domingo, 17 de novembro de 2013

AS – 10/13 – Chile IX – Parque Nacional La Campana: Palmas de Ocoa

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Justamente quando tínhamos decidido sair de El Manzano vinha fim de semana largo e com isto subida exponencial dos preços dos autocarro... resultado: decidimos adiar uma semana mais e com isto foram surgindo propostas para nos entretermos. Primeiro convidaram-nos a passar uns dias em Quilpue, aproveitando para rever a nossa amiga Carolina, depois, já que passaríamos por Santiago e estaria a decorrer um curso de permacultura, convidaram-nos a dar a aula de construção natural e energia.

Saímos de El Manzano dia 30 de Outubro, pela tarde e noite demos a aula em Santiago na casa de verão do antigo ditador Pinochet, onde reencontrámos vários amigos que não víamos há mais de 2 meses. No dia seguinte seguimos para Quilpue onde ficámos vários dias basicamente a descansar e comer.

04/11/2013

Foi dia de acordar cedo para ir à Reserva Nacional La Campana, mais concretamente na zona de Palmas de Ocoa, para conhecer a rara e endémica palma chilena (Jubaea chilensis).

Esta palmeira, além de exclusiva do Chile, tem como particularidades o seu grande porte, mas este é conseguido através de um crescimento bastante lento. Do mesmo modo atinge a maturidade apenas depois dos 80 anos, altura em que que se verifica um estreitamento do tronco e começa a produção de côco. Embora o sabor seja exatamente igual ao do coco que conhecemos, o fruto desta palmeira parece uma miniatura com apenas 1cm de raio.

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Palma Chilena (Jubaea chilensis)

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Palma Chilena (Jubaea chilensis)

Foi um passeio distinto sendo os participantes 3 adultos e 3 miúdos com menos de 6 anos (5, 3 e 6 meses). Como tal estariam excluídos grandes percursos. Em todo o caso a ideia era caminhar algo.

Chegados ao parque primeiro havia que preparar toda a logística para os meninos. Passada esta fase, começámos a caminhar e ao final de 100 metros o bebé chorava com fome e o Tin não queria caminhar porque tinha um espinho na mão.

Resolvido o imbróglio conseguimos terminar antes do almoço o percurso Sendero El Quillay com aproximadamente 1km.

Fizemos pic-nic e antes de partir para novo mini percurso o pequeno Valentim deu as suas primeiras pedaladas sozinho, acompanhando o seu primo Anaru que o tinha conseguido umas semanas antes.

Pela tarde, enquanto os restantes saíram para o Sendero Palmalillo de 700m o Nuno saiu correndo para fazer o Sendero La Cabra (1,5km) e o Miradouro El Almasijo e apanhar os restantes no regresso.

Além da Palma Chilena conhecemos mais algumas espécies locais como: o cacto Quisco Chileno (Echinopsis chiloensis), Espino (acacia caven), Colliguay (Colliguaja salicifolia), Chagual (puya), Salvia Macho (Colliguaja salicifolia).

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Quisco Chileno (Echinopsis chiloensis)

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Chagual

No que toca a animais vimos e ouvimos muitos pássaros, 2 tipos de lagarto e Degus (Octodon degus), algo entre um hamster e um esquilo.

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Lagartixa (esq.), Lagarto (centro) e Pássaro (dir.)

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Degu (Octodon degus)

Aqui ficam os traçados dos percursos feitos:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

AS – 10/13 – Chile VIII – A PEDALAR pelo Salto del Itata

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27/10/2013

Voltando a El Manzano depois de Puerto Montt estivemos aproximadamente 4 meses quase totalmente concentrados na terminação de duas obras, à exceção de uma visita de médico à Argentina e uma passagem pelo Parque Nacional Laguna de Laja, mencionada na publicação anterior.

Depois de várias visitas aos Saltos de Laja já referidos em posts anteriores, bastante turísticos e a pouco mais de 15km de onde estávamos, faltava-nos conhecer outra cascada, maior, muito menos conhecida, mas muito mais bonita (assim nos diziam) e apenas a 30km de distancia, desta vez com o percurso feito numa nova modalidade, a bicicleta...

Voltando um pouco atrás no tempo resta dizer que o Nuno não sabia andar de bicicleta e que a custo aceitou a proposta da nossa amiga Carolina o ensinar a andar a troco de 1kg de nutella. Alcançado o equilíbrio necessário, treinando à luz da lua (para que ninguém nos visse), em terreno plano e de areia seca, foi recebida e ingerida toda a nutella, com juros (1,35kg), em vários convívios.

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2013/08/23 Pagamento com juros

Como teste final ficou decidido uma visita ao Salto de Itata com os nossos amigos chilenos, Joce e Anibal, também voluntários... mais de 60km de ida e volta maioritariamente de areia solta, gravilha e pedra.

Depois das necessárias verificações e manutenção dos veículos partimos por volta das 9 da manhã.

Aos 7km a primeira paragem, vista para o Rio Laja, até aqui terreno irregular mas não muito complicado... aos 15km vista para a vila de Pangal depois de alguns poços de areia e terreno mais irregular... aos 22km chegámos a Campanário e à estrada, mas não sem antes sofrer mais de 5km de pedra e gravilha solta.

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2013/09/14 16:55 Miradouro Rio Laja (esq.), 2013/10/27 10:44 Primeira paragem no Miradouro do Rio Laja (centro) e 11:17 Árvore voadora no acesso a Pangal de Laja (dir.)
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11:19 A caminho de campanário (esq.), 13:49 El Saltillo (centro) e 13:54 Ferrites (dir.)

Antes de chegar ao Salto, um pequeno desvio ao Saltillo, uma cascada com pouco mais de um metro mas a toda a largura do rio. O que pensávamos ser um local publico estava fechado com portão, cadeado e arame farpado. Tentámos encontrar alguém para perguntar se podíamos passar mas não foi possível. Uma vez que também não tínhamos cadeado para as bicicletas parámos um pouco para decidir: Passámos por baixo do portão, as bicis por cima do arame farpado e estávamos do outro lado. Note-se que no Chile a lei diz que os cursos de água e 80m de margem para cada lado são públicos e como tal devem ter acesso, pelo menos assim nos convencemos a cruzar o portão.

Dado o calor que fazia sentir e a beleza do local decidimos refrescar-nos alimentar-nos e descansar um pouco antes de seguir. Quando já se preparavam para atirar à água chegou o “dono” de moto4 perguntando como tínhamos ali chegado. Deu-nos a sua interpretação da lei (diferente, senão contrária) mas apenas nos avisou que tinha cães maiores que nós e por sorte estavam amarrados, deixando-nos ficar no local o tempo que quiséssemos.

Seguimos então para os quilómetros finais até o Salto de Itata... depois de mais de 30km de areia e pinhal do nada aparece um grande buraco no solo com uma enorme cascata e um perfeito arco-íris. Quase sem visitantes, sem cimento... natureza bem preservada.

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Salto del Itata: 15:48 (esq.), 15:57 (centro) e 18:00 (dir.)

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Salto del Itata: 18:02 (esq.) e 18:27 Visto de uma plataforma inferior (Dir.)

Salto del Itata

Fomos aos vários miradouros, comemos, fomos à “beira do precipício”, baixámos ao rio e por volta das 7 da tarde demos início ao regresso. A última hora já foi feita à luz de lanterna, que não nos ajudava muito com as lombas e poços de areia... enterramo-nos constantemente. Por volta das 22H00, depois de mais de 65km, chegámos à Ecoescuela El Manzano... foi chegar, comer e dormir.

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18:28 Arrayanes (esq.) e 19:05 Escaravelho “Madre de La Culebra” fêmea (Acanthinodera cummingi)

Para ver e descarregar o percurso seguir este link.

domingo, 3 de novembro de 2013

AS – 10/13 – Chile VII – Parque Nacional Laguna de Laja

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17/09/2013

Em véspera festa nacional chilena, o que significa 5 dias de festa por cá, fomos em passeio familiar. Pais, avós, netos e dois Portugueses com destino à neve para a primeira experiencia do mais novo rebento de 5 meses.

Sem trenó, levámos desde plásticos a tampas de caixotes de lixo, passando por uma prancha de madeira para tentar deslizar um pouco.

Entrados no parque, o mais difícil foi encontrar um pequeno pedaço de neve que desse para animar um pouco os miúdos.

O local é muito bonito com a beleza a repartir-se entre a lagoa, demasiado seca para a época e o perfeito cone branco do vulcão Antuco.

Primeiro uma corrida até á margem da Laguna de Laja, principal fonte de abastecimento de água de El Manzano... depois brincar um pouco com papagaio... depois pic-nic e finalmente subir um pouco para alcançar um pedaço de neve... infelizmente durou muito pouco. Depois de uma primeira ronda de deslizes, enquanto o Nuno voltava pela maquina que tinha ficado em baixo, na segunda ronda ... perna partida para a Carolina. Descer a montanha com esta em braços e com a prancha de madeira a fazer de maca, entrar no carro e hospital. Resultado: tíbia quebrada, gesso e esperemos que máximo 6 meses de recuperação.

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13:00 Vulcão Antuco (esq.), 13:30 Argila (centro) e 13:33 Laguna de Laja (dir.)
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13:32 Vulcão Antuco (esq.), 14:00 Papagaio (centro) e 14:10 A família (dir.)
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14:58 Planta (esq.) e 15:01 Laguna de Laja (dir.)
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Laguna de Laja: 13:31 (esq.), 15:02 (centro) e 15:03 (dir.)