segunda-feira, 1 de outubro de 2012

AS - 9/13 - Argentina II - Salta e Cafayate

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11/09/2012

Chegámos de uma longa viagem onde tivemos oportunidade de provar uns deliciosos doces locais denominados Alfajores: Sandes de duas bolachas bastante suaves, preenchidas no meio maioritariamente com doce de leite, mas também com qualquer compota, e banhadas em chocolate...

Uma vez que só iríamos passar um dia em Salta e dado o elevado valor das hospedagens decidimos ir para o parque de campismo municipal, conhecido por ter uma enorme piscina. Seguimos já de noite pela cidade com tudo às costas, para apanharmos um autocarro citadino, de acordo com as indicações dadas primeiro seriam só 5 quadras, depois afinal eram mais 3 e mais 2 e mais uma e meia e mais uma ... mas lá encontrámos a paragem e seguimos para o parque.

Montámos a tenda e fomos dormir.

12/09/2012

Acordámos cedo para visitar a cidade, tendo pela manhã a oportunidade de apreciar a grandiosidade da piscina, que estava vazia. É simplesmente gigantesca, tendo inclusivamente postos de vigia a meio, a qual demora cerca de uma semana a encher.

Com base no mapa fornecido no posto de turismo do terminal traçámos um plano e seguimos para o centro onde nos fartámos de andar.

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11:34 Parque de campismo de Salta (esq.), 16:14 La Legislatura (centro) e 17:55 Iglesia Nuestra Señora de La Candelaria (dir.)

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15:23 Iglesia de San Francisco (esq.) e 16:46 Convento San Bernardo (dir.)

Atendendo ao horário dos autocarros para Cafayate, decidimos ficar mais uma noite seguindo na madrugada seguinte.

13/09/2012

Tivemos de desmontar a tenda e arrumar tudo de noite pois teríamos de estar no terminal pelas 6:50.

Ou de algo comido ou da diferença térmica dentro e fora do saco cama após apenas hora e meia de sono, a digestão do Nuno parou e este não se sentia lá muito bem, aguentando o barco apenas até meio da viagem.

Em Cafayate o Nuno ficou no terminal enquanto a Mónica foi procurar lugar onde ficarmos, tendo sido escolhido o hostal Road Runner onde além de se poder acampar teríamos à nossa disposição cozinha, wifi e tomadas para carregar os equipamentos, mas o melhor de tudo foi o ambiente que encontrámos nos dias seguintes. Tivemos ainda direito a uma explicação detalhada sobre o que ver na cidade e arredores e como o fazer, pelo dono Facundo.

Neste dia apenas planeamos o que fazer nos seguintes, esperando que a situação do Nuno melhorasse.

Enquanto muitos dos hóspedes e responsáveis do hostel se juntaram numa parrillada argentina para o jantar, ficámo-nos por um arroz simples, prometendo juntar-nos num dos dias seguintes.

14/09/2012

Pelas 11h00 saímos em direção ao topo do monte San Isidro para um desnível de mais de 1000m... passando por vinhas, perto das quais se encontravam dezenas de barulhentos papagaios, e por um antigo moinho que, dada a mal sinalização só encontrámos seguindo o canal de água que o abastecia. Este pertence a uma quinta, cujos caseiros, um casal de idosos, simpaticamente nos abriram a porta e explicaram o funcionamento do mecanismo, ainda operacional mas inativo há mais de 30 anos.

Mapa Percurso: 20120914 AS-ARG Cafayate-Cerro San Isidro
Distância Percurso: 19,3km

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11:13 Vinhas (esq.), 11:32 Papagaio (centro) e 12:07 Moinho (dir.)

Continuámos até perguntarmos onde estaria o desvio ao monte. Em vez de nos responderem, a primeira coisa que nos disseram foi que já não tínhamos tempo para chegar ao cume pois quem lá ia começava pelas 7 ou 8 da manhã e já passava do meio dia. Em todo o caso dissemos que íamos até onde desse e a meio tempo de caminhada iniciaríamos o regresso onde quer que estivéssemos...  e lá obtivemos a resposta que queríamos.

O pior, como sempre, foi encontrar o início do percurso marcado. Seguimos um caminho de pé posto, atravessámos o rio pelas pedras e estivemos mais de meia hora em busca do seguimento do trilho e de como subir a margem oposta. Valeu-nos a presença de um local que estava por ali em busca de um cavalo e nos levou a corta mato até ao caminho.  A partir daqui não tivemos qualquer problema pois a marcação existe e em grande número.

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Cerro San Isidro: 12:59 Ribeiro e envolvente (esq.), 13:46 Cara do Índio (centro) e 14:37 Vista para Cafayate (dir.)

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Cerro San Isidro: 14:38 Zoom a Cafayate (esq.), 15:32 Quebrada (centro) e 15:43 Cruz (dir.)

Numa hora e meia chegámos ao cume, onde existe uma cruz metálica e se tem uma vista privilegiada sobre Cafayate. Aqui almoçámos descendo de seguida, sempre pelo caminho marcado, até passarmos por onde o devíamos ter feito na subida.

Após quase 20km percorridos estávamos de volta ao hostal, onde não havendo companhia para partilhar o jantar, fizemos legumes cozidos com beringela grelhada.

15/09/2012

Saímos em direção ao Rio Colorado, o qual iríamos subir em busca de algumas cascatas. Nos 6km até ao início do percurso fizemos um desvio para visitar umas covas com pinturas rupestres. Apenas encontrámos uma cova onde se via uma caravana de lamas pintada.

Mapa Percurso: 20120915 AS-ARG Cafayate-Cascatas Rio Colorado
Distância Percurso: 19,5km

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11:34 Pinturas Rupestres (esq.) e 15:56 Quebrada Rio Colorado (dir.)

Já no local começámos a caminhar sendo desde logo avisados estarmos no caminho errado e que nos deveríamos registar e pagar uma propina de 10 pesos antes de iniciar o percurso, algo perigoso e nada marcado e onde poderíamos também requisitar serviço de guia.

Enquanto nos hostal nos tinham falado de 3 cascatas aqui referiam-nos 4, tendo ficado nós com a ideia que a terceira seria a maior.

Seguimos pelas margens sendo necessário por várias vezes fazer alguma escalada de rochas. Passada a terceira cascata avançámos um pouco mais até a uma pequena piscina onde a Mónica se banhou e almoçámos, descansando quase uma hora antes de voltarmos. Aqui encontrámos ainda uma bonita rela.

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Cascatas: 13:14 (esq.), 13:34 (centro esq.), 13:37 (centro dir.) e 13:44 (dir.)

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14:08 Rela (esq.), 14:20 Queda de água (centro) e 15:56 Corvos marinhos (dir.)

De volta ao hostal, novamente com 20km feitos, deram-nos a infeliz notícia que não tínhamos ido até à última e maior cascata,  e que esta não estava muito longe de onde tínhamos chegado.

Sofremos um bocado para conseguir jantar... como era feriado não conseguimos encontrar nada aberto para comprar algo, nem pão. Juntámos tudo o que nos restava no fundo da nossa mochila e ainda conseguimos fazer uma sopa, pão de alho, e arroz com atum.

16/09/2012

O objectivo do dia era tentar visitar os pontos mais turísticos dos arredores de Cafayate, na reserva da Quebrada de Conchas, sem estarmos inseridos num tour: tendo mais tempo para fotos, possibilidade de caminhar e pagando muito menos.

Assim, fizemos uma lista dos locais que mais nos interessaria visitar (com a ajuda do Facundo) apanhando um autocarro até à mais distante e caminhando, se possível utilizando a boleia, entre as seguintes, sempre na direção de Cafayate.

A primeira surpresa positiva aconteceu à saída do autocarro onde nos ofereceram uma barra de cereais e seguiram distribuindo pelos restantes passageiros. Estávamos a 48km de Cafayate onde se encontra a Garganta del Diablo, uma fantástica obra da erosão. Chegámos antes das multidões, estivemos o tempo que quisemos, tendo oportunidade de subir até ao ponto mais fundo. Enquanto isso chegaram os primeiros tours que não passaram muito da entrada.

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Garganta del Diablo: 9:28 (esq.), 9:34 (centro) e 9:36 (dir.)

O ponto seguinte tem o nome de anfiteatro (47km de Cafayate), de formação similar ao anterior, com a particularidade de reunir as condições ideais para alguns tipos de atuações musicais, comuns no local. No meio dos magotes de gente que já não foi possível evitar conhecemos dois Polacos que estão a dar a volta ao mundo em bicicleta. Mais uma vez tivemos tempo para esperar que todos se dispersassem para algumas fotos sem ninguém.

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Anfiteatro: 10:26 (esq.) e 10:59 (dir.)

Após um episódio de alguma apreensão, pois pensámos ter perdido o GPS na Garganta del Diablo voltando a esta em passo de corrida, estávamos de volta à estrada. O nosso próximo ponto escolhido ficava a mais de 10 km pelo que daria jeito uma boleia. Não foi muito fácil mas conseguimos... melhor, ao deixarem-nos na Yesera, onde não sabíamos se apenas se tirava fotos ou se fazia algo mais, indicaram-nos um percurso para caminhar vale dentro para apreciar mais de perto as diferentes tonalidades das montanhas. Foi uma grande sugestão... aqui ficámos bastante tempo, num local fantástico, que quase ninguém visita...

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11:48 Quebrada das conchas (esq.), 12:20 Boleia (centro) e 12:26 Boleia (dir.)

Mapa Percurso: 20120916 AS-ARG Cafayate-La Yesera
Distância Percurso: 3,8km

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Quebrada das conchas - La Yesera: 13:13 (esq.), 13:16 (centro) e 14:09 (dir.)

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Quebrada das conchas - La Yesera: 14:07 (esq.), 14:18 (centro) e 15:04 (dir.) 

Não tivemos grande sorte com a boleia seguinte, sendo obrigados a caminhar bastante até ao ponto seguinte, passando inclusivamente por outros que tínhamos excluído da lista. Isto gerou algum atraso e ainda nos faltava visitar algo quando passou o autocarro que pensávamos apanhar de regresso a Cafayate (em todo o caso nada preocupante pois podíamos sempre apanhar outro autocarro mais tarde).

Chegámos às ventanas, rocha com buracos formados pela erosão, onde estava um casal de holandeses que amavelmente se ofereceu para nos levar a Cafayate... perfeito.

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Quebrada das conchas: 16:39 Ruta 68 (esq.), 16:16 Formações rochosas (centro) e 16:21 El Obelisco (dir.)

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Quebrada das conchas: 16:43 Formações rochosas (esq.) e 16:47 La Ventana (dir.)

Chegando cedo tínhamos tempo para ir visitar uma das adegas e provar o vinho local, nada que fosse muito do nosso interesse mas, já que é grátis e poderíamos ter algum termo de comparação com as portuguesas, lá fomos... acompanhados de um casal de franceses que estava hospedado no nosso hostel e tinham feito o mesmo percurso que nós mas de bicicleta.

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Bodega Vasija Secreta: 17:59 (esq.) e 18:09 (dir.)

Como era Domingo estava novamente quase tudo fechado, sendo muito difícil conseguir arranjar os ingredientes necessários à ementa que tínhamos prometido aos donos do hostel. Tivemos de correr pelas poucas lojecas abertas comprando uma coisa numa, outra noutra e lá conseguimos umas coisitas, depois inventando um pouco mas lá conseguimos fazer pão de alho, legumes com natas e leite creme.

17/09/2012

Com uma hora de sono, despertámo-nos pelas 3:30 para desfazer a tenda e arrumar as mochilas, saindo pouco depois até à agência de autocarros que nos levaria a Sul... ou às ruínas de Quilmes (ideia que descartámos atendendo às experiências anteriores com ruínas na Argentina e Chile)... ou a Tucuman (opção tomada).

Chegámos de madrugada ao terminal de Tucuman e aqui passámos todo o dia, esperando o autocarro pela noite à cidade de Córdoba. Por curiosidade, depois de passarmos por quase todas as empresas, com preços similares, encontrámos uma agência que nos propôs vender-nos bilhetes a preço de estudante, num autocarro com serviço executivo... mais por menos dinheiro... excelente!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

AS - 10/13 - Chile I - San Pedro de Atacama

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08/09/2012

Com quase 3 horas de atraso lá chegou o autocarro que proporcionaria a nossa primeira incursão no Chile. Não estamos acostumados a viagens longas de autocarro de dia, nem de tirar fotos nas mesmas mas, desta vez a paisagem quase nos obrigava a sacar da máquina. Passámos em zonas mesmo muito bonitas, incluindo perto do vulcão Licancabur, situado na fronteira com a Bolívia, onde tínhamos estado em Junho de 2011, durante o Tour do Salar de Uyuni.

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Viagem Purmamarca - San Pedro Atacama: 12:09 (esq.), 13:03 (centro), 15:46 (dir.)

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Viagem Purmamarca - San Pedro Atacama: 15:48 (esq.), 15:50 (centro esq.), 16:02 (centro dir.) e 16:47 Vulcão Licancabur (dir.)

Na aduana Argentina não tivemos nenhum problema mas ao chegarmos a San Pedro de Atacama, tiraram-nos todas as sementes que havíamos recolhido e temos vindo a carregar desde a Ciudad Perdida, na Colômbia. Não fosse isto suficiente, no meio da confusão perdemos as que estavam trabalhadas.

A primeira hora e meia foi gasta na  busca de lugar para dormir... muitíssima oferta mas a preços bastante elevados para o que estamos acostumados. Nós e o mexicano Erick ficámos num dormitório no hostel Intipara e as brasileiras Sheila e sua mãe, que acedeu ao pedido da filha em experimentar uma viagem como mochileira, seguiram para um lugar mais cómodo.

Instalados, saímos em busca de informação e do que fazer nos dias seguintes. Como todos tínhamos interesses diferentes acabámos por reservar visitas a lugares distintos. Como tínhamos estado na Bolívia o ano passado e feito o tour do Uyuni, passando na fronteira a aproximadamente 10km de San Pedro de Atacama, já tínhamos visitado lugares semelhantes aos que nos eram oferecidos. Tentámos assim jogar com os preços e horários e ainda fazer algo por nós, escolhendo fazer um tour Pelo vale da Lua, incluindo o que seria a nossa estreia na atividade de Sandboard e ainda um Tour pela laguna Cejar e arredores.

Já bastante tarde tentámos procurar lugar económico para jantar... seguimos a sugestão da Sheila no restaurante Delicias del Carmen, mas  prato referido já tinha acabado pelo que acabámos por procurar outro lugar...  no hostel a Sheila aguardava por nós para dar uma volta pela vila e ir até um bar, seguindo alguns músicos que nos prometeram tocar algumas melodias... mas que só o fizeram depois de muita insistência nossa, principalmente da Sheila... viemos posteriormente a saber que o grupo se denominava Amillarai.

09/09/2012

Apenas com tours pela tarde, saímos a pé para visitar as ruínas de Pukara de Quitor. Para o que se pode ver, e comparando com todas as ruínas por nós visitadas no Perú, a entrada foi caríssima, pois não se vê mais do que alguns muros destruídos.

O principal propósito deste complexo Pré-Inca, além de habitacional, era a de uma fortificação de defesa face a eventuais atentados bélicos, localizada num posto estratégico, na encosta de um monte. A maioria das habitações apresenta um só espaço, algumas estão divididas em dois.

Ainda no complexo seguimos até a dois miradouros, o pequeno museu local e ao pequeno jardim designado de Plaza de Quitor.

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Pucara de Quitor: 11:36 (esq.), 11:50 (centro) e 12:09 (dir.)

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Pucara de Quitor: 12:40 (esq.), 12:49 (centro) e 12:17 (dir.)

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Miradouro: 12:27 (esq.), 12:43 (centro) e 12:41 (dir.)

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Atacama: 12:27 (esq.), 12:37 (centro esq.), 12:26 (centro dir.) e 13:31 (dir.)

No regresso viemos a passo de corrida pois tínhamos ainda de almoçar antes de seguir para o nosso tour e ainda não estávamos muito certos de qual o fuso horário de San Pedro: o nosso telemóvel e computador indicavam uma hora mais que na Argentina e Bolívia, pelo menos referindo-se à capital Santiago, o GPS que nos indica a hora recebida por satélite também nos dava uma hora mais mas, aparentemente não há qualquer alteração de hora relativamente aos países vizinhos.

Às 15:00 reuniram-se todos os participantes que tiveram de carregar uma prancha da oficina da agencia até ao nosso transporte. O primeiro destino seria o Valle de la Muerte, cujo nome foi aparentemente mal colocado devido à má pronuncia de quem o denominou assim pela primeira vez. Diz a história que um Frade Belga ao chegar ao vale achou que tinha a aparência da superfície de Marte (não se sabe como sabia ele do aspecto da superfície de Marte), denominando-o de Vale de Marte mas, ao chegar a San Pedro, o seu mau espanhol levou a que todos entendessem que o nome seria Vale da Morte. Neste lugar existe uma grande duna de areia na qual se faz sandboard. Depois de uma muito curta introdução fizemo-nos à duna, primeiro a medo, muito devagar e mesmo assim com quedas, mas depois, já sabendo que a areia era tão fofa como um colchão, cada vez mais depressa. O mais chato é o facto de não haver forfait e como tal temos 25 segundos de descida, e depois uma penosa subida de quase 10 minutos. Ainda assim fizemo-lo pelo menos 10 vezes cada um, tendo adorado.

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Sandboard - Valle de La Muerte: 17:02 (esq.), 17:03 (centro), 17:47 (dir.)

Video do Sandboard, gravado pela agência ATACAMA INCA TOUR

Video do Sandboard, gravado por nós + Actuação dos grupo Amillarai


Com areia em todos os recantos do nosso corpo e roupa, seguimos para a visita a umas grutas de sal e finalmente ao Valle de La Luna, para ver o pôr do Sol, acompanhado de um Pisco Sour, bebida alcoólica local, cuja invenção é disputada por Chile e Peru.

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Grutas de Sal: 18:41 (esq.), 18:43 (centro) e 18:46 (dir.)

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Pôr-do-Sol Valle de La Luna: 19:02 (esq.), 19:03 (centro) e 19:03 (dir.)

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Pôr-do-Sol Valle de La Luna: 19:07 (esq.), 19:07 (centro) e 19:25 (dir.)

Regressados ao hostel fizemos frango estufado com pimento e arroz e uma sopa ficando a conversar até tarde com o Erick que tinha ficado a repousar durante a tarde.

10/09/2012

Foi a nossa vez de ficar a repousar no hostel enquanto o Erick saiu pelas 4 da manhã para o seu tour aos geisers.

Ficámos a organizar coisas até à 15:30, hora em que saímos para a agência onde reservámos o tour à Laguna Cejar.

Enquanto esperávamos o guia ficámos a falar com a senhora que nos tinha vendido os lugares e que tinha ficado entusiasmada quando dissemos ser portugueses dizendo que a viagem dos seus sonhos seria ir aos Açores...passámos-lhe o link do nosso blog para sonhar um pouco mais.

Chegado o guia Augusto seguimos. O primeiro ponto foi a laguna Cejar onde as pessoas se podem banhar, flutuando facilmente devido à elevada concentração de sal. Em quase toda a sua extensão não tem mais de 50cm de profundidade mas em alguns pontos o fundo parece de desaparece, vendo-se um redondo buraco negro. Neste meio aparentemente difícil para viver encontrámos uns bichitos parecidos com crustáceos que aqui abundam, servindo inclusivamente de alimento para os flamingos e que lhes dão a cor rosadas (destes apenas vimos alguns ao longe).

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16:23 Último Algarrobo (árvore) do Salar de Atacama (esq.) e Laguna Cejar: 16:38 (centro esq.),16:39 (centro dir.) e 16:40 (dir.)

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Laguna Cejar: 16:46 (esq.), 16:53 (centro) e 17:04 (dir.)

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Laguna Cejar: 17:03 Crustáceos (esq.), 17:04 Crustáceos (centro esq.), 17:18 (centro), 17:22 (centro dir.) e 17:23 (dir.)

Seguimos para dois poços cuja origem não se tem a certeza ser natural ou humana devido à sua simetria verticalidade e profundidade. A estes chamam os Olhos do Salar de Atacama. À semelhança da laguna de Cejar a Mónica também mergulhou.

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Ojos del Salar: 18:07 (esq.) e 18:18 (dir.)

Por fim dirigimo-nos ao último ponto, mais uma lagoa mas com localização estratégica, onde o reflexo das montanhas envolventes é perfeito nomeadamente ao pôr do sol. Tivemos novamente direito a Pisco Sour, agora acompanhado de alguns snacks. Enquanto disfrutávamos da paisagem fomos conversando com o guia, o qual descobrimos estar apenas de passagem por San Pedro de Atacama, estando a realizar uma longa viagem de bicicleta com destino final no Alaska, tendo feito uma paragem para juntar mais algum dinheiro. Acabámos por falar dos nossos dotes culinários e este ficou muito entusiasmado propondo fazermos algo juntos, coisa pouco provável pois aparentemente este não tinha disponibilidade nesta noite e já seguiríamos viagem pela manhã do dia seguinte.

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Espelho de Água: 18:57 (esq.) e 18:59 Licancabur (dir.)

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Espelho de Água - Pôr-do-Sol: 19:21 (esq.), 19:21 (centro esq.), 19:27 (centro dir.) e 19:29 (dir.)

Chegados ao hostel começámos a cozinhar massa com legumes e queijo tendo sido surpreendidos pela namorada do Augusto que nos vinha convidar para jantar. Acabámos de cozinhar, deixando uma doze para o nosso amigo mexicano e seguimos com o tacho até sua casa. Passámos uma agradável noite com este e seus amigos. Pediram-nos para fazer leite creme, e fizemo-lo mas, pela primeira vez o resultado não foi o melhor: o gosto ficou mas em vez de creme podíamos beber o pudim... aparentemente nem nós nem o Augusto sabemos fazer leite com leite em pó.

11/09/2012

Acordámos cedo para fazer as malas à pressa antes de apanhar o autocarro até Salta na Argentina, dando pela falta das sementes trabalhadas e nossa navalha.

Mais uma vez com atraso considerável chegou o autocarro e seguimos de volta à Argentina.