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domingo, 17 de agosto de 2008

Flores - Lagoas

A dois dias do regresso, com todos os trilhos que tínhamos previsto fazer realizados e olhando para a nossa lista de pontos a visitar, faltava-nos apenas ir a 4 lagoas.

Após um estafante percurso Fajã Grande-Ponta Delgada nada melhor que encontrar uma boleia de volta ao parque de campismo... quer dizer... pensávamos nós! 11 km de trilho mais alguns de desvios mais uns 5km pela estrada regional até passar um carro com lugar para duas pessoas e, finalmente, alguém parou. Após as perguntas do costume (de onde são? que fazem? estão cá há muito tempo? estão a gostar? e quando vão embora?) e por estarmos numa estrada no interior da ilha, por onde nunca tínhamos passado, calhou referirmos que ainda não tínhamos visto as lagoas Funda, Rasa, da Lomba e dos Patos. Como a nossa boleia ia em direcção às Lajes a fim de entrar ao Serviço (às 20 h) e as primeiras duas lagoas ficavam "quase" no caminho, o senhor propôs-se a fazer-lhes uma visita guiada, o que aceitámos prontamente. Ficou combinado mostrar-nos essas duas e deixar-nos na serra, no início da descida para a estrada regional, junto à saída para a Fajã Grande. Mais uma vez a bondade dos florentinos superou as expectativas quando às 19:30 (meia hora antes de entrar ao serviço) nos foi proposto fazer um desvio maior e visitar a Lagoa da Lomba. Vistas as três lagoas e no local onde era suposto nos deixar, seguimos finalmente destinos diferentes, o relógio já marcava 19:58. Numa zona tão bonita e atractiva era suposto não termos que esperar muito por nova boleia. Dito e feito, em 5 minutos estávamos na caixa de uma carrinha em direcção à Fajã Grande (um Picaroto e uma Portuense, nas Flores, numa carrinha de uns estrangeiros que moram na Fajã Grande).
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Lagoas Rasa (dir) e Funda (esq) 17/08/2008 19:43+++++++++++Lagoas Rasa (dir) e Funda (esq) 18/08/2008 17:38
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Lagoa Rasa 17/08/2008 19:58++++++++++++++++++++++++++++Lagoa Funda 18/08/2008 17:49

Faltava-nos ainda a Poça dos Patos. No dia seguinte combinámos, com um companheiro de viagem micaelense, dar uma volta à ilha passando pelas povoações. No regresso aproveitámos para passar uma última vez pelo centro da ilha visitando novamente as lagoas Funda, Rasa, da Lomba e Branca. Junto à ribeira grande (perto da Fajã Grande) deixámos o carro e fizemos o percurso pedestre de 800 metros até à Lagoa dos Patos. Esta situa-se a uma cota muito mais baixa em relação às outras e a água acumulada provém das cascatas ao longo da falésia.
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++++++++++++++Lagoa da Lomba 18/08/2008 17:26++++++++++++++++++++++++++++++++++Lagoa dos Patos 18/08/2008 18:25

Para ver as restantes Lagoas das Flores (Negra, Comprida, Branca e Poça do Bacalhau) sugerimos a visita ao post Flores - PR3FLO: Poça do Bacalhau.

Flores - PR1FLO: Fajã Grande-Ponta Delgada

Características do Percurso (in http://www.trails-azores.com/)
"Ilha: Flores; Dificuldade: Moderado; Extensão: 11 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear







Este trilho começa na estrada agrícola de betão entre Ponta Delgada e o Farol da Ponta de Albarnaz, termina na Fajã Grande e tem a duração total de cerca de 2h30m. No início, deve seguir durante cerca de 1,5 km pela estrada até encontrar um caminho sinalizado à direita, para onde deve virar. Esta parte do trilho, ladeada de hortênsias, desce e atravessa várias ribeiras até chegar a uma cancela que corresponde a cerca de metade do percurso percorrido. Nesse local pode desfrutar de uma vista sobre o Ilhéu de Maria Vaz, Ponta de Albarnaz e a Ilha do Corvo. A seguir, continue a caminhar descendo até à Ponta da Fajã, por um caminho de terra batida alternado com pedra de calçada. A partir da Ponta de Fajã o caminho é em piso alcatroado até terminar na Fajã Grande."

Com apenas mais dois dias e uma manhã nas Flores ainda nos faltava 1 percurso pedestre e visitar a maior parte das lagoas. Iríamos caminhar mais uma vez pela costa ocidental das Flores, mas desta vez seguindo para Norte a partir da Fajã Grande (como de costume fizemos o percurso em sentido contrário ao indicado nos prospectos).
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Igreja Ponta da Fajã 13:03+++++++++++++++++++++++++Ponta da Fajã 13:07
Após a saída da Fajã Grande (12:33) demos início a uma longa e "puxada" subida, sempre pela ravina e a espaços com vistas cada vez melhores para a Fajã donde partimos. Ao fim de quase uma estafante hora de subida cruzámo-nos com outro casal que vinha em sentido contrário e que nos disse faltarem apenas mais uns 20 ou 30 minutos de subida, sendo depois muito mais fácil com terreno plano ou descidas leves ... uma hora depois ainda subíamos ... o que poderiam ter sido palavras de incentivo, já só serviam para rogarmos pragas as quem as tinha proferido. A primeira descida deu-se por volta das 14:30, tínhamos acabado de passar ao lado do ilhéu de Maria Vaz e já se via ao fundo o Corvo. Quando se esperava o troço plano, tínhamos nova subida pela frente (ou passámos ao lado do terreno plano ou alguém nos enganou ... lembram-se do tal casal ... hummm). Quando almoçámos já passava das 15:00. Depois de uma descida bastante escorregadia pelo leito de uma ribeira, o troço final é feito por estrada de betão e/ou de alcatrão. Cansa mais que todo o restante percurso, valendo apenas e só pela vista para o Corvo. Estávamos tão cansados quem nem nos apetecia fazer o caminho de ida e volta até ao Farol, mas já que lá estávamos fizemos mais um esforço. O constante esvoaçar de gafanhotos à nossa frente foi o suficiente para nos distrair enquanto caminhávamos em direcção ao Farol (16:30).
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Vista para a Fajã Grande e Ponta da Fajã 13:25++++++++++++++++++ Farol Ponta de Albarnaz 16:35+++++++
Fomos então em "piloto automático" para Ponta Delgada onde desesperávamos por encontrar uma bebida fresca. No fim do percurso (17:29), junto da Capela da Nossa Senhora da Guia (onde se encontrava a placa indicadora de início de percurso) existia talvez a maior loja que vimos nas Flores mas, infelizmente para nós, tinha todas as prateleiras de bebidas vazias. Com mais uma desilusão fomos para o centro de Ponta Delgada à procura de um Café e boleia de volta à Fajã Grande.
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Ilhéu João Martins (Ponta Delgada) e Corvo ao fundo 17:17++++++++++++++++Ponta Delgada 18:12+++++++++++++
O dia até nos estava a correr bem ... passava das 19:00 e já tinhamos percorrido uns 5 km de estrada mas carros ou boleia nada. Começámos a recear que teríamos de fazer todo o caminho de volta a pé.... Será que conseguimos boleia?? Não perca a próxima aventura "a caminhar"... porque nós... também não.

Relativamente ao percurso há ainda a dizer que talvez seja mais interessante, de certeza mais fácil, fazê-lo no sentido contrário ao que fizemos. A aproximação à Fajã Grande com esta a aparecer repentinamente e cada vez mais próxima ao virar de cada esquina da ravina. Além disto, os troços maçudos de estrada far-se-iam inicialmente enquanto ainda se tem forças, ânimo e curiosidade no que virá a seguir.


sábado, 16 de agosto de 2008

Flores - PR4FLO: Fajã de Lopo Vaz

Características do Percurso (in www.trails-azores.com)







Ilha: Flores; Dificuldade: Médio; Extensão: 4 Km; Tempo: 2
h 00m; Tipo: Ida e Volta

Este percurso começa e termina junto ao miradouro da Fajã de Lopo Vaz e tem a duração total de cerca de 2h. Progride por uma descida em que o trilho alterna entre terra batida, calçada e degraus em pedra, até chegar à Fajã de Lopo Vaz. É necessário algum cuidado durante o percurso devido à possível queda de pedras da falésia. A exploração desta Fajã fica ao critério de cada pedestrianista. Nela existe uma fonte com água potável, uma praia, pequenos terrenos agrícolas e podem avistar-se cabras selvagens. Como a Fajã não tem saída, o retorno tem de ser feito pelo mesmo caminho até chegar de novo a este local.

Após termos feito o PR2FLO: Fajã Grande-Lajedo descansámos um bocadinho e fizemo-nos de novo à estrada à espera de apanhar boleia para as Lajes das Flores. Ao fim de 2 penosos quilómetros de subida e quando faltavam apenas 50 metros para chegar a estrada regional, passou por nós o primeiro carro que, por sinal, ía para as Lajes. Lá fomos!!
Chegados às Lajes procurámos o início do trilho, seguindo as diversas tabuletas com a indicação de Fajã de Lopo Vaz que após 1 km a pé indicavam sempre a mesma distância até lá (1,8km). Tivemos ainda um encontro do 3º grau com uma senhora deveras estranha que nos tentou indicar o caminho (tentou porque não percebemos nada) com uma linguagem gestual ao estilo das tribos indonésias.
Início do trilho 15:36

Costa Sul das Flores com a Fajã ao centro 15:53

No início do percurso fomos brindados por um cartaz sem qualquer informação e pusemo-nos ravina abaixo. Ao longo da descida tem-se uma bela panorâmica sobre a costa Sul da ilha e no fim sobre a fajã e a sua praia. Já na costa e tentando minimizar os efeitos de estarmos numa zona de microclima tropical aproveitámos para nos refrescar na água (Nuno - Chuveiro morninho por 2 segundo de cada vez, Mónica - Água Salgada e depois chuveiro). Voltámos para trás e às 17:35, duas horas depois do início, chegámos ao fim.

















Fajã de Lopo Vaz 16:13 ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Subida final 17:31

É um trilho bonito, fácil, curto e rápido de fazer, só sendo necessário ter alguma atenção ao terreno por onde se passa. Lamentamos apenas a falta do placar indicativo no início do percurso.
De volta à estrada apanhámos mais duas boleias até casa/tenda: uma com um pastor de vacas (cowboy) que nos disse levar até um sítio depois, por iniciativa própria, um pouco mais à frente e acabou por nos levar até à saída para o Lajedo. Andámos até à Rocha dos Bordões onde apanhamos boleia, com dois pescadores, até a Fajã Grande.
Com 2 trilhos, pelos menos 20 quilómetros a pé e três boleias num dia só nos restou fazer o jantar e descansar para no dia seguinte continuar a aventura.

Podem consultar-se todas as informações necessárias à realização deste percurso em:
- http://www.trails-azores.com/

Flores - PR2FLO: Fajã Grande-Lajedo

Características do Percurso (in http://www.trails-azores.com/)
"Ilha: Flores; Dificuldade: Moderado; Extensão: 10 Km; Tempo: 2h 30m; Tipo: Linear







Este trilho começa na freguesia do Lajedo, termina na Fajã Grande e tem a duração de cerca de 2h30m. Durante o percurso podem observar-se a costa oeste da ilha das Flores e os ilhéus adjacentes. O trilho passa pelas freguesias do Mosteiro, Fajãzinha e Ribeira Grande, até chegar à Fajã Grande, onde termina. Em geral, o piso é de terra batida, calçada antiga e, por vezes, é interrompido por pequenos troços de alcatrão, principalmente dentro das localidades."
Depois do bom aquecimento e motivação gerados pelo passeio do dia anterior decidimos arriscar na concretização de dois percursos num só dia. Planeámos sair de manhã da Fajã Grande em direcção ao Lajedo (sentido contrário ao sugerido), chegando a este por volta das 13:00 e partindo de seguida para as Lajes das Flores a fim de realizar o PR4FLO: Fajã de Lopo Vaz.
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++++++ Vista da Vigia da Baleia 10:09++++++++++++++++++++Vista da Vigia da Baleia para a Fajã Grande 10:09

Demos início ao passeio às 9:41. Mal tinhamos saído da Fajã Grande fizemos um desvio (280m x 2) seguindo a indicação da existência de uma vigia da baleia. No posto de vigia tem-se uma bela vista sobre a Fajã Grande, nomeadamente sobre o emparcelamento dos terrenos. Voltando ao trilho seguimos em direcção à Ribeira Grande (10:47), seguindo-se Fajãzinha (11:09), Mosteiro (12:29) e, depois de uma estafante subida, Lajedo (13:45). Chegados a Lajedo almoçámos e uma vez que entretanto tinhamos dizimado muitos dos nossos mantimentos, procurámos pelo dono do mini mercado local para nos reabastecermos. Após termos feito a senhora sair de casa de propósito para abrir a loja, acabámos por apenas comprar uma água e um sumo, dado o empolamento do preço dos produtos.

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+++++Costa Ocidental das Flores 10:36+++++++++++++++++++++++ Diferente perspectiva da Rocha dos Bordões 13:15
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+++++Miradouro à entrada de Lajedo 13:34+++++++++++++++++++++ Placa indicativa no final do percurso 13:47
Foi um percurso engraçado apesar dos diversos troços de estrada. Infelizmente o nevoeiro nas zonas mais elevadas impediu que se visse na totalidade a rocha dos Bordões.
Partimos do Lajedo à espera de uma boleia até às Lajes onde tentariamos ir à Fajã de Lopo Vaz...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Flores - PR3FLO: Poça do Bacalhau

Características do Percurso (in http://www.trails-azores.com/)
"Ilha: Flores; Dificuldade: Moderado; Extensão: 7 Km; Tempo: 3h 00m; Tipo: Linear







Este trilho começa no Miradouro das Lagoas, termina na Poça do Bacalhau e tem a duração de cerca 3h. O percurso inicia-se a cerca de 50m do miradouro ao lado da Caldeira Comprida, e segue por um caminho de pé posto, ao longo de uma área muito rica em vegetação endémica rasteira. Após caminhar cerca de 1km, chegará a uma estrada alcatroada e, mesmo em frente, encontra-se a Caldeira Seca. Depois de contemplar a mesma, ande um pouco na estrada e entre no caminho de pé posto localizado à sua esquerda. Este caminho poderá ter algumas zonas com águas paradas e lamas, sendo por isso conveniente ter algum cuidado. Percorridos mais 500m, encontrará a Caldeira Branca com o seu aspecto pantanoso. Continuando o percurso, chegará a um caminho de terra batida onde deverá virar à sua direita. Seguindo em frente, atravessará a ponte da Ribeira do Ferreiro e, após andar mais 1km, deverá virar à sua esquerda para um novo caminho de pé posto que segue em direcção à falésia. Este caminho apresenta marcas de nevoeiro, de maiores dimensões para serem mais facilmente reconhecidas. Chegando à falésia, deverá ter uma bonita vista sobre a Fajã Grande. Desça a pastagem ao longo da falésia até encontrar à esquerda uma cancela de madeira que dá acesso a uma antiga escadaria em pedra. Esta escadaria é muito inclinada e pode-se encontrar escorregadia, sendo assim necessário algum cuidado. Ao chegar as pastagens da Fajã Grande, siga o caminho ao longo da Ribeira das Casas até à Poça do Bacalhau, onde o trilho termina."

Regressados às Flores tínhamos 4 percursos pela frente. Como todo o nosso planeamento tinha ido por água abaixo começámos a decidir o que fazer diariamente, só depois de acordar. Teríamos apenas de acordar cedo, para caminhar pelo fresquinho e aproveitaras melhores horas do dia... certo? ... ERRADO: Ao contrário do Pico e Faial e como já tínhamos presenciado no Corvo, no Grupo Ocidental, parece mais provável que o céu esteja nublado de manhã do que de tarde. O que interessa é que acabámos por nos levantar só depois do meio dia, quando a temperatura dentro da tenda rondava os 40 graus e onde a palavra destilar se aplicava perfeitamente ao que nós sentiamos.

Dado o avançado da hora só poderiamos escolher um percurso que acabasse na Fajã grande, onde pernoitavamos, e que fosse facil de arranjar boleia até ao ponto de início. Escolhemos o PR3FLO - Poça do Bacalhau. Partimos da Fajã Grande pelas 13:45 à boleia numa carrinha de transporte de carne. O condutor, em pleno horário laboral, ficou de nos deixar perto do início do percurso mas acabou por nos levar mesmo lá. Não podia começar melhor, com a vista para as Lagoas Negra e Comprida, não só pelas suas dimensões mas também pela sua profundidade e . Após alguns avanços e recuos pelo facto do placar indicativo não se encontrar efectivamente no ínicio pusemo-nos a caminho (14:09), rumo às próximas duas caldeiras: seca e branca. O percurso é de tal modo lamacento que várias vezes ficámos enterrados até aos tornozelos.
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Lagoa Comprida 14:18+++++++++++++++++++++++++++++++Lagoa Negra 14:21
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Lagoa Negra 14:21+++++++++++++++++++++++++++++++Início do Percurso 14:31
Sabiamos que nos esperava uma descida ingreme de 700 metros mas continuavamos a subir, de tal modo que após a caldeira Branca entrámos num nevoeiro cerrado que nos acompanhou por uma meia hora, o que acabou por nos ajudar a passar melhor um troço de estradão. Antes de começarmos a descer decidimos almoçar, já passava das 16:20. De estômago cheio começámos a descer em direcção à Poça do Bacalhau. É uma descida íngreme e bastante escorregadia logo, algo penosa, mas a beleza das paisagens e o facto de se saber que no fim iriamos encontrar uma cascata, foi suficiente para não nos queixarmos da mesma. Ao fim de 4:30 de caminhada, chegamos ao fim (18:41) e a Mónica pôde refrescar-se sob as águas da cascata.
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Caldeira Branca 15:21+++++++++++++++++++++++++++++++Início da Descida 17:22
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+++++++++++++++++++++++Vaca 18:36++++++++++++++++++++++++++++Poça do Bacalhau 18:41

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Travessia Flores-Corvo - Grutas

As viagens de ida e volta entre Flores e Corvo foram recheadas de tantas peripécias e belezas naturais de tal modo que dedicamos às mesmas uma publicação própria.

Ainda não estávamos à 24 horas nas Flores e já saudávamos a hospitalidade e simpatia dos Florentinos. Tínhamos passado a primeira noite em casa de alguém que não nos conhecia de lado nenhum, esse mesmo alguém que nos deu boleia de barco até ao Corvo e que, só por termos referido saber da existência das grutas costeiras das Flores, nos prometeu passar o mais próximo possível das mesmas, de acordo com a ondulação do mar.
Pelas 11:35 do dia 13 de Agosto partimos das Lajes das Flores, à boleia no Barco de Carga "Santa Iria" da empresa Maré Ocidental. As boas condições atmosféricas, em termos de ondulação permitiram fazer-se a viagem bastante junto à costa Sul e Oriental das Flores. Deu para se observar diversas curiosas formações geológicas e algumas grutas escavadas pelo rebentar das ondas nas rochas como a furna do Galo e dos Incharéus. Mais uma vez se pôde constatar a imensa quantidade de cursos de água com caudal permanente durante todo o ano. Ao fim de 2 horas e meia chegámos ao Corvo (14:00).
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Costa das Flores 11:47 13-08-2008+++++++++++++++++++++++++++Ponta da Caveira 11:57 13-08-2008
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Furna dos Incharéus 11:59 13-08-2008+++++++++++++++++++++Fazenda de Santa Cruz 12:24 13-08-2008
No dia seguinte, após termos feito o PR2COR, esperámos que houvesse algum barco com 2 lugares livres e nos levasse de volta ás Flores. Tendo o lugar garantido, enquanto esperávamos pela hora da partida, em conversa com o nosso skipper referimos novamente o nosso gosto em visitar as grutas e, sem qualquer excitação, o mesmo se aprontou a levar-nos a visitar algumas. Desta vez saímos do Corvo num barco de borracha do Hotel Ocidental. Pelo caminho vimos golfinhos, entrámos na gruta do Galo e contornámos tudo o que era ilhéus até chegarmos a Santa Cruz, tudo isto em aproximadamente de uma hora (18:30-19:30).
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Gruta do Galo 12:44 13-08-2008++++++++++++++++++++++++++++Corvo 18:31 14-08-2008+++++
Com isto acabámos por pagar apenas 15€ por ir ao Corvo (apenas porque a viagem de ida e volta são 25€ e a visita às grutas 40€). Já o outro dizia "Quem tem boca vai ao Corvo" :)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rumo ao Grupo Ocidental dos Açores

Três, dois, um.... Começam as FÉRIAS 2008
Aproveitando o cartão interjovem, com mega descontos nas viagens entre ilhas Açorianas, lá fomos nós para uma semana de aventuras nas Flores e Corvo (terras mais ocidentais de Portugal).

Dia 12

Express Santorini- 6:30
À chegada ao cais da Horta-Faial vislumbrámos o EXPRESS SANTORINI, navio grego construído em 1974 registando navegações em rotas francesas, gregas e portuguesas. E para nós o maior navio em que realizámos uma viagem. (http://www.simplonpc.co.uk/SNCF_Chartres_1974.html )
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Ilha do Corvo - 14:24++++++++++++++++++++++++++++++++++Ilha das Flores - 14:46
Já a bordo e algum tempo depois da travessia do canal Pico-Faial rumo a ocidente começámos a sentir o efeito da Terra ser redonda… todo o horizonte era mar e ar… por esta altura e, depois de investigadas todas as partes acessíveis do navio, começava a passar a euforia trazida pela primeira grande viagem… tempo então para estudar as plantas topográficas das ilhas. Às 13H30 já se começava a avistar terra… primeiro o Corvo depois as Flores… o entusiasmo voltou.
Depois de 8 horas de viagem enfim em terra. Preparados para apanhar um táxi rumo a Sta Cruz onde se encontraria um carro para alugarmos eis que o Nuno conhece uma das primeiras pessoas que vê… o Sr. João, homem muito conhecedor de História principalmente a marítima e que teve a amabilidade de nos levar à rent-a-car no seu Ford Fiesta... mas antes disso, e dada a nossa intenção de nos fazermos ao mar no dia seguinte, rumo à ilha mais pequena do arquipélago ainda nos apresentou o Mauro, capitão do navio de mercadorias SANTA IRIA (nome pelo qual era inicialmente designada a Ilha das Flores) que transporta alguns passageiros sem contrapartidas financeiras. Chegados a Sta. Cruz não havia carro para ninguém… mas o Sr. João não nos deixou enquanto a situação não estivesse resolvida… levou-nos numa visita guiada até a Fajã Grande onde iríamos acampar. Para não montarmos tenda por uma noite apenas, o Sr. João intercedeu mais uma vez a nosso favor pedindo ao capitão Mauro que nos albergasse nessa noite e assim foi.
Dia 13
Acordados bem cedo, para arranjar uma forma qualquer de chegar às Lajes a tempo de apanhar o barco, lá tivemos grande pontaria… assim que chegámos à rua acabava de chegar um autocarro camarário que só nos cobrou 2,86€ pela viagem com direito a parar em todas as freguesias do caminho. Depois de um passeio pelas Lajes, hora de embarcar no Santa Iria que numa viagem de 4horas nos permitiu ver de perto (muito mais perto do que pensávamos ser possível com uma máquina daquelas) algumas das grutas da costa oriental. Depois de uma viagem alucinante com tanto balouçar chegamos à pequenita ilha. No cais, algumas carrinhas aguardavam os turistas para a quase sempre igual visita turística ao caldeirão, como o nevoeiro nos impedia de ver o caldeirão e consequentemente fazer o PR2 decidimos ficar a meio do caminho de regresso ao cais e fazer o PR1 – Cara de Índio que nos levaria à Vila do Corvo. Uma vez na vila fomos beber um suminho fresco e procurar o sr José que nos levara ao caldeirão e amavelmente trouxe a nossa tenda para a vila a fim de não a carregarmos durante a caminhada. No café, tal foi o nosso espanto quando no desenrolar da conversa com uns corvinos (despoletada por estar a usar uma t-shirt do Boavista, dada a situação que o clube vivia na altura) encontrámos um amigo da família do Nuno, a tenda nem foi montada... casa e água quente… que sorte! Apesar do nosso espanto este não era tão grande quanto o dos locais e florentinos por lhes contarmos que queriamos passar uma noite no Corvo.

Com guarita definida dirigimo-nos à praia de areia a fim de uma banhoca antes de jantarmos uma bela febra no restaurante o Caldeirão.
Dia 14
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Fechadura do Corvo+++++++++++++++++++++++++++++++++++++Moinho do Corvo +++++++++++++++++
Novamente em direcção ao caldeirão… mais uma vez coberto por um denso nevoeiro… não quisemos partir sem pelo menos ir ao seu interior… os restantes turistas partiram e nós seguimos pelo nevoeiro. Aos poucos o caldeirão foi-se desvendado… Natureza, Sossego… sem dúvida uma das mais belas paisagens que tivemos o prazer de saborear. Com o dia já ganho e aproveitando as novas condições atmosféricas decidimos tentar o PR2 – Caldeirão - Ponta do Marco – Cancela do Pico. No fim do percurso lá arranjamos uma boleia, desta vez numa carrinha frigorífica, de volta à Vila do Corvo… antes de regressarmos às Flores ainda tivemos tempo de passear pela vila e conhecer os diferentes tipos de habitações (não esquecendo as típicas fechaduras), moinhos, praia, aeródromo, etc… A travessia Corvo-Flores foi feita num semi-rigido o que tornou a viagem mais rápida, com mais adrenalina permitindo-nos inclusivé acompanhar golfinhos e que sorte a nossa… o barco pertencia à mesma agência com a qual haviamos marcado uma visita às grutas… sabendo disto o skipper levou-nos bem perto delas (dentro) sem nos cobrar mais. Já nas Flores (Santa Cruz) e após 3 dias completos sem ter sido necessário o carro alugado decidimos fazer todas as viagens seguintes à boleia (com isto poupámos 50 euros por dia). Após mais de uma hora a andar a pé e quando já se fazia noite começámos a duvidar dos benefícios da nossa decisão recentemente tomada. Finalmente apareceu alguém disposto a nos levar até à fajã grande, não foi isso o combinado mas com o tempo fomo-nos habituando que quando nos diziam que nos deixariam a alguns quilómetros de onde queriamos, acabavam por nos levar até lá.

"Home sweet Home"
Chegados à Fajã Grande toca a montar acampamento e dormir uma boa soneca… felizmente o capitão Mauro deixou-nos continuar a usar a casa-de-banho (aguinha quente).
Dia 15
Levantámo-nos não muito cedo mas ainda tivemos direito a uma boleia, de um condutor de uma distribuidora de carnes, em direcção às lagoas negra e comprida onde se inicia o PR3 o qual finalizámos com uma ida à poça do bacalhau e um delicioso mergulho (o Nuno fotografava)
Dia 16
Levantámo-nos bem cedinho para aproveitar a proximidade de dois percursos: o Pr2, que terminou no lajedo, e depois de uma pequena boleia e alguns km’s a pé o Pr4 pela Fajã Lopo de Vaz. Após mais uns km´s a pé eis que conseguimos mais uma boleia desta vez numa carrinha de caixa-aberta que, já fazendo um grande desvio nos deixou perto da rocha dos bordões, aí passados uns minutos tivemos direito a mais uma boleia num jipe atolado de armas de caça submarina, canas-de-pesca e peixe … que felizmente seguia para a Fajã Grande. Tempo de ir às compras para o desejado jantar no parque de campismo: eu aprendi a assar frango e salsichas (sim.. que isto de fazer churrasco não é como um belo fogão em que a chama está sossegadinha debaixo do tacho) e o Nuno no meio de uma conversa com companheiros de campismo ia ganhar um belo peixe… não estivesse o franguinho quase pronto. Isto de acampar falta sempre qualquer coisa, principalmente condimentos… mas nestas alturas tudo sabe bem.
Dia 17
Não tão cedo como se viria a comprovar ser o desejado, saímos em direcção a Ponta Delgada pelo Pr1. No fim, já exaustos e só depois de muitos km’s pela estrada em direcção à Fajã Grande conseguimos boleia de um amável senhor já atrasado para o seu trabalho mas, que fez questão de nos mostrar a lagoa da lomba e de nos deixar perto das lagoas funda o mais perto que podia do nosso destino. Aí e depois de deliciados com a visão das lagoas conseguimos boleia de um casal de estrangeiros residentes na ilha.
Dia 18
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Rocha dos Bordões- 18:00+++++++++++++++++++++++++++++++++++A preparar o jantar+
Percursos pedestres feitos… vai uma voltinha de carro pela ilha com o micaelense Paulo, companheiro de campismo. Não ficou por visitar o museu das Flores em Santa Cruz dirigido pelo Sr. João Vieira, as várias freguesias e, mais uma vez, as lagoas. Á noite ainda colocámos mãos ao tacho para uma massinha de atum a lenha, diga-se que demorou mais do que o dobro do tempo a cozinhar… foi necessário perseguir as chamas durante todo o tempo… mas valeu a pena.
Dia 19
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Express Santorini- 15:05++++++++++++++++++++++++++++++++++Pôr-do-sol - 20:53+
Tempo de levantar acampamento e rumar para o cais, depois de uns bons km’s a pé lá conseguimos boleia (experiência algo traumática) … horas depois chegava o Santorini para nos levar em direcção ao Faial… agora com muita gente conhecida a bordo.

Depois de 6 trilhos, 10 boleias (9 de carro e 1 de barco), 2 dormidas em casas de desconhecidos, dois encontros do terceiro grau e 100€ gastos voltámos à Horta.