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domingo, 6 de novembro de 2016

Faial: Descida da Caldeira

Ilha: Faial; Dificuldade: Alta; Extensão: 3km (ida e volta); Tempo: 3h 30m; Tipo: Linear; Altitude mínima: 574m; Altitude máxima: 908m

Passavam já mais de 11 anos desde a primeira vez que tínhamos descido ao funda da Caldeira do Faial e embora sempre tivessemos a ideia de lá voltar, apenas agora o conseguimos. Entretanto mudaram as regras e o percurso apenas pode ser feito com acompanhamento de guia credenciado para o efeito.

Juntaram-se 9 pessoas do Pico e seguimos para a Ilha vizinha com vista para a Montanha toda descoberta e as 5 ilhas do grupo central.

IMG_2347PicoIMG_2355São Jorge, Terceira e Graciosa (da direita para a esquerda)

À  chegada à Caldeira a visibilidade era quase nula, mas rapidamente o nevoeiro se dissipou quando começámos a andar. Desta vez foram pouco mais de duas para baixo e pouco menos de uma hora e meia para cima.

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Descida
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Lagoa (esq.) e Vertentes (dir.)
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VertentesIMG_2413
Fundo da Caldeira

Tal como a primeira vez, foi uma experiencia fantástica, mas bastante diferente. Antes principalmente pela aventura e adrenalina, agora mais pela natureza, pelas plantas. Já tínhamos noção da dimensão da vegetação no fundo da caldeira (algo que nos surpreendeu muito na primeira visita), mas ao chegar e entrar na densa floresta de sanguinho, com muita cavalinha e trovisco macho, parece que caminhando sobre a água entre juncos e silvado, com uma parede enorme a toda a nossa volta é algo fantástico.

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Cogumelos
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Liquene (esq.) e Lingua de Vaca - Elaphoglossum semicylindricum (dir.)IMG_2408
Trovisco Macho – Euphorbia stygiana

Após muitas subidas ao Pico como guias neste Verão, passámos a ver os trilhos de outra forma, tentando fazer da forma mais facil, segura e que exija menos esforço por parte de quem nos acompanha, procurando dar sempre passos curtos. Ora neste trilho isso é quase impossível… por vezes há apenas 10cm de largura para passarmos (com falesia de um dos lados), a lama bastante escorregadia é constante, há que usar bastante as mãos e a probabilidade de toda a nossa roupa ficar castanha e molhada é muito grande.

Terminada a caminhada fomos repor energias para a Pizzaria California onde nos esperávam 4 enormes pizzas familiares, que deram luta mas fatia a fatia (havia 48) foram desaparecendo.

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Caldeira

domingo, 11 de setembro de 2016

Pico: PR3PIC – Porto do Calhau-Manhenha, Ponta da Ilha

Entre as muitas subidas ao Pico dos últimos meses, repetimos algumas vezes este trilho, e sempre porque as actividades programadas não se puderam realizar pelas más condições atmosféricas na parte mais elevada da ilha. Uma vez participando nas actividades promovidas pelo município das Lajes do Pico (11/07/2016) as restantes sugerindo este trilho junto à costa como alternativa à subida da Montanha (08/06/2016 e 11/09/2016). Na última passagem por este local tivemos a oportunidade de provar pela primeira vez camarinha.

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Castelete (esq.) e Costa (dir.)
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Costa
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Costa (esq.) e Farol da Ponta da Ilha (dir.)
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Camarinha - Corema album subsp. azoricum esq.) e Erusão (centro e dir.)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Pico… um pouco por todo o lado

Com a participação no Curso de Guias dos Parques Naturais dos Açores, tivemos a oportunidade de fazer 3 visitas de estudo, visitando lugares por nós já conhecidos mas observando-os de uma forma diferente: observando a fauna e flora e passando a identificar bastantes espécies, conhecendo a geologia dos locais, assim como a sua história.

05-03-2016 São Roque – Lajes do Pico – Ponta da Ilha – Planalto Central – São Roque

Durante o Módulo da Biodiversidade fizemos uma grande volta de reconhecimento, desde a cota do mar, até ao Planalto Central. Já tínhamos estado em todos os locais por onde passámos mas nunca com este intuito de identificar plantas… de facto é um mundo diferente… em poucos minutos e em áreas bastante pequenas a quantidade de espécies encontradas, principalmente nativas e endémicas é impressionante. O estado de excitação do nosso formador que com um brilho nos olhos nos debitava os nomes de todas as espécies, era contagiante, sendo apenas dificil acompanhar , escrever, fotografar e memorizar toda a informação.

Tolpis azoricaAngelica lignescens
Tolpis azorica (esq.) e Angelica lignescens (dir.)
Hedera azoricaBellis azorica
Hera – Hedera azorica (esq.) e Margaridas – Bellis azorica (dir.)
Elaphoglossum semicylindricum_1Elaphoglossum semicylindricum_2
Língua de Vaca – Elaphoglossum semicylindricum
Azorina vidaliiDaucus Carota_2
Vidália – Azorina vidalii (esq.) e Salsa Burra – Daucus carota (dir.)
Corema Album
Corema Album_2
Camarinha – Corena album
Huperzia suberectaLotus Azoricus_1Lotus Azoricus_2
Huperzia suberacta (esq.) e Lotus azoricus (centro e dir.)
Plantago coronopusIMG_8838-001
Diabelha - Plantago coronopus (esq.) e Umbigo de freira (dir.)
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myosotis maritima_2
Não me esqueças – Myosotis maritima
Silene Uniflora_1Silene Uniflora_2spergularia azorica
Bremim – Silene uniflora (esq. e centro) e Spergula azorica (dir.)

19-03-2016 São Roque – Lajido – Criação Velha – São Mateus – São Roque

Tivemos direito a nova visita, mas desta vez muito menos dedicada à natureza e mais à história e cultura, nomeadamente a Cultura da Vinha.

Começámos em São Roque vendo fosseis (sim também existem por cá) de troncos de arvores, carbonizados aquando de uma erupção vulcânica, seguindo para  a reserva natural das Furnas de Santo António.

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Fossil

A partir daqui foi quase tudo vinha, currais, rola pipas, relheiras, poços de maré e casas senhoriais, com execepção de algumas curtas paragens para a observação de curiosas formações geologicas como tumuli, crista de pressao e tufos.

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Fogos (dir.) e Solar dos Arriagas (dir.)
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Morro Castelo Branco (esq.) e Adegas (dir.)

20-03-2016 Lajes do Pico – Falha Arrife - Planalto Central – Caminho dos Burros – Lagoa Capitão – Lajes do Pico

Desta vez não só os formadores mas também os formandos (divididos por grupos) fizeram de guias interpretando a paisagem e partilhando conhecimentos.

Começámos o dia na Vila das Lajes, eregida em plana fajã lávica resultante da erupção do Vulcão 405, da qual resultou um crescimeto da ilha. Olhando para terra fácilmente se percebe  a existencia da anterior linha de costa (arriba fóssil).

Seguimos até ao miradouro do Arrife, com vista priveligiada para grande parte da freguesia das Ribeiras, mas também importante pela sua localização, mesmo sobre uma falha, sendo perceptvel a movimentação do terreno ao longo da mesma.

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Vistas Miradouro Arrife

Seguimos para o planalto central, passando pelas lagoas e reserva natural do Caveiro, deixando o autocarro para caminhar um pouco pelo caminho dos burros. Mais uma vez tivemos oportunidade de identificar muitas espécies de flora local, com particular atenção para a erva do capitão, que não tinhamos identificado na última visita.

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Lagoa no topo do Cabeço junto à Lagoa da Rosada
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Espigos de Cedro - Arceuthobium azoricum (esq. e centro) e Huperzia dentata (dir.)
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Urze – Erica azorica (esq.) e Trovisco Macho – Euphorbia stygiana (dir.)
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Língua de Vaca – Elaphoglossum semicylindricum (esq.) Tamujo - Myrsine africana (centro) e Erva do Capitão - Sanicula azorica (dir.)

Por fim, seguimos de autocarro até à lagoa do Capitão, regressando posteriormente às Lajes.

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São Jorge e Graciosa