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sábado, 3 de junho de 2017

Faial: PR6FAI – Trilho dos 10 Vulcões

Ilha: Faial; Dificuldade: Alta; Extensão: 22 Km; Tempo: 7h 00m; Tipo: Linear

Este percurso tem o seu início junto ao miradouro da Caldeira, na zona Centro da ilha. Faz uma ligação de segmentos de outros trilhos existentes na ilha.
Comece por contornar o perímetro da Caldeira, no sentido contrário aos ponteiros do relógio, por 4 km.
Vire à direita para o caminho de bagacina, ladeado por criptomérias (Cryptomeria japonica), cedros do mato (Juniperus brevifolia), uvas da serra (Vaccinium cylindraceum), urzes (Erica azorica) e fetos (Woodwardia radicans) e desça por 2,3 km até encontrar o desvio à esquerda para o segmento do percurso da Levada.
Siga por entre a mata de criptomérias, junto ao canal da levada, até encontrar um tanque de armazenamento de água. Depois, entre no atalho à direita e siga na mata de criptomérias até atingir a estrada.
Vire à direita no sentido do Cabeço do Fogo. Desça este Cabeço e siga na canada de terra batida, que o irá guiar até ao Parque Florestal do Capelo. A partir daqui, siga as marcações e atravesse a estrada regional, subindo no caminho de terra batida no sentido do Cabeço Verde.
Um pouco mais à frente encontrará a sinalética de desvio para a Furna Ruim. Siga à esquerda e prossiga no atalho, contornando o Caldeirão, até atingir o caminho de bagacina. Atravesse-o e suba a escadaria até ao Cabeço do Canto, de onde poderá ter uma vista privilegiada sobre o Vulcão dos Capelinhos.
Desça em direção à estrada e atravesse-a para a zona do Costado da Nau.
A última parte do percurso desenvolve-se num terreno onde dominam as cinzas vulcânicas da erupção de 1957. Depois de passar o Centro Interpretivo dos Capelinhos, desça em direção ao Porto do Comprido, ponto final do percurso. Características e descrição do Percurso (in www.trails-azores.com)

 

Entre subidas ao Pico lá conseguimos (pelo menos um de nós) ter disponibilidade para fazer este trilho, que desejávamos há muito tempo. Não só deu para participar numa actividade marcada com antecedência, e sem imprevistos de última hora, como o tempo também colaborou, dando-nos um céu totalmente limpo.

As grandes espectactivas foram não só correspondidas como ultrapassadas, pela grande diversidade de espaços:  a Caldeira, matas de criptoméria, matas de insenso, pastagens, subidas e descidas mais ou menos penosas de vários cabeços, a vista para o Pico, São Jorge e Graciosa, as levadas, o Norte e Sul do Faial e por fim os Capelinhos.

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Caldeira (esq.), Uva da Serra - Vaccinium cylindraceum (centro) e Levadas (dir.)
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Morro de Castelo Branco (esq.), Orquídea - Platanthera pollostantha – Endémica dos Açores (centro) e Cabeço Verde (dir.)

Apos 22km, demos por terminado o trilho no Centro Interpretativo, no entando, enquanto esperávamos a vinda do nosso transporte, ainda deu para fazer mais 4km até à Ponta dos Capelinhos e observar algumas aves, nomeadamente garajaus comuns e rosados.

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Capelinhos desde o costado da nau (esq.) e Capelinhos (dir.)
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Farol dos Capelinhos (esq.) e Capelinhos (dir.)

Como já existem muitos traçados do percurso efectuado na página do wikiloc, decidimos não colocar mais nenhum, partilhando apenas dois dos que já lá constam: Primeiro o trilho dos 10 Vulcões com aproximadamente 22km, que termina no Centro Interpretativo e depois, para quem quiser continuar um pouco e seguir até à Ponta dos Capelinhos, mais 4km com ida e volta.

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sábado, 29 de outubro de 2016

Pico: Trilho do Melro Preto

Após bastantes meses afastados destas lides finalmente voltámos a ter oportunidade para participar num passeio organizado pelo município das Lajes do Pico, e desta vez não foi preciso ir muito longe de casa. No rescaldo de um Verão bastante intenso a guiar pessoas pela montanha, era a vez sermos guiados e o relaxe foi tanto que nem gps se ligou, fotografias se tirou (como tal tivemos de solicitar estes mesmos dados a outros participantes para realizar esta publicação).

Estava previsto um passeio pela freguesia da Piedade, denominado Trilho do Melro Preto, com pouco mais de 7km e com a vantagem de ser circular, e como tal, começando e terminando no mesmo local. Como o seu traçado se desenvolve sempre por estrada, estradão ou canadas, sem passar por propriedades privadas, pode facilmente ser repetido.

Saímos do centro da freguesia da Piedade e seguimos passando em frente à igreja, continuando por estrada secundária e posteriormente estradão até à cavalariça, cruzando a estrada regional e subindo por um caminho onde facilmente se notam as relheiras vincadas no chão, das muitas passagens dos carros dos bois. No cruzamento seguinte chegamos à que era a antiga estrada que ligava a Piedade à Ribeirinha, na altura uma só freguesia. Subimos um pouco mais e começámos a descer, contornando o cabeço das cruzes, cruzando novamente a estrada regional e seguindo para o “Matos Souto”, cujo nome é relativo ao Comendador Matos Souto:

“Dele escreveu o professor Manuel Ávila Coelho (in "A freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Ilha do Pico") : - "O Comendador Manuel Matos Souto que deixou a sua freguesia de tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna, doou à mesma, generosamente, aí por mil novecentos e oito, a apreciável soma de oitenta e cinco contos fortes, para construir e manter uma escola."
O Governo Português, como aliás lhe competia, aceitou a doação, embora tardiamente, pois só por decreto de 20 de Maio de 1913, (assinado pelo presidente da República Dr. Manuel de Arriaga) criou na Ilha do Pico uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura "Matos Souto" ; determinando ainda que fossem adquiridos na freguesia da Piedade (do Pico) os terrenos necessários para a instalação da escola.
Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construido o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento.
O " Posto Agrícola Matos Souto", como passou a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a juventude local, com excelentes reflexos na vida económica e até social daquela zona.” (
transcrito de ERMELINDO ÁVILA - Um Emigrante de Sucesso.)

Daqui contornámos o cabeço da Junça e seguimos até ao fim do percurso.

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Traçado do percurso cedido por Pedro Rabuja Meneses

14937252_1242985339096745_5464197960323693669_nParticipantes (foto Pedro Silva)

domingo, 11 de setembro de 2016

Pico: PR3PIC – Porto do Calhau-Manhenha, Ponta da Ilha

Entre as muitas subidas ao Pico dos últimos meses, repetimos algumas vezes este trilho, e sempre porque as actividades programadas não se puderam realizar pelas más condições atmosféricas na parte mais elevada da ilha. Uma vez participando nas actividades promovidas pelo município das Lajes do Pico (11/07/2016) as restantes sugerindo este trilho junto à costa como alternativa à subida da Montanha (08/06/2016 e 11/09/2016). Na última passagem por este local tivemos a oportunidade de provar pela primeira vez camarinha.

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Castelete (esq.) e Costa (dir.)
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Costa
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Costa (esq.) e Farol da Ponta da Ilha (dir.)
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Camarinha - Corema album subsp. azoricum esq.) e Erusão (centro e dir.)

sábado, 21 de maio de 2016

Pico: Trilho Vulcões da Calheta de Nesquim

Devido às muitas dificuldades em compatibilizar a nossa agenda com o calendário dos trilhos organizados pelo municipio das Lajes, foram seis os meses em que estivemos afastados destas andanças.

O trilho proposto era quase igual a um que tinhamos feito exactamente há 14 meses atrás, mas com uma surpresa muito interessante, a descida à segunda maior cratera da ilha do Pico, acrescentando 600m metros ao trilho anterior, alcançando-se os 10km.

Como o passeio anterior já tinha sido documentado sugerimos uma visita à publicação Pico: Trilho Primavera na Calheta de Nesquim para mais informações e vizualização do traçado.

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Descida à Cratera
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Cabeço da Lança (esq.) e Vista do topo do Cabeço do Silvado (dir.)
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Vistas do topo do Cabeço do SilvadoIMG_0033-001
São Jorge… de ponta a ponta
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Descendo o Cabeço do Silvado (esq.) e Descendo a Pedra Aguda (dir.)

sábado, 21 de novembro de 2015

Pico: Trilho Arrife-Santa Cruz

Já passavam mais de três meses desde o último passeio organizado pelo município da Lajes que tínhamos participado, embora não tenhamos estado parados no que toca a trilhos neste hiato de tempo.

Começámos a caminhar junto do miradouro do Arrife, com vista privilegiada para toda a freguesia das Ribeiras e no topo da falha geológica do Arrife. Seguimos em direção a este local pela estrada regional, subindo um pouco, entrando posteriormente numa canada bem apertada, seguindo em fila indiana. Passando por várias quintas, descemos de volta à Estrada Regional que cruzámos, seguindo paralelamente e superiormente a Santa Bárbara, passando por um moinho de água.

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Vista sobre Santa Bárbara (esq.), Igreja Santa Bárbara (centro) e Moinho de Água (dir.)
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Flores

Continuámos a descer chegando aos Biscoitos, junto ao mar, onde existe uma das maiores colónias de Azorina Vidalii (Vidalia), planta endémica dos açores, seguindo até Santa Cruz onde, antes de terminarmos o percurso, demos uma pequena volta entre as famosas bananeiras deste local. Esta localidade situa-se numa fajã lávica, podendo ainda ver-se a arriba fóssil, anterior costa da ilha.

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Curral (esq.), Falha do Arrife (centro) e Poço de Maré (dir.)
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Bananeiras

Foi um trilho curto e bastante fácil, com alguns pontos de interesse nomeadamente no que toca a geologia flora.

sábado, 8 de agosto de 2015

Pico: Lagoa do Paul-Lajes

Como prometido, o trilho previsto para o fim de Junho foi reagendado para o inicio de Agosto esperando-se desta vez bom tempo. Assim foi, desta vez conseguimos adicionar ao grupo de caminhantes o nosso voluntário italiano e um Couchsurfer alemão de visita ao Pico.

Chegados à Lagoa do Paul iniciámos a descida, contornando um pouco desta até termos visão privilegiada para a montanha que, apesar do bom tempo, apresentava uma nuvem que não nos deixava ver o piquinho.


Lagoa do Paul (esq.), Planalto Central (centro) e Cedro-do-Mato – juniperus brevifolia (dir.)

Começámos com terreno bastante irregular, com lama e tufos de relva, cruzando grotas e fomos descendo principalmente por pastagens (com a devida autorização dos proprietários, solicitada anteriormente).

A espaços o piquinho foi aparecendo, sendo prontamente alvo de fotos. Um pouco mais abaixo começou-se a ver a fajã lávica das lajes, devidamente enquadrada geologicamente pelo nosso guia.


Castelete (esq.) e Marina das Lajes (dir.)

continuámos a descida entrando no final no Trilho do Touril, uma canada vertical muito bonita, uma escadaria que parecia não ter fim.

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Pico (esq.), Vaca (centro) e Trilho do Touril (dir.)

Chegámos por fim à Ribeira do Meio junto da antiga fábrica da baleia, onde fomos brindados pelo nosso guia com uma bebida refrescante, terminando um pouco mais à frente o percurso, à entrada das Lajes do Pico.

Foi um trilho muito bonito com vistas fantásticas para a montanha e para as Lajes, mas também com passagens por canadas muito bonitas. Valeu a pena esperar pelo reagendamento. Infelizmente o gps ficou em casa e como tal não há registo do trajecto realizado… há que fazê-lo de novo para podermos partilhar. Em todo o caso mais uma vez relembramos que o percurso que fizemos passa por propriedade privada e como tal há que solicitar autorização por parte dos proprietários.

sábado, 27 de junho de 2015

Pico: PR17PIC Trilho Quintas e Ribeiras (alternativa curta)

Desde a última publicação sobre uma subida ao Pico, voltámos lá ao cume mais algumas vezes nos dias 23 e 31 de Maio, 23 de Junho  e 20 de Julho (4 vezes as Mónica e 3 o Nuno), sendo que os nossos números estão em 12 subidas para a Mónica e 13 para o Nuno.

Em contrapartida não houve passeio mensal do Município das Lajes do Pico em Maio e tivemos que esperar quase até ao fim de Junho por nova atividade, mas a espectativa era muita pois previa-se uma descida desde a Lagoa do Paul até às Lajes.

Como já devem ter reparado pelo título, algo correu mal, no dia previsto o tempo pregou-nos uma partida. Era o primeiro passeio de Verão e curiosamente o primeiro do ano que teríamos de alterar os planos.

Reunidos todos os participantes fomos informados das mudanças mas apesar de tudo a alternativa era um passeio também por nós desconhecido.  Iríamos então fazer a parte leste do Trilho Quintas e Ribeiras (entre a Ribeira Seca e Santa Cruz), com algumas alterações, com uma extensão de 5,5 km.

Começámos a caminhar na Ribeira Seca, junto ao Placard informativo do percurso marcado, descendo e caminhando pela antiga estrada regional, sem descer ao lugar da Aguada e como tal saindo das marcas.

Para contrariar o calor, alguns aguaceiros esporádicos, cada vez com maior intensidade nos foram refrescando.

Passámos por caminhos muito bonitos, no meio da vegetação que nos protegia das gotas, sem nos apercebermos da proximidade à atual estrada regional, um pouco mais acima. Pelo meio algumas ribeiras, à data sem água mas com relevos interessantes, dando para imaginar cascatas caso tivessem caudal.

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No meio da vegetação e tão perto da estrada

Acabámos junto à casa dos botes de Santa Cruz onde nos despedimos ficando a promessa, se o tempo não voltar a fazer das suas, de nova tentativa para a descida desde a Lagoa do Paul até às Lajes… prevista para o início de Agosto.

Esta foi a versão curta do trilho Quintas e Ribeiras que realizámos, com um pouco mais de 4km:

Em todo o caso, e dadas as condições atmosféricas verificadas, foi uma tarde bem passada e foi uma alternativa muito bem escolhida… da nossa parte havemos também fazer um dia todos os 12,5km do PR17PIC Quintas e Ribeiras.

Para quem o quiser fazer já, aqui fica o link oficial do mesmo: http://trilhos.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/quintas-e-ribeiras (aparece como fechado pois deixou de estar homologado mas ainda é possível seguir as marcas e realizá-lo com alguma precaução). Fica também o traçado no wikiloc realizado por um visitante, já após este ser dado como “fechado”.