segunda-feira, 18 de junho de 2012

AS - 6/13 - Equador III - Rucu Pichincha

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2012/06/09

Depois de uma fastidiosa semana de trabalho decidimos descansar ao Sábado... não... fomos subir ao topo do vulcão Rucu Pichincha, no alto dos seus 4696m (link do percurso).

Saímos de Tumbaco cedo, apanhando um autocarro até ao Terminal Rio Coca, outro até à estação La “Y”, uns 5 minutos a pé, outro autocarro até à base do teleférico e ainda mais um até à entrada do teleférico... tudo isto perfazendo a módica quantia de 85 cêntimos de dólar por cada pessoa. Para chegar à base do vulcão temos de apanhar o teleférico que custa dez vezes mais que toda a viagem anterior e que nos leva até à cota 4050, vencendo um desnível de quase um quilómetro em poucos minutos. No topo temos uma vista impressionante sobre Quito e podemos comprovar a sua enorme extensão. Neste ponto vemos também muitos aviões passarem a cota mais baixa que nós, levantando ou aterrando no aeroporto da capital equatoriana.

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09:57 Teleférico (esq.) e Vista para Quito no fim de linha do teleférico: 10:06 (centro) e 10:22 (dir.)

Ao contrário do que se passou em quase todos os nossos dias de trabalho, as nuvens cobriam o topo do Rucu Pichincha, algo que não nos impediu de continuar. Começámos a caminhada passando por uma capela e depois sempre para cima durante 2:30 até ao cume, sendo que na última parte quase temos de escalar rocha.

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10:10 Ermita de La Dolorosa - exterior (esq.), 11:11 Ermita de La Dolorosa - interior (centro) e 10:24 Cavalos para aluguer (dir.)

Quase no topo estava um cão que muito gania parecendo que não conseguia descer e já se encontrar por ali fazia muito tempo, vivendo das migalhas dos turistas.

No topo não se via grande coisa por isso decidimos por lá ficar mais de uma hora esperando, juntamente com dois espanhóis, que tivéssemos alguma aberta. Muitos chegaram e desceram enquanto lá tivemos mas compensou... em alguns espaços de tempo conseguimos ver toda a envolvente assim como alguns pássaros que passavam bem perto de nós. No cartaz indicativo da altitude da montanha encontrámos umas chaves de um carro que decidimos levar para baixo e entregar à segurança.

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Vistas do Cume: 13:25 Quito no meio das nuvens (esq.), 13:28 (centro) e 13:51(dir.)
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Fauna no cume: 13:34 (esq.), 13:43 Cadela que encontrámos no topo e nos acompanhou na descida(centro) e 13:59 Rapina (dir.)
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Quito visto do cume: 13:47 (esq.) e 13:48 (dir.)
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13:49 Panorama do topo (esq.), 14:11 Nós, os espanhóis e a Pichincha (centro) e 14:33 Descida em cinza e pedra-pomes (dir.)

Começámos a descer e o cão recomeçou a ganir... tentámos ajudá-lo a encontrar um caminho e, depois de passar a parte mais difícil foi-nos seguindo sempre até ao teleférico. Dado o nosso sentido de originalidade e inventividade demos-lhe o nome de... Pichincha. O início da descida é bastante mais rápido que a subida pois quase fazemos esqui na fofa cinza vulcânica.

Início da descida

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Vistas para Quito na descida: 15:44 (esq.) e 16:11 (dir.)

Panorâmica no topo do Rucu Pichincha

De regresso ao teleférico passámos por um parque de diversões e depois voltámos a Quito descendo numa cabine com alguns dos muitos colombianos que cá estavam para assistir ao jogo do dia seguinte entre o Equador e a Colômbia a contar para o mundial de 2014.

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15:13 Flores (esq.), 16:47 Vista do teleférico para Quito (centro) e 17:00 Parque de diversões Volcano Park (dir.)

No sopé fomos entregar as chaves, ao que o segurança nos disse terem andado à procura das mesmas fazia duas semanas.

Voltámos de autocarro para Tumbaco onde preparámos a nossa visita do dia seguinte a Mitad del Mundo, que como o próprio nome indica, é onde passa a linha do Equador...será???

domingo, 17 de junho de 2012

AS - 6/13 - Equador II - A trabalhar por Tumbaco I

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2012/06/02

Aproveitámos o sábado para descansar, atualizar o blog e dedicar à leitura e fazer algumas compras. No supermercado acordámos aderir ao vegetarianismo por uma semana e, como despedida, fomos almoçar ao KFC. Para jantar e almoço do dia seguinte fizemos legumes estufados com quinoa, que comprámos a granel como muitas outras coisas que aqui se pode comprar.

2012/06/03

Domingo, fomos conhecer o mercado em Tumbaco com os nossos anfitriões, Cecília, Francesco e Rumi... onde mais uma vez a Mónica encontrou Rambutan, que cá se chama de achotillo. Ao fim do dia conhecemos os nossos companheiros de trabalho franceses, Maxime e Sophie, com quem nos demos logo muito bem, começando instantaneamente a dividir tarefas para os dias seguintes, ficando o jantar do primeiro dia  a nosso cargo. O menu foram legumes estufados (não os mesmos do dia anterior) com arroz e batata assada. Sobremesa queijo de cabra e pão caseiro (feito pelo Francesco).

2012/06/04

Iniciamos o primeiro dia de trabalho com um pequeno almoço forte, seguindo a sugestão dos franceses: flocos de aveia com leite e banana. A menos da fruta este passou a ser o nosso pequeno (grande) almoço.

O nosso horário de trabalho seria das 9:00 às 12:00 e das 12:30 às 15:00. Os franceses saíam pelas 8:30 nas suas bicicletas, nas quais tentam atravessar toda a América do Sul e nós à boleia do Francesco um pouco mais tarde. O local tem uma vista fantástica para as montanhas circundantes, nomeadamente o vulcão Rucu Pichincha com 4696 metros, mesmo junto a Quito, cuja subida planeámos fazer no fim de semana seguinte.

Chegámos à obra, tivemos uns dez minutos para conhecer os cantos à casa e começámos logo a fazer cob (6 un areia / 4 un terra / 1 un pedra pomes / palha e muita água). Os franceses que já estavam na sua terceira semana foram os nossos professores e interlocutores com os obreiros, com quem não tínhamos até então muita confiança.

Por sorte neste primeiro dias estavam a decorrer muitos diferentes trabalhos tendo nós tido oportunidade de fazer ou pelo menos aprender como se faz muitas coisas e como está a ser construída a casa.

Resumindo fizemos cob, transportámos cob a balde, colocámos cob nas paredes, começámos a fazer uma “armadura” em guadua (bambu) de uma cinta do primeiro piso para posteriormente ser betonada, vimos como fazer cofragem com guadua e começámos a colocar algumas cofragens.

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15:18 Parede de cob terminada, pronta a receber a viga de cintagem (esq.) e 15:19 Guadua para fazer a armadura da viga (centro) e Armadura executada (dir.)

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11:26 Vista para o vulcão Rucu Pichincha (esq.), 15:20 Paredes de cob e  cofragens em guadua (centro) e 15:22 Estado da obra no final do primeiro dia de trabalho (dir.)

Não estávamos nada habituados a isto, ainda por cima a 3000 metros de altitude... chegámos a casa todos rotos. Note-se que o dia de trabalho acaba com uma caminhada de quase uma hora, aproximadamente 5km, até casa.

O jantar estava a cargo dos franceses que iam fazer lentilhas, no entanto, aproveitando a noite de lua cheia os nossos anfitriões tinham-nos convidado a participar num Temaskal: cerimónia indígena comum na América central e sul, repetida nas noites de lua nova e cheia, com o objectivo de purificação interior.

Antes de sair não tivemos grande tempo e apenas nos tinham avisado que íamos ter muito, muito calor e que devíamos levar roupa de banho.

Chegados à casa onde se iria realizar a cerimónia, ficámos com a ideia de que iriam ser mais europeus que locais... e algumas pessoas pareciam já profissionais no assunto.

No jardim estava uma tenda em forma de iglo com cerca de 9m2 onde iria decorrer a cerimónia e onde teriam de caber as 25 pessoas que lá estavam para assistir e participar, assim como todos os outros utensílios necessários: dois cornos de veado, uma fogueira com muitas pedras, umas plantas e uma tijela com tabaco que todos inalavam... a tenda representa o útero da Mãe Terra, onde nos juntamos todos como irmãos no seu interior.

Começa com a entrada das mulheres que ficam num lado e posteriormente os homens. À porta somos “benzidos” com o fumo de uns incensos e faz-se como se estivéssemos a apanhar o mesmo espalhando pela nossa cabeça e coração.

No interior começa tudo bem, em escuridão total (que continua até ao fim... daí não termos qualquer foto) com o mestre explicando um pouco o que se irá passar, agradecendo a presença de todos. Depois foi a nossa vez de nos apresentarmos e fazermos o mesmo... quase todos agradecem à pachamama (mãe terra).

Sempre que se passa algo  ou alguém diz algo todos respondem “arrô” (talvez o mesmo que amén mas que por acaso tem o mesmo som que alho - ajo - em espanhol) ou algumas senhoras “arrá”.

A cerimónia consta de 4 rondas (vueltas), uma para cada um dos elementos, em cada qual são introduzidas 7 pedras em brasa (agualitas), às vezes incandescentes, cada uma com um nome específico e simbolizando um sentimento/valor representando os 28 dias lunares, nas quais são colocados diferentes incensos naturais (medicinas) à sua entrada, espalhando-se assim o seu odor. As pedras são introduzidas e depois colocadas num oco no centro da tenda com a ajuda dos dois cornos de veado.

Aqui começa a fase difícil... a porta é fechada e começa-se a sentir o calor das pedras. E fazem-se alguns cânticos enquanto se verte água sobre as pedras... o resultado é um bafo de vapor de quase insuportável que parece queimar-nos a pele ou os pulmões quando tentamos respirar... basicamente uma sauna. Depois de uma volta abre-se a porta, “descansa-se” um pouco, entra o tabaco, novas 7 pedras ... e por aí fora. Resta dizer que as pedras das voltas anteriores não chegam a arrefecer muito por isso o calor de cada volta é cada vez maior.

Resultado os corpos de todos pingavam constantemente, havia gente quase a desfalecer. Daqui vem o nome temaskal que significa casa de suar.

No fim, a melhor parte: primeiro porque é um alívio sair do forno; depois porque há comida... tudo natural, orgânico e muito saboroso: bananas, maçãs, peras, laranjas, papaia, cereja chinesa (um fruto novo), uns biscoitos, milho e espécie de tremoços.

Voltámos a casa onde, depois de comermos tudo aquilo, ainda jantámos lentilhas e ovos cozidos.

2012/06/05

Depois de um bom pequeno almoço voltamos ao trabalho em tudo semelhante ao dia anterior... excepto a chuva torrencial, juntamente com forte trovoada que nos acompanhou durante toda a hora de caminho a pé até casa.

O jantar, que estava novamente por nossa conta, foi massa com o resto das lentilhas e nova mescla de legumes, feito com a ajuda do pequeno Rumi.

2012/06/06

Mais do mesmo, com a novidade de aprendermos como se prepara a guadua para colocar na cofragem, amassarmos betão e betonarmos as vigas. Começámos a ganhar a confiança dos restantes trabalhadores que constantemente nos passavam a fazer perguntas e já nos pediam que fizéssemos algumas coisas. Nós também já nos começávamos a habituar ao trabalho forçado e cada vez conseguíamos transportar mais peso de cada vez... um balde cheio de água passou a parecer-nos algo bastante leve depois de pegarmos em centenas de cob e de betão.

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Os trolhas: 10:46 Shô Nuno após betonagem da viga (esq.) 10:47 Shô David... 4 anos mais novo que nós (centro esq.) e 10:51 (centro dir.) e 13:58 (dir.) Shôra Mónica nos seguríssimos andaimes e a amassar cob.

Amassando Cob

O jantar foi puré de batata, cenoura e sambo (uma espécie de abóbora) e uma tarte de brócolos. Como sobremesa empanadas de queijo  e iogurte natural.

2012/06/07

Como quase todos os dias os trabalhadores nos ofereciam sumo para beber decidimos fazer uns brigadeiros de côco para o dia seguinte. O nosso jantar foi “bacalhau” com natas mas... com corgete e cenoura em vez de bacalhau. Tudo isto feito mais uma vez com  a ajuda do Rumi. Quando fomos levar este a casa com um brigadeiro para cada um da família o Francesco alertou-nos para o facto de 27% dos ovos no Equador terem salmonelas e como tal deveríamos arranjar forma de cozinhar os doces... solução: colocámos uns minutos no forno.

2012/06/08

Sendo o dia de despedida da Sophie e Maxime da obra, almoçámos juntamente com os restantes trabalhadores, oferecendo-lhes a sobremesa e os franceses as bebidas.

Neste dia finalmente nos lembrámos de fazer uma estimativa do peso amassado, carregado e elevado nos baldes: Considerando que cada balde leva 10kg de cob (talvez uma estimativa por baixo pois é muito mais pesado que quando está cheio com 7 litros de água), ao terem passado pelas nossas mãos mais de 300 (321 pelas nossas contas), temos mais de 3 toneladas... num só dia.

O fim do dia de trabalho foi um alívio para os nossos braços e costas...

Em jeito de despedida os franceses fizeram crepes salgados e doces como jantar que se realizou na casa da Cecília e Francesco. Infelizmente alguém tinha comprado fiambre e na nossa penúltima refeição antes de terminar a nossa semana de vegetarianismo acabámos por comer carne... Note-se que em 5 dias nós os quatro tínhamos ingerido 2,5kg de aveia, quase só nos pequenos almoços.

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11:02 Mistura de agregados para cob (esq.) e Colunas de madeira para paredes com sistema construtivo tipo bareke 12:58 Almoço com os restantes trabalhadores e despedida da obra por parte dos franceses (centro dir.) e 13:06 Estado final da obra, uma semana de trabalho depois (dir.).

sábado, 16 de junho de 2012

AS - 6/13 - Equador I - Quito Centro I

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2012/05/31

Atravessámos a fronteira a pé, e com tudo às costas, já de noite. Sabendo que o autocarro para a capital teria uma duração de 5 horas deveríamos apanhar o mesmo, o mais tarde possível, para poupar uma noite num hostel. Acabámos por não fazer isso apanhando o autocarro pelas 21:15, pensando que, à semelhança de qualquer pequena cidade em qualquer país dos que já conhecemos da América do Sul, Quito, a capital, teria como terminal, um edifício grande onde poderíamos esperar que amanhecesse. Para nosso azar, pelo menos no que diz respeito a esta noite, o sistema de transportes públicos de Quito sofreu uma transformação total desde a publicação do nosso guia, descentralizando o antigo terminal central em muitos outros mais pequenos distribuídos por toda a cidade...

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...resultado disto chegámos a Quito à 1:30 e o terminal não é mais que uma grande paragem de autocarros, só com cobertura, a mais de 2800 metros de altitude, com vento e frio durante a noite. Juntámos os sacos cama e passámos assim a noite. Mal amanheceu descobrimos que havia um hostel a menos de 100 metros do terminal.

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6:29 Noite “aconchegadinhos” no terminal Carcelém, em Quito

Como não tínhamos conseguido confirmar a nossa chegada com antecedência aos nossos anfitriões e “patrões” nas três semanas seguintes, ligámos a informar da nossa localização e a perguntar quando nos poderíamos conhecer. A resposta foi o fim da tarde e como tal guardámos as mochilas no terminal e fomos visitar o centro...

Começamos pela praça São Domingo, subimos até ao Arco de la Reina (em cujo caminho a Mónica reencontrou os deliciosos Rambutan) e depois seguimos até á praça San Francisco.

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10:20 Plaza Santo Domingo (esq.), 10:24 Iglesia de Santo Domingo (centro) e 10:31 Reencontro de rambutan (dir.)

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10:33 Hospital San Juan de Dios (esq.), 10:38 Monasterio de Carmen Alto {centro) e 10:39 Arco de la Reina (dir.)

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Monasterio de San Francisco: 10:47 (esq.) e 10:52 (centro) e 10:54 Plaza San Francisco (dir.)

Tivemos a sorte de passar pelo palácio governamental, na Praça Grande, alguns minutos antes de começar uma visita guiada ao mesmo, grátis e com a oferta de uma fotografia no interior. A nossa roupa de turista não condizia com a de todos os funcionários do local mas lá fomos. Neste visitámos a sala de reuniões, a sala de banquetes, pudemos observar as oferendas de outros países ao actual presidente, fomos à varanda de onde o presidente se dirige ao povo.

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Edifícios Coloniais: 11:00 (esq.), 11:02 (centro) e 11:10 Arco da Catedral (dir.)

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11:13 Catedral (esq.), 11:24 Interior Palácio del Gobierno 11:47 Plaza Grande vista do Palácio del Gobierno (dir.)

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Palácio del Goberno: 11:48 (esq), 11:52 (centro) e 12:03 (dir.)

Ainda passámos por uma basílica mas como não tínhamos muito tempo deixámos para outra altura a subida às suas vertiginosas torres.

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12:36 Basílica del Voto Nacional

Almoçámos e apanhámos 3 autocarros, tal qual sardinhas em lata, mas considerando a quantidade de duas ou três latas numa só, até Tumbaco, para conhecermos os nossos aposentos das 3 semanas seguintes e os nossos anfitriões Cecília, Francesco e Rumi, com quem jantámos massa com beringela e cogumelos e para sobremesa fizemos... leite creme. Ficámos hospedados num anexo à sua casa, provavelmente uma anterior garagem onde foi feita uma cozinha, uma casa de banho e dois quartos, um dois quais já ocupado por um casal de franceses que nos iria fazer companhia durante a semana, mas que se encontrava fora, a visitar as redondezas.

Repondo um bocado a justiça relativamente ao sistema de transporte públicos da capital, temos de reconhecer que funciona muito bem e é extremamente barato com valores de 25 cêntimos de dólar por viagem (incluindo transbordos nas diversas paragens ou terminais) e apenas mais 10 para ir do centro a Tumbaco, onde estamos a viver, que fica a dez quilómetros.

Vamos voltar ao centro brevemente para visitar algumas das coisas em falta...