domingo, 20 de março de 2011

Ponte da Barca: Trilho do Megalitismo de Britelo

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Ponte da Barca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 11 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Circular

“Percurso pedestre de pequena rota (PR), desenvolve-se na Serra Amarela, cujo ponto mais alto é o Coto do Muro a 1361m de altitude. Tem por tema o Megalitismo (expressão utilizada para designar construções pré-históricas, de grandes dimensões, com função religiosa e simbólica) e a arte rupestre (pinturas ou gravuras feitas nas pedras ou em grutas pelos homens da pré-história) na freguesia de Britelo.
Toda a Serra Amarela foi ocupada desde tempos remotos, conhecendo-se hoje vestígios dessa ocupação. Da Idade do Ferro ficaram vestígios do Castro da Ermida; da época romana encontramos os povoados de bilhares, da Torre Grande e do Cabeço do Leijó e a estátua conhecida por Pedra dos Namorados. Em Britelo são os monumentos megalíticos que assumem um maior destaque e cujos diferentes núcleos poderá conhecer percorrendo este trilho.
O percurso tem início na povoação de Britelo, num pequeno largo, junto de um fontanário, Atravesse a aldeia seguindo a sinalética, contorne a igreja e suba a calçada por entre as casas e os campos. Percorridos cerca de 700m vire à esquerda e entre num caminho carreteiro em terra batida. Suba sempre pelo caminho que gradualmente se transforma num estradão florestal que passa, um pouco mais à frente, junto à Chã da Rapada.
Do lado esquerdo do caminho, a cerca de dois metros, existe um afloramento granítico onde poderá observar o primeiro núcleo de arte rupestre. As gravuras, que apresentam símbolos geométricos e covinhas, marcam a ocupação simbólica e ritual deste território na pré-história através de uma linguagem esquemática e minimal.
Volte ao caminho e suba ao longo da encosta. Aqui dominam os matos compostos por urzes (Cytisus sp.). Caminhe até aos 3185m e avistará na margem direita de uma pequena linha de água um tronco de maneio para cavalos (local onde se faz o saneamento dos animais). Um pouco mais abaixo, na outra margem, poderá abastecer-se de água em duas captações ali existentes. Siga a sinalização e 100m depois estará num afloramento granítico onde se encontra um segundo núcleo de gravuras rupestres. Estas gravuras apresentam outro tipo de símbolos, nomeadamente figuras antropomórficas. Aqui, o Homem surge como medida numa aproximação figurativa ao real.
Siga pela estrada florestal até chegar a um bosque, associado a alguns socalcos abandonados e a muros de pedra solta em ruínas, que em tempos foram viveiros florestais. É a altura para uma pausa de descanso e observação. Repare no bosque onde predominam o carvalho alvarinho (Quercus robur), o castanheiro (Castanea sativa), o vidoeiro (Betula alba) e o pinheiro bravo (Pinus pinaster).
Retome o percurso até à Chã da Escusalha. Aqui encontrará um primeiro grupo de monumentos da Necrópole Megalítica de Britelo onde poderá observar quatro antas, uma das quais foi reaproveitada como abrigo de pastores.
No extremo oposto da chã, tome um caminho de pé posto até à ribeira da Abelheira. Continue, agora pela margem direita da ribeira, seguindo o trilho de pé posto por cerca de 500m. Passe para a margem esquerda e continue pelo caminho de pé posto. Junto da ribeira verá, na outra margem, exemplares de património da Idade Moderna: as ruínas de dois moinhos, uma silha (construção circular em pedra para protecção das colmeias), o os primeiros muros e tanques de água dos campos de cultivo.
Continue junto à ribeira, e um pouco mais em baixo, a cerca de 200m, vire à esquerda e siga por um caminho carreteiro, por entre muros. Pouco depois chegará ao Vale da Coelheira onde poderá observar uma outra mancha megalítica, constituída por oito monumentos. Repare na relação estreita entre o território e a implantação dos monumentos funerários, que aqui definem também o limite de um local sagrado, de culto, isto é, uma intrusão primordial da cultura no meio natural aberto à transformação.
Atravesse o Vale da Coelheira e siga o caminho carreteiro até à linha da água. Passe a linha de água e suba até a portela em frente, flanqueada por quatro pinheiros. Passado estes, estaremos na Chã de Cabanos, um outro núcleo megalítico da Necrópole de Britelo. Deste conjunto de monumentos destacam-se a Lapa da Moura, possivelmente o maior monumento funerário megalítico da Serra Amarela. No interior desta anta, que mantém a sua câmara funerária, encontram-se os esteios, vestígios da arte dos construtores de magalitos sob a forma de gravuras e pinturas.
Continue o percurso até ao estradão florestal, vire à direita e desça calmamente, apreciando agora a panorâmica sobre o vale do Rio Lima. O percurso termina novamente na povoação de Britelo, típico povoado de vale. Poderá ainda visitar os outros lugares desta freguesia: Paradamonte e Mosteirô.”

Apesar da descrição pormenorizada o mesmo não acontece com a marcação no local daí ser necessária muita paciência e atenção para conseguir encontrar todos os pontos de interesse que nela são referenciados. Mesmo assim tentámos e não encontrámos uma das 4 primeiras antas na Chã da Escusalha, as ruínas dos dois moinhos, a silha e 2 ou 3 dos monumentos no Vale da Coelheira.
Para juntar ao interesse do passeio no que se refere ao megalitismo, arte rupestre e paisagem, tivemos a sorte de ver alguns répteis que não se veem todos os dias: um fura-pastos (chalcides striatus) e um sardão (lacerda lepida).

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13:24 Sardão – lacerda lepida (esquerda), 13:44 Anta na Chã da Escusalha (centro) e 15:55 Lapa da Moura - Anta na Chã de Cabanos (direita)

terça-feira, 8 de março de 2011

Arouca: PR2 Caminhos do Vale do Urtigosa

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Reduzida/Moderada; Extensão: 11 Km; Tempo: 5h 00m; Tipo: Circular

“O PR2 “Caminhos do Vale Urtigosa” todo ele nas freguesias de Urrô e de Rossas, pode iniciar-se, por ser em circuito, em qualquer uma das localidades por onde passa. No entanto, pela proximidade à EN-224 e pela facilidade de estacionamento junto à Igreja Matriz de Rossas faremos a sua descrição a partir da mesma.
Iniciando então, aqui, a nossa marcha, rumando-se ao lugar de Torneiro, depois de atravessado o rio Urtigosa e um dos seus maiores afluentes: o ribeiro da Escaiba. Nesta parte do percurso podemos observar moinhos ainda em funcionamento, uma bela cascata no ribeiro, além de uma luxuriante vegetação ripícula, da qual se destaca o feto real.
Depois de Torneiro iniciamos suave subida por um estradão florestal, aparecendo-nos à esquerda, depois da curva, um trilho que acompanha uma antiga e lendária levada, da qual pouco resta a não ser alguns vestígios de canos enterrados no seu leito.
Seguimos, subindo suavemente, admirando o frondoso bosque de carvalhos, castanheiros e loureiros, entre outros, que acompanha os ribeiros de Escaiba e de Souto Redondo.
Chegamos, por caminhos cobertos de ramadas, ao lugar de Póvoa. Daqui avista-se maravilhosa paisagem sobre Couto Redondo e o vale do rio Urtigosa, com Rossas ao Fundo. Campos cultivados, socalcos, castanheiros, carvalhos, cerejeiras, caminhos centenários de calçada marcada por carros de bois, testemunho da sua longevidade. É por eles que seguimos até Souto Redondo.
Depois da escola inicia-se a descida para Lourosa de Matos, por um caminho de charneca e depois pelo antigo caminho público.
Em Lourosa de Matos descemos até ao rio Urtigosa, que atravessamos por uma antiga ponte de arco, junto a um núcleo de antigos moinhos de moer cereal e linho.
Segue-se um caminho tradicional acompanhando o rio para jusante. Após 300 metros encontramos uma bifurcação: o caminho mais batido pela direita e o caminho mais mal definido – o antigo – pela esquerda, à nossa frente. Vamos por ele, dando-nos conta, de imediato, que ao nosso lado esquerdo corre uma levada de regadio tradicional. Seguimos o caminho e depois o trilho estreito que acompanha a levada. Sem subir nem descer, à sombra fresca dos castanheiros… rapidamente alcançamos o lugar de Cavada e de seguida a igreja de Rossas, que tomamos como ponto de partida.”

No nosso último dia do fim-de-semana prolongado por Arouca, já com o peso de 3 dias e muitos quilómetros de caminhada decidimos escolher um percurso mais leve. Além de leve não tem grandes pontos de interesse ou de beleza singular. São muitos os quilómetros em estradão e no meio de eucaliptos.

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11:30 Igreja Romana de Rossas (esquerda) e 11:54 Eucaliptos (direita)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Arouca: PR15 “Viagem à Pré-História”

Descrição do percurso retirada do panfleto oficial do mesmo:

Local: Arouca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 17 Km; Tempo: 6h 00m; Tipo: Circular

“O PR15 – “Viagem à Pré-História” tem início e fim no Merujal, junto ao painel informativo ali existente.
Inicia-se a marcha rumo ao parque de campismo e ao parque de merendas e, após uma curva apertada da estrada de asfalto, toma-se à direita um caminho que se dirige para Albergaria da Serra.
Naquela localidade, após a travessia da ponte sobre o Rio Caima, dirige-se para o Cemitério após o qual, na bifurcação imediata, toma o caminho da esquerda, isto é, acompanha o rio no seu pequeno vale encaixado com pequenas courelas em socalcos e azenhas, algumas das quais ainda em funcionamento.
Atravessa-se de novo o Caima agora para a sua margem direita e após contornar um muro de pedra solta, atravessa-se a estrada empedrada num local denominada “Junqueiro”, continuando para Leste, sempre a acompanhar o Caima, que, nesta zona, é ainda um pequeno riacho.
Chegando-se a uma curva em cotovelo de um estradão florestal – no lugar do “Vidoeiro” – toma-se o caminho da direita que, após um troço de calçada muito antiga, nos leva à Portela da Anta.
Junto a esta toma-se um carreiro à esquerda, para Sul, o qual após passar um pequeno ribeiro, se encaminha para uma elevação constituída por um verdadeiro caos granítico. Neste local tem-se uma magnífica panorâmica sobre o planalto da Freita, e a bacia hidrográfica do Alto Caima, tudo dominado pela torre do marco geodésico de São Pedro Velho. Ruma-se agora para Sudoeste. Após o atravessamento da estrada de asfalto, junto à Anta de Monte Calvo, segue-se por um carreiro que se encaminha para a Castanheira.
Quando se inicia a descida para esta aldeia, avista-se, lá ao longe, a Ria de Aveiro e o mar, onde o nosso Rio Caima, depois de se juntar ao Vouga, vai desaguar.
Desce-se até à aldeia de Castanheira, onde se pode visitar o afloramento rochoso das “pedras parideiras”. Segue-se depois, pela parte mais baixa da aldeia, em direcção à ribeira. Após o seu atravessamento, num pequeno pontão de betão, o carreiro inicio a subida para Cabaços. Daqui continua-se por trilhos que ladeiam muros, atravessa-se outra vez o Caima no parque de lazer de Albergaria e toma-se à esquerda uma quelha, entre muros, que nos encaminha para a Mizarela. Prosseguindo por mais cem metros alcança-se o miradouro da maior cascata de Portugal: a Frecha da Mizarela.
De regresso ao PR15, continua-se por caminhos bem definidos até ao Merujal, onde esta “Viagem à Pré-História”, termina.”

8km no primeiro dia, 15,2km no segundo e agora esperavam-nos 17km. Deste percurso tínhamos particular interesse nas “pedras parideiras”.

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11:12 Serra da Freita (esquerda) e 11:27 Pipo na Aldeia de Cabaços (direita)

Infelizmente o civismo não é costume e ao que parece, a inteligência também não. Ao visitarmos o afloramento rochoso verificámos a existência de uma vedação que supostamente protegeria uma zona com muitas pedras parideiras… curiosamente era a zona onde havia menos verificando-se que esta vedação estava violada em muitos locais (falta de civismo). Referimos a falta de inteligência pois vimos lá muitas pessoas, passando por cima de centenas de pedras parideiras, mas não deixavam de tentar alcançar as poucas existentes no interior da vedação. Em todo o caso, dentro ou fora estas não devem ser levadas, não só pelas razões óbvias mas também porque julgamos que ao fim de uma semana 90% das pedras levadas já estão esquecidas num canto.

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12:26 Pedra Parideira (esquerda) e 12:41 Espigueiro na Aldeia da Castanheira (direita)

Também são interessantes as Mamoas e Antas assim como as pedras boroas.

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15:11 Mamoa de Monte Calvo (esquerda), 16:23 Mamoa Portela da Anta (Centro) e 15:16 Pedro boroa do junqueiro – semelhante à cabeça de um paquicefalossauro (direita)

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

domingo, 6 de março de 2011

Arouca: Caminho Inca e PR6 Caminho do Carteiro

Este era por nós o dia mais esperado deste fim-de-semana prolongado pois iriamos fazer um percurso não marcado e ainda por cima denominado Caminho Inca, que tão boas lembranças do Peru nos trazia (embora não tivéssemos feito, ainda, o verdadeiro caminho Inca).

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10:37 Serra da Freita (esquerda) e 10:41 Vaca (direita)
[21]_Trilho_Inca  [42]_Trilho_Inca (640x427)
10:49 Calçada que dá o nome ao trilho (esquerda) e 11:45 Serra da Freita (direita)

Deixámos um carro em Cabreiros e demos início ao percurso em Póvoa das Leiras, seguindo para Covelo de Paivô e depois Rio de Frades onde entrámos no PR6. Realmente a calçada construída na encosta faz lembrar as fotos do caminho Inca. É um percurso de rara beleza que conjugado com o PR6 dá origem a um grande percurso que aconselhamos a fazer. Como deixámos o carro em Cabreiros não fizemos todo o traçado do PR6 até Tebilhão.

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11:59 Insecto (esquerda) e 12:56 Covelo de Paivô(direita)

Como já não tínhamos muito tempo antes do escurecer, não tivemos oportunidade de ir procurar o túnel de que falámos no anterior post sobre o PR6.

No total foram 15,2km (Caminho Inca: 11,6km + Caminho Carteiro: 3,6km).

Incas Carteiro
Percurso Efectuado: Caminho Inca (vermelho) e PR6 Caminho do Carteiro (azul)

Para mais informações sobre o PR6 e outros percursos marcados de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

sábado, 5 de março de 2011

Arouca: PR7 Nas Escarpas da Mizarela

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 8 Km; Tempo: 3h 30m; Tipo: Circular

Estávamos de volta a Arouca agora para passar um fim de semana prolongado com 4 dias e 4 caminhadas programadas:

2011-03-05 PR7 Nas Escarpas da Mizarela
2011-03-06 Caminho Inca e PR6 Caminho do Carteiro
2011-03-07 PR15 “Viagem à Pré-História”
2011-03-08 PR2 Caminhos do Vale do Urtigosa

Como guarita escolhemos os bungalows do parque de campismo do Merujal (bom, barato e com pessoal muito simpático).

Sobre este percurso indicamos a visita ao nosso post anterior: Arouca: Pr7 Nas Escarpas da Mizarela

Para mais informações sobre este e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[01]_Frecha_da_Mizarela (640x427)[04]_Frecha_da_Mizarela (427x640)
Frecha da Mizarela: 11:47 (esquerda) e 12:04 (direita)
[16]_Luta_de_Repteis (640x427)
14:24 Luta de Repteis: Cobra vs Lagarto
[25]_Filao_de_Quartzo (640x427)[39]_Serra_da_Freita (640x427)
14:46 Afloramento de Quarto (esquerda) e 15:58 Serra da Freita (direita)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Évora: Centro Histórico

Aproveitando uma curta viagem de trabalho foi possível nos muitos intervalos, mas limitados no tempo, ir visitando, aos poucos e a correr, quase todos os pontos de interesse intra-muralhas da Cidade de Évora:

[04]_Evora_-_Rua (427x640) [08]_Evora_-_Chamine (427x640) [80]_Aqueduto_da_Agua_da_Prata (427x640)
27-02-2011 19:56 Rua Típica (esquerda), 28-02-2011 7:23 Chaminé Típica (centro) e 16:15 Aqueduto da Água da Prata (direita)
[05]_Largo_Conde_Vila_Flor_-_Templo_de_Diana_Sec.I (640x427) 
[69]_Largo_Conde_Vila_Flor_-_Templo_de_Diana_Sec.I (640x427)
Templo de Diana Séc. I no Largo Conde Vila Flor: 28-02-2011 1:05 (esquerda) e 15:41 (direita)
[37]_Ermida_de_Sao_Bras_Sec.XV (640x427)[41]_Praca_de_Sertorio_-_Convento_do_Salvador (427x640)[49]_Catedral_Sec.XIII (640x427)
28-02-2011 11:15 Ermida de São Brás Séc. XV – Fora da muralha mas junto a esta (esquerda), 14:59 Praça do Sertório – Convento do Salvador (centro) e 15:15 Catedral de Évora Séc. XIII (direita)
[19]_Igreja_Sao_Francisco_Sec.XV (427x640)[28]_Capela_dos_Ossos_Sec.XVII (640x427)
28-02-2011 10:42 Igreja de São Francisco Séc. XV e 10:55 Capela dos Ossos Séc. XVII (direita)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Melgaço

Depois de um percurso por lados de Espanha, decidimos, já que estávamos perto e tínhamos algumas horas de luz, parar em Melgaço e fazer o verdadeiro passeio de fim de semana.

[01]_Igreja_da_Misericordia[06]_Igreja_Matriz
16:05 Igreja da Misericórdia (esquerda) e 16:08 Igreja Matriz de Melgaço (direita)
[07]_Castelo_Melgaço[11]_Castelo_Melgaço
Castelo de Melgaço: 16:25 (esquerda) e 16:28 (direita)

Espanha: Cortegada – Margens do Rio Minho e Rio Deva

Este percurso teve de ser feito a passo de corrida, pois os organizadores, caminhantes profissionais (ou lá como se chama a sua modalidade de desporto), achavam que todos tinham a sua pedalada e como tal iriamos acabar a nossa caminhada de 16km à hora do almoço, não levando portanto comida.

A ideia destes era que todos acabassem o passeio às 13:00. Para tal, existiam 3 pontos diferentes de término: aos 9km, aos 13km e no fim dos 16km, e, consoante a velocidade de cada um, os grupos iriam fazer distâncias diferentes. Isto claro que não resultou pois esqueceram-se que os participantes eram portugueses e em vez de partirem os grupos, foram perguntando às pessoas se queriam continuar até ao fim ou desistir em cada um dos pontos mas… desistir nunca :). Em todo o caso não vedaram a participação a ninguém e não deram quaisquer recomendações, de tal modo que na caminhada estava uma senhora bem acima dos 100kg, de cabelos brancos e… de muletas.

À custa disto tiveram de nos aturar até às 15:30, sendo que os participantes, mais preparados que os guias (mesmo sem as recomendações), obrigaram (literalmente) a uma paragem para almoço, enquanto estes resmungavam e passavam fome.

O percurso teve início em Ponferrado, nas margens do Rio Deva, em direcção ao Rio Minho onde seguia grande parte do seu traçado, passando pelos balneários de Cortegada e a antiga aldeia, agora em ruínas, até chegar a Cortegada.

[21]_Margens_Rio_Minho
11:51 Rio Minho: Espelho perfeito. Estará a imagem invertida? Sim? Não? COMENTEM
[32]_Ponte_Nova_de_Filgueira_1990_sobre_o_Rio_Minho[35]_Ponte_Velha_de_Filgueira_1920_sobre_o_Rio_Minho[43]_Aldeia_da_Barca
12:55 Ponte Nova de Filgueira 1990 sobre o Rio Minho (esquerda), 12:55 Ponte Velha de Filgueira 1920  sobre o Rio Minho (centro) e 13:31 Ruínas da antiga aldeia da Barca (direita)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Arouca: PR6 Caminho do Carteiro e PR8 “Rota do Ouro Negro”

Descrição dos percursos retirada dos panfletos oficiais dos mesmos:

Pr6 Caminho do Carteiro

Local: Arouca; Dificuldade: Elevada; Extensão: 6 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear

”O PR “Caminho do Carteiro”, inicia-se em Rio de Frades, no pequeno largo da velha aldeia tradicional. Se se pretende mais fácil estacionamento, deve começar-se cerca de 1km antes, junto ao cemitério do lugar, por ser extremamente exíguo o espaço daquele largo. A distância deste segundo local até ao dito largo vence-se através de uma estrada asfaltada muito estreita mas sem desníveis significativos e muito panorâmica.
Daí, continua-se, também em asfalto, por apertada via até às antigas instalações das minas de volfrâmio, onde hoje existe um pequeno núcleo habitacional alojado em parte do que resta daquelas instalações. Pouco antes do fim do asfalto, toma-se, à esquerda, o antigo caminho que inicia a subida para Cabreiros.
Depois de passar por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prossegue-se, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, inicia-se suave descida que nos conduz ao pequeno pontão pelo qual é feita a travessia do rio.
Dobrado o rio, vem a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos leva até Tebilhão.
O trajecto entre as duas aldeias é de rara beleza, dele se alcançando paisagens inolvidáveis: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão; do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo.
Cenários impressionantes que fazem o visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, os homens ai residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela aquela bucólica paisagem de encantar.
Prosseguindo o trajecto dobramos a capela de Santa Bárbara de Tebilhão e atingimos a carreira de moinhos do mesmo lugar, junto à estrada de asfalto. Há, neste local, um marco a assinalar a altitude. Entre o cemitério de Rio de Frades e esse marco, verifica-se um desnível de 500 metros. Desnível que olhando para trás, os caminheiros constatam que venceram. É obra!
Aí chegados, volta-se pelo mesmo caminho até Cabreiros, onde se sobe pela rua central em busca de um dos seus estabelecimentos comerciais, para tomar café e refazer energias.
Retemperadas as forças, inicia-se a longa descida até Rio de Frades. Agora o vale do Paivô
a nossos pés; montanhas e montanhas a perder de vista até à mais alta cumeada do Montemuro, constituindo tudo uma paisagem inigualável e inesquecível. O silêncio envolvente é quebrado pelo sibilar suave da brisa fresca que desce da montanha e, aqui ou além, pelo canto das aves e pelo voo tranquilo da águia de asa redonda.”

Pr8 “Rota do Ouro Negro”

Local: Arouca; Dificuldade: Moderada; Extensão: 6 Km; Tempo: 2h 30m; Tipo: Linear

”O PR8 – “Rota do Ouro Negro” tem o seu início em Fuste (freguesia de Moldes) junto à Capela de Santa Catarina onde também passa o PR3 – “Caminhos do Sol Nascente”.
Durante uns 150m percorrem caminhos comuns até que, no meio do lugar, o PR3 diverge para a esquerda e o PR8 para a direita, descendo por entre os campos da aldeia para o lugar do Pedrógão continuando, a partir daqui, para as minas da Pena Amarela.
Após alguns estradões florestais, chega ao trilho agora refeito e que passa em frente de dezenas de bocas de minas rudimentares. Lá em baixo, num vale profundo e encaixado, o majestoso Ribeiro da Pena Amarela receba a água do Ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria, formando cascatas.
Ainda na zona de mineração atravessa o Ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira iniciando, de seguida, a subida por um carreiro tradicional. Chegado ao alto desta subida inicia a descida para o lugar de Rio de Frades (freguesia de Cabreiros) onde, faz ligação com o PR6 – “Caminho do Carteiro”, outro emblemático percurso pedestre de Arouca.”

Como tínhamos referido num post anterior ficámos com vontade de voltar à Serra da Freita, e cá estávamos apenas um mês e meio depois. Desta vez a organização estava a nosso cargo.

Lidos os panfletos e analisados os trajectos decidimos aproveitar ao máximo o dia e juntar dois percursos. Para evitar a penosa subida do PR6 decidimos começar em Tebilhão, descendo até Rio de Frades e depois fazer o PR8 até Fuste onde previamente tínhamos deixado um carro.

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PR6 - 10:33 Moinho em Tebilhão (esquerda), 10:56 Colmeias em Cabreiros (Centro) e 11:26 Serra da Freita (direita)

A paisagem envolvente do PR6 é fantástica, não se podendo dizer o mesmo do PR8 devido aos longos troços por estradão por entre eucaliptos que nos rodeiam. Embora a descrição oficial destas refira apenas no PR8 a presença de bocas de minas, é no PR6 que avistamos mais inclusivamente abertas. Embora não seja muito aconselhável a sua visita por serem autênticos labirintos não deixámos de entrar em 2 ou 3 percorrendo 100 ou 200 metros no seu interior (claro que munidos de frontais).

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PR6 - Minas :12:30 (esquerda) e 12:34 (direita)

Em Cabreiros informaram-nos que o PR6 continua a ser utilizado diariamente pela pessoa que lhe dá o nome – Carteiro - como percurso de trabalho.

Tendo-nos informado com os nosso habituais companheiros de caminhada presumimos que, perto de Rio de Frades, deveríamos passar num túnel que à sua saída nos daria uma vista fantástica sobre o Rio Frades… isso não aconteceu. nem está marcada essa passagem, nem é feita qualquer referência na descrição oficial do PR6. Temos de esperar por nova visita a Arouca e a este percurso. Relativamente a esta informação, e apesar do grande desnível, consideramos muito exagerada a classificação quanto ao grau de dificuldade.

Em Rio de Frades e após conversa com algumas senhoras muito simpáticas, estas ainda nos ofereceram algumas amostras de rocha contendo volfrâmio, extraídas aquando do funcionamento das minhas pelos seus pais e maridos.

[64]_Pr6_Caminho_Carteiro_-_Vista_para_Aldeia_Rio_de_Frades (640x427)
PR6 –13:12 Aldeia de Rio de Frades

Para mais informações sobre estes e outros percursos de Arouca existem muitos panfletos que podem ser solicitados no parque de campismo ou num posto de turismo. Em todo o caso aconselha-se apenas que só se solicite as brochuras se forem mesmo fazer os percursos.

[89]_Pr8_Rota_do_Ouro_Negro (640x427)  [93]_Pr8_Rota_do_Ouro_Negro (640x427)
PR8 - 16:32 Serra da Freita (esquerda) e 16:57 Casa perto de Fuste (direita)