de Futaleufquen nos levantava até ao cruzamento com a estrada que conecta as cidades de Esquel e Trevelín, , nao sem antes nos explicarem mais uma versão do problema da floração massiva do coligue e se assegurarem de que sairíamos do veiculo com o percurso estudado até Futaleufu. . Esta estrada muito movimentada em que a maioria dos carros passa a grande velocidade, no entanto um pouco depois parava uma senhora acompanhada do seu filho, que quis ver os mapas que tínhamos e nos perguntava porque não tínhamos casa nem carro. A bondade patagónica fez-se uma vez mais sentir quando fizeram um desvio de alguns quilómetros para nos deixarem já fora da cidade. Foi posar e levantar as mochilas pois o veiculo seguinte nos levou à bifurcação da estrada que nos levaria à fronteira. Depois mais alguns minutos justo nos levantam dois senhores de Futaleufú, que nos levaram diretamente à vila, passando connosco as fronteiras e esperando-nos para os devidos tramites.. na vila ainda nos foram mostrar a casa de um deles onde tinha construído umas paredes de barro e garrafas de vidro bem como uma ponte onde o rio corre com imensa velocidade formando uma bonita paisagem .

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10:49 Rio à saída do Parque Alerces (esq.), 10:54 Aguilucho (dir.)