terça-feira, 18 de setembro de 2012

AS - 9/13 - Argentina I - Tilcará e Purmamarca

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05/09/2012

Chegámos à Fronteira (lado Boliviano) mais cedo que o previsto. Apesar do motorista o tentar evitar, o nosso autocarro foi invadido por muitos vendedores de bilhetes para todos os lados da Argentina, muitos mas nenhum para onde queríamos... Tilcará.

Pela informação aqui obtida seria mais económico atravessarmos a fronteira por nossa conta e depois apanhar um autocarro local para o nosso destino de onde tentaríamos averiguar a ida direta para San Pedro de Atacama, no Chile.

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6:27 Saída da Bolívia (esq.) e 6:27 Entrada Argentina (dir.)

Fomos ao terminal e encontrámos transporte. Seguimos então para Tilcará em 4 horas de viagem. Chegados a Tilcará, demo-nos conta que os autocarros para o Chile não passavam diretamente por aqui mas era possível comprar os bilhetes até São Pedro de Atacama, com passagem na vila próxima de Pumamarca, pelo que decidimos ficar uns tempos pois havia ainda bastante que visitar. Só o caminho de chegada pela quebrada Humahuaca e a própria localização da vila tem interesse, principalmente pelas formações rochosas respectivas variedade de cores e pelos cactos (Cardones), que dão madeira para a construção local.

Fomos ao posto de turismo e depois procurar lugar para dormirmos. Já alojados no hostel El Cardón, seguimos até ao restaurante mais barato que encontrámos, comendo um enorme menu de bife de alpaca grelhado, com pizza e empanada de entrada, sopa pão e sobremesa... simplesmente delicioso.

Reservámos os bilhetes para San Pedro de Atacama e para aproveitarmos o tempo, fomos ao museu de arqueologia local cuja entrada é comum às ruínas de Pukara, a visitar no dia seguinte. Por sorte, neste caso, na Argentina nunca há troco em lugar nenhum e só pelo facto de pagarmos o valor certo fizeram-nos o preço de Argentino, metade. Aqui as lojas preferem inclusivamente não vender algo que tentar procurar troco ou quem lhes troque uma nota nas raras moedas locais.

Fomos às compras e ao jantar voltámos a fazer, dois meses depois, um leite creme, que partilhámos com o dono do hostel, músico de profissão e que nos prometeu avisar se tivesse concerto nos dias seguintes.

06/09/2012

Saímos a pé do hostel seguindo as indicações do nosso GPS que nos levaram à Garganta do Diabo. Aqui pagámos a entrada e ofereceram-nos um prospecto do local. Visitámos o desfiladeiro e seguimos até à cascata.

Mapa Percurso: 20120906 AS-ARG Tilcará GargantaDelDiablo-Cascada-Pukara
Distância Total: 10,8 km (começo no centro de Tilcará e término à saída de Pukara)

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Dia 05/09/2012 16:24  Igreja Tilcará (esq.) e Dia 06/09/2012 10:29 Garganta del Diablo (centro) e 11:07 Cascata (dir.)

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Retorno percurso à Garganta del Diablo: 11:57 (esq.), 11:58 (centro) e 11:59 (dir.)

Não nos apetecia voltar pelo mesmo caminho e no GPS tínhamos uma alternativa que inclusivamente tínhamos visto enquanto fazíamos o caminho mas, faltáva-nos o acesso. Sabíamos que o trilho estava a menos de 50 metros em planta mas só víamos as paredes do desfiladeiro à frente. A solução seria escalar... assim fizemos.

Quase a chegar a Tilcará desviámos às ruínas de Pukará onde nos deram mais um prospecto. Começámos a visita, mas cedo nos desanimámos: primeiro pois muito do que existe foi reconstruído, não se sabendo a fidelidade ao traço original dessa reconstrução; mas principalmente porque no topo foi construído um monumento em memória dos arqueólogos pioneiros no local, destruindo-se para o efeito alguns dos edifícios originais, para utilização da pedra e uma praça Inca. Não fosse suficiente destruir-se vestígios arqueológicos para a construção de algo em memória de alguém que lutou contra isso mesmo, o monumento representa uma pirâmide truncada, que nada tem a ver com as antigas culturas do local.

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13:23 Habitação Pré-Inca (esq.) e 13:31 Monumento em homenagem aos Arqueólogos que trabalharam no local (dir.)

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13:39 Corrais para Lamas (esq.), 14:07 Interior de casa Inca e interior de teto (centro) e 14:23 Fóssil de planta (dir.)

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14:25 Centro cerimonial (esq.) e 14:40 Cemitério (dir.)

Talvez ainda com mazelas dos 9 dias de caminhada em Cusco os nossos pés não aguentavam muito mais, por isso fomos para o hostel onde passámos o resto do dia.

Ao fim do dia o dono Rene, não tendo concerto marcado acabou por tocar um pouco para nós, umas belas melodias andinas, na sua quena (flauta).

07/09/2012

Saímos em direção ao terminal mas por 15 minutos perdemos o autocarro a Purmamarca e tivemos de esperar 2 horas pelo seguinte.

Chegados a Purmamarca foi a sequência do costume: posto de turismo, busca de lugar onde dormir, pequeno passeio pela vila e caminhada pelo cerro colorado no sopé do qual foi erigida a vila. É uma caminhada curta mas as cores das montanhas são simplesmente fantásticas.

Mapa Percurso: 20120907 AS-ARG Purmamarca CerroColorado
Distância Total: 2,8km

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15:11 Iglesia de Pumamarca (esq.), 15:17 Vila e Cerro (centro) e 15:36 Cerro Colorado (dir.)

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Cerro Colorado: 16:00 (esq.), 16:01 (centro) e 16:05 (dir.)

Aqui encontrámos um mexicano, Eric, que tínhamos conhecido no hostel El Cardón de Tilcará e com quem seguiríamos viagem no dia seguinte a San Pedro de Atacama.

08/09/2012

Acordámos cedo para fazer todo o caminho a pé até à paragem do autocarro. A luz do nascer do sol nas montanhas do cerro colorado realçava ainda mais o contraste das suas cores.

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Cerro Colorado: Dia 07/09/2012 16:15 (esq.) e Dia 08/09/2012 8:16 (centro) e 8:28 (dir.)

Esperámos quase duas horas pelo bus quase sempre na companhia do Eric, ao fim de 3 dias ainda nos conhecíamos apenas pelas nacionalidades.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

AS - 8/13 - Bolívia - La Paz e Sucre

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02/09/2012

Não tínhamos grandes planos para a Bolívia uma vez que por lá já tínhamos passado 3 semanas, um ano antes. Em todo o caso havia algumas coisas na lista a visitar e muitas outras que também nos interessam mas hão-de ficar para uma próxima.

Depois de uma longa viagem desde o Peru, durante a qual apenas ao fim de algumas horas de puxar pela memória nos lembrámos do nome e morada do Hostal onde tínhamos ficado, chegámos a La Paz e apanhámos táxi para o mesmo. Fomos jantar no local mais próximo.

03/09/2012

Não que as cidades sejam algo que nos interesse muito mas após termos passado mais de 5 dias por La Paz, era-nos estranho não conhecermos a praça central... nada de especial mas foi o nosso objectivo do dia.

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13:28 Aviso no restaurante onde almoçámos (esq.) e Plaza de Armas: 14:13 Palácio Presidencial (centro) e 14:16 Catedral (dir.)

Pela tarde fomos para o terminal apanhar autocarro desde a sede de poder executivo, legislativo e eleitoral, La Paz até à verdadeira capital Sucre, sede dos órgãos judiciais.

Antes ainda comprámos amendoins com sal, torrões, banana frita... que vício!

04/09/2012

Sucre é chamada a cidade branca e pelo que se pode ver pelos edifícios do centro faz algum sentido.

Chegámos pela manhã e provavelmente de algo comido no dia anterior o Nuno fez da casa de banho do terminal um local várias vezes revisitado... para juntar a isto, cada visita era paga.

Enquanto isso a Mónica revia os planos e decidimos seguir viagem no próprio dia até à fronteira com a Argentina, dando por terminada a passagem pela Bolívia.

Seguindo indicações do posto de turismo e do nosso guia dirigimo-nos rapidamente para o centro afim de ainda conseguir lugar no suposto único transporte até ao parque cretácico Cal Orko. Chegámos a tempo mas no local descobrimos que havia outro transporte 7 vezes mais barato... infelizmente também tínhamos comprado o regresso.

No local, não muito barato, podemos ver à distância uma parede vertical com milhares de pegadas de dinossauros. Trata-se de um parque privado pertencente a uma pedreira/cimenteira que, aquando das suas escavações descobriu as pegadas. Dada a verticalidade da parede esta é muito instável e nem com os esforços de manutenção aplicados se impediu o desmoronamento recente de um grande pedaço, prevendo-se que aconteça o mesmo a todo o restante. Existem também alguns placards com informação sobre a formação da região, umas salas com explicações sobre dinossauros, particularmente dos 4 grupos dos quais foram identificadas pegadas e ainda maquetas à escala 1/10 dos dinossauros (no interior) e à escala real (no exterior)... é interessante mas na nossa opinião não vale o preço, principalmente pois de fora do parque (sem pagar a entrada), já se pode ver a mesma parede. Na visita guiada, felizmente incluída na entrada e sem pedincharem por gorjeta, disseram-nos ser mais bonito ver as pegadas pela tarde e, tendo perdido o primeiro autocarro de regresso, ficámos mais um pouco, a Mónica a planear a Argentina e o Nuno no Wc.

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Exemplos dos 4 grupos de dinossauros com registo de pegadas no local: 09:43 Anquilossauro -Couraçados (esq.), 09:47 Abelissauro - Carnívoros - e Iguanodonte Médio -Herbívoros bípedes (centro) e 09:57 Titanossauro - Grandes Herbívoros Quadrupedes (dir.) 

Antes de voltar demos nova vista de olhos às pegadas e seguimos para a praça.

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Pegadas: 12:22 (esq.) e 12:23 (dir.)

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10:03 Parede onde estão todas as pegadas (esq.) e 12:33 Sauro Bus (dir.)

Aqui passeámos um pouco, almoçamos no mercado (a Mónica tripas estufadas e o Nuno uma canja), fartámo-nos de procurar um mero postal do país para pôr nos correios e infelizmente seguimos indicações de locais, mais uma vez do posto de turismo e nosso guia, e fomos visitar o cemitério. Por muito arranjado que seja não gostamos visitar cemitérios, não tendo sido favorecido pela ocorrência de 2 funerais quando passávamos... nem estivemos 10 minutos.

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13:39 Iglesia de San Francisco (esq.), 13:41 Edifício do Exército (centro) e 15:36 Assembleia (dir.)

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Mercado Municipal: 13:44 Área de confeitaria (esq.) e 14:19 O “restaurante” que escolhemos para almoçar (dir.)

Seguimos em Micro (carrinha de 9 lugares) para o terminal e apanhámos o autocarro para Villazón.

AS - 7/13 - Peru X - Puno: Sillustani

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02/09/2012

Pelas 5 da manhã chegámos a Puno, sendo automaticamente abordados por pessoas a oferecerem-nos hostel, tours e bilhetes de autocarro. Não aceitámos nada tendo tentado obter informações de como chegar ao sítio arqueológico de Sillustani e voltar, viajando logo para a Bolívia de seguida.

As mesmas pessoas de antes só punham entraves dizendo ser impossível ou muito caro se não fossemos com eles. Finalmente a Mónica encontrou um taxista que lhe explicou o que tínhamos de fazer... simples e barato. Este levou-nos a outro terminal e seguimos, primeiro num autocarro com direção a Juliaca deixando-nos no desvio a Sillustani e depois na mala de um táxi colectivo até às ruínas, nas margens do lago Umayo.

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8:04 Sillustani (esq.) e 8:10 Igreja de Sillustani (dir.)

Este complexo é quase exclusivamente constituído por monumentos funerários denominados chullpas e outros de função cerimonial, com a particularidade de pertencerem a três culturas distintas: Pukara, Qolla e inca.

As chullpas são distintas de cultura para cultura, sendo de planta maioritariamente circular mas podendo ser quadrangulares.

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Chullpas: 8:34(esq.), 8:53 (centro esq.), 9:13 (centro dir.) e 9:30 (dir.)

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Chullpa Inca - El Lagarto: 08:34 (esq.), 10:34 (centro) e 10:54 (dir.)

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Chullpas Inca: Reconstruídas 09:22 (esq.) e 09:38 (centro) e 09:22 Em ruínas (dir.)

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09:03 Intiwatana (esq.) e Chullpas Inca Rectangulares: 09:48 (centro) e 10:16 (dir.)

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10:21 Chullpa Inca com rampa (esq.) e 10:27 Chullpas Inca (dir.)

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10:30 Chullpas Inca (esq.), 10:49 Chullpas Inca (centro) e 10:55 Chullpa Inca - El Lagarto (dir.)

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Lago Umayo: 10:32 (esq.), 10:35 (centro) e 10:41 (dir.)

No local tivemos também a oportunidade de ver uma espécie de cuy selvagem (cavia aperea), primeiro nas mandíbulas de um gato, mas depois alguns em liberdade.

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Cuy Selvagem: 08:24 Nas mandíbulas do felino (esq.), 08:48 (centro) e 08:50 (dir.)

Visitado o complexo regressámos ao terminal de Puno, de onde saímos às 14:30 para a Bolívia.

Já não nos restavam muitos nuevos soles e gastámo-los até ao último centavo em algo para nós estranho que consiste em milho extrudido (grandes pipocas), massa extrudida (macarrão frito) e dois chocolatinhos locais.